O mercado financeiro brasileiro vive um momento de transformação, e os critérios de ESG já ocupam espaço central na tomada de decisão de gestores.
Segundo a Anbima, braço referência no mercado de capitais nacional, 38% das gestoras deixaram de investir em ativos por conta de desempenho insatisfatório em questões ambientais, sociais ou de governança.
A informação faz parte do estudo Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais, divulgado pela associação no início de 2026.
O levantamento indica que práticas antes vistas como diferenciais se transformaram em exigências mínimas para empresas que desejam atrair recursos.
ESG deixa de ser discurso e passa a influenciar capital
O dado mostra uma mudança estrutural.
Gestoras que trabalham com carteira diversificada passaram a avaliar riscos e impactos não apenas pelo retorno financeiro imediato.
Assim, ativos que ignoram políticas ambientais, sociais ou de transparência corporativa tendem a perder espaço.
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Além disso, o estudo identifica que o processo ocorre de forma mais consistente ano após ano.
Empresas que incorporam critérios de ESG com clareza se tornam mais competitivas e conseguem acessar capital de forma mais barata.
Consequentemente, o efeito deve estimular adoção mais ampla dessas políticas entre diferentes setores da economia.
Investidores exigem mais responsabilidade das empresas
A pesquisa mostra também que a mudança não vem somente das gestoras.
Investidores institucionais e pessoas físicas pressionam por fundos alinhados a sustentabilidade.
Esse comportamento altera a dinâmica da indústria, que agora precisa atender pessoas mais informadas sobre riscos climáticos e reputacionais.
Ao mesmo tempo, gestores consideram que ignorar fatores ESG pode resultar em prejuízos futuros, como multas regulatórias, danos à imagem e até perda de mercados internacionais.
Portanto, critérios socioambientais deixam de ser opcionais e passam a compor parte essencial das políticas de investimento.
Brasil acompanha tendência global
Países desenvolvidos já vinculam capital a indicadores ambientais e sociais.
E, gradualmente, o Brasil segue pelo mesmo caminho.
Empresas precisam adotar métricas claras, divulgar resultados e provar que cumprem compromissos assumidos.
Segundo especialistas consultados no estudo, bancos e gestoras brasileiras caminham em ritmo acelerado nessa direção.
Embora o processo ainda exija padronização e aprimoramento, o avanço confirma que o mercado local acompanha o debate global sobre finanças sustentáveis.
O que o estudo significa para o futuro
Os dados da Anbima reforçam que o mercado financeiro valoriza cada vez mais empresas alinhadas a boas práticas.
Com isso, companhias que ainda não investem em políticas ambientais e sociais podem enfrentar maior dificuldade para captar recursos.
Além disso, a tendência tende a crescer.
À medida que regulações avançam e metas climáticas ganham visibilidade pública, ativos com má performance ESG devem perder liquidez e relevância.
Portanto, o relatório do mercado de capitais serve como alerta e impulso: sustentabilidade e transparência se tornaram critérios fundamentais para atrair investimentos.
Os resultados foram divulgados pela Anbima no início de 2026, no estudo Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais.
O levantamento mostrou que 38% das gestoras já evitaram ativos com mau desempenho ESG, reforçando o peso crescente desses fatores na indústria financeira brasileira.
Assim, ESG se consolida como elemento que define estratégias, orienta carteiras e molda o futuro do mercado.

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