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Gestoras brasileiras priorizam critérios ESG e evitam investimentos com desempenho ruim

Escrito por Paulo H. S. Nogueira
Publicado em 13/01/2026 às 13:01
Gestoras brasileiras priorizam critérios ESG e evitam investimentos com desempenho ruim
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O mercado financeiro brasileiro vive um momento de transformação, e os critérios de ESG já ocupam espaço central na tomada de decisão de gestores.
Segundo a Anbima, braço referência no mercado de capitais nacional, 38% das gestoras deixaram de investir em ativos por conta de desempenho insatisfatório em questões ambientais, sociais ou de governança.

A informação faz parte do estudo Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais, divulgado pela associação no início de 2026.
O levantamento indica que práticas antes vistas como diferenciais se transformaram em exigências mínimas para empresas que desejam atrair recursos.

ESG deixa de ser discurso e passa a influenciar capital

O dado mostra uma mudança estrutural.
Gestoras que trabalham com carteira diversificada passaram a avaliar riscos e impactos não apenas pelo retorno financeiro imediato.
Assim, ativos que ignoram políticas ambientais, sociais ou de transparência corporativa tendem a perder espaço.

Além disso, o estudo identifica que o processo ocorre de forma mais consistente ano após ano.
Empresas que incorporam critérios de ESG com clareza se tornam mais competitivas e conseguem acessar capital de forma mais barata.
Consequentemente, o efeito deve estimular adoção mais ampla dessas políticas entre diferentes setores da economia.

Investidores exigem mais responsabilidade das empresas

A pesquisa mostra também que a mudança não vem somente das gestoras.
Investidores institucionais e pessoas físicas pressionam por fundos alinhados a sustentabilidade.
Esse comportamento altera a dinâmica da indústria, que agora precisa atender pessoas mais informadas sobre riscos climáticos e reputacionais.

Ao mesmo tempo, gestores consideram que ignorar fatores ESG pode resultar em prejuízos futuros, como multas regulatórias, danos à imagem e até perda de mercados internacionais.
Portanto, critérios socioambientais deixam de ser opcionais e passam a compor parte essencial das políticas de investimento.

Brasil acompanha tendência global

Países desenvolvidos já vinculam capital a indicadores ambientais e sociais.
E, gradualmente, o Brasil segue pelo mesmo caminho.
Empresas precisam adotar métricas claras, divulgar resultados e provar que cumprem compromissos assumidos.

Segundo especialistas consultados no estudo, bancos e gestoras brasileiras caminham em ritmo acelerado nessa direção.
Embora o processo ainda exija padronização e aprimoramento, o avanço confirma que o mercado local acompanha o debate global sobre finanças sustentáveis.

O que o estudo significa para o futuro

Os dados da Anbima reforçam que o mercado financeiro valoriza cada vez mais empresas alinhadas a boas práticas.
Com isso, companhias que ainda não investem em políticas ambientais e sociais podem enfrentar maior dificuldade para captar recursos.

Além disso, a tendência tende a crescer.
À medida que regulações avançam e metas climáticas ganham visibilidade pública, ativos com má performance ESG devem perder liquidez e relevância.

Portanto, o relatório do mercado de capitais serve como alerta e impulso: sustentabilidade e transparência se tornaram critérios fundamentais para atrair investimentos.

Os resultados foram divulgados pela Anbima no início de 2026, no estudo Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais.
O levantamento mostrou que 38% das gestoras já evitaram ativos com mau desempenho ESG, reforçando o peso crescente desses fatores na indústria financeira brasileira.

Assim, ESG se consolida como elemento que define estratégias, orienta carteiras e molda o futuro do mercado.

Paulo H. S. Nogueira

Sou Paulo Nogueira, formado em Eletrotécnica pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), com experiência prática no setor offshore, atuando em plataformas de petróleo, FPSOs e embarcações de apoio. Hoje, dedico-me exclusivamente à divulgação de notícias, análises e tendências do setor energético brasileiro, levando informações confiáveis e atualizadas sobre petróleo, gás, energias renováveis e transição energética.

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