Sadia integra o portfólio da MBRF, companhia com sede em Itajaí que fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 111 milhões, receita de R$ 39,5 bilhões e avanço em exportações de aves e suínos para Europa, Ásia e Oriente Médio, impulsionada pela demanda global por proteínas.
A Sadia voltou ao centro dos resultados da MBRF no primeiro trimestre de 2026, período em que a gigante das carnes com sede em Itajaí, em Santa Catarina, registrou lucro líquido de R$ 111 milhões. O balanço foi divulgado em 14 de maio de 2026 e mostrou avanço nas exportações.
Segundo o portal nd+, a companhia, dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy, atua no setor de proteínas animais e informou receita líquida de R$ 39,5 bilhões entre janeiro e março. O desempenho foi puxado pela demanda global por proteínas, com destaque para aves e suínos enviados a mercados da Europa, Ásia e Oriente Médio.
MBRF começa 2026 com lucro e receita bilionária

A MBRF encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 111 milhões, resultado 26% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida chegou a R$ 39,5 bilhões, enquanto o EBITDA alcançou R$ 3,1 bilhões.
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O resultado mostra uma largada positiva para a empresa em 2026, especialmente em um cenário global de alta demanda por proteínas. A companhia destacou a capacidade de direcionar produtos para mercados com maior rentabilidade, o que ajudou a sustentar o desempenho no trimestre.
A presença de marcas conhecidas, como Sadia, Perdigão e Qualy, amplia a força da companhia no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, o avanço internacional mostra que a estratégia da MBRF não depende apenas do consumo interno.
O setor de proteínas é sensível a câmbio, custos logísticos, demanda externa e abertura de mercados. Por isso, um trimestre com crescimento em exportações ganha peso na leitura do mercado, principalmente quando envolve regiões estratégicas.
Exportações de aves e suínos avançam em mercados estratégicos

A MBRF informou que retomou embarques de aves para a União Europeia e ampliou os carregamentos de frango destinados à China a partir do Rio Grande do Sul. Em março, a empresa registrou recorde nas exportações diretas de aves e suínos.
Na comparação com o trimestre anterior, os envios para a Europa cresceram 43%, enquanto as exportações para a Ásia avançaram 18%. Esses números indicam uma melhora relevante na presença internacional da companhia.
O avanço em diferentes regiões reduz a dependência de um único mercado comprador. Para uma empresa do porte da MBRF, diversificar destinos pode ajudar a equilibrar riscos e aproveitar janelas de demanda em países com maior consumo de proteínas.
A Sadia também aparece nesse movimento internacional por meio da operação Sadia Halal, voltada a mercados que exigem padrões específicos de produção e certificação. Esse recorte é especialmente importante para países do Oriente Médio.
Oriente Médio ganha força com a operação Sadia Halal
O Oriente Médio permaneceu como um dos mercados estratégicos da companhia no trimestre. Durante o Ramadã, período de maior consumo em países islâmicos, a MBRF registrou o maior volume de vendas de sua história na região.
A operação Sadia Halal encerrou o trimestre com margem EBITDA ajustada de 15,6%. Esse desempenho reforça a importância de produtos adaptados a exigências culturais, religiosas e comerciais de mercados específicos.
A estratégia mostra como marcas brasileiras podem ganhar escala quando combinam volume, certificação e presença local. No caso do Oriente Médio, a demanda por proteínas segue forte e abre espaço para empresas capazes de atender padrões halal com regularidade.
Esse tipo de operação também exige controle rigoroso de produção, logística e relacionamento comercial. Não basta exportar; é preciso manter confiança, previsibilidade e capacidade de entrega em períodos de maior consumo.
Mercado brasileiro e América do Norte também pesam no resultado
No Brasil, a companhia informou avanço na presença em pontos de venda e integração do portfólio de bovinos. Esse movimento é relevante porque conecta marcas populares ao varejo nacional, mantendo a empresa presente na rotina de consumo das famílias.
A Sadia, nesse contexto, continua sendo uma das marcas de maior visibilidade do grupo. Mesmo com a força das exportações, o mercado interno segue importante para sustentar volume, distribuição e reconhecimento de marca.
Na América do Norte, a operação de carnes bovinas registrou receita de US$ 3,5 bilhões, alta de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025. O dado reforça a presença da companhia fora do Brasil e mostra a amplitude do portfólio da MBRF.
Essa diversificação entre aves, suínos, bovinos, mercado interno e exportações ajuda a explicar a dimensão da empresa. A companhia atua em diferentes frentes, o que pode suavizar oscilações de um segmento específico.
Sinergias e eficiência entram no centro da estratégia
Além do avanço nas vendas, a MBRF informou ganhos em programas internos de eficiência e sinergia. No primeiro trimestre, foram capturados R$ 126 milhões em sinergias operacionais e R$ 296 milhões por meio do programa MBRF+.
Esses números indicam que a empresa também busca melhorar resultados por dentro, reduzindo custos e ampliando produtividade. Em um setor competitivo, eficiência operacional pode pesar tanto quanto crescimento de receita.
A companhia também destacou sua presença no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 e reconhecimentos internacionais ligados à gestão climática, hídrica e combate ao desmatamento.
Esses pontos entram cada vez mais no radar de investidores e compradores globais. Em mercados internacionais, desempenho financeiro e critérios de sustentabilidade passam a caminhar juntos na avaliação de grandes empresas de alimentos.
O que o resultado indica para a gigante das carnes
O início de 2026 mostra a MBRF em um momento de avanço, com lucro, receita bilionária, exportações em alta e marcas fortes no portfólio. A Sadia aparece como uma das principais vitrines desse conjunto, especialmente em mercados onde a marca já tem reconhecimento.
Ao mesmo tempo, o desempenho reforça o peso das exportações brasileiras de proteínas. Europa, Ásia e Oriente Médio aparecem como destinos importantes para aves e suínos, enquanto a demanda global ajuda a sustentar o crescimento.
O desafio agora é manter o ritmo em um mercado sujeito a variações de custo, câmbio, consumo e exigências sanitárias. A empresa começou o ano com resultado positivo, mas o setor exige adaptação constante para preservar margens e competitividade.
Você acha que marcas como Sadia, Perdigão e Qualy ajudam o Brasil a ganhar mais força no mercado global de alimentos ou o avanço depende mais de preço, escala e logística? Deixe sua opinião nos comentários.

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