Vértebra gigante foi encontrada perto de Starkville por geólogos do Mississippi; espécime pertence ao Mosasaurus hoffmannii e pode ter alcançado 9 metros de comprimento.
Geólogos dos Estados Unidos encontraram no centro-leste do Mississippi um fóssil que pode ser o maior mosassauro já identificado no estado.
A descoberta foi feita durante um estudo de camadas rochosas na região próxima à cidade de Starkville.
O achado surpreendeu os cientistas pela dimensão do osso: uma vértebra com mais de 18 centímetros de diâmetro.
-
Um supercomputador prevê quem ganhará a Copa do Mundo e qual jogador levará a Bota de Ouro, mas a projeção deixa o Brasil longe do protagonismo esperado
-
Carros elétricos da GM podem virar “baterias gigantes” para aliviar a rede elétrica enquanto data centers de IA elevam consumo; plano envolve 250 mil veículos bidirecionais, baterias reutilizadas e nova química de sódio para armazenamento industrial
-
Nova tecnologia de dessalinização transforma água do mar em potável, evita salmoura poluente e ainda recupera sais e minerais
-
Rússia coloca no gelo plataforma científica autopropulsada de 10 mil toneladas capaz de derivar por até 2 anos no Ártico, operar a -50 °C, abrigar 48 pessoas e substituir antigas bases soviéticas
Uma descoberta inesperada
Durante uma escavação de rotina, James Starnes, geólogo do Departamento de Qualidade Ambiental do Mississippi, avistou algo incomum entre os sedimentos.
Ao lado dos colegas Jonathan Leard e Tim Palmer, ele identificou a vértebra fossilizada e soube imediatamente que se tratava de algo especial.
“Fiquei completamente impressionado com o tamanho”, disse Starnes. “A sensação que você tem ao encontrar um fóssil, mesmo como profissional, nunca envelhece.”
Identificação do fóssil
O osso foi entregue ao Museu de Ciências Naturais do Mississippi.
Lá, os paleontólogos confirmaram que pertencia a um Mosasaurus hoffmannii, uma das maiores espécies conhecidas de mosassauro.
Com base no tamanho da vértebra, os especialistas estimam que o animal tinha ao menos nove metros de comprimento.
“Este era um verdadeiro monstro marinho”, afirmou Starnes. “É maior do que a maioria dos dinossauros que circulavam pela terra.”
Vida no antigo mar do Mississippi
O gigante marinho viveu há cerca de 66 milhões de anos, durante o fim do período Cretáceo. Naquela época, a região onde hoje está o Mississippi era coberta por um mar raso e quente.
O local abrigava diversos animais marinhos extintos, como tubarões, amonites e outros répteis aquáticos.
Segundo Starnes, criaturas voadoras como pterossauros sobrevoavam a área, enquanto dinossauros terrestres caminhavam pelas florestas e praias próximas.
Predadores do oceano
Os mosassauros, incluindo o M. hoffmannii, eram predadores dominantes dos mares do período Mesozoico. Tinham corpos alongados, caudas potentes e membros adaptados como remos.
Com dentes afiados, podiam se alimentar de peixes, moluscos e até mesmo de outros mosassauros.
“Enquanto os dinossauros dominavam a terra, esses oceanos foram provavelmente os mais perigosos de qualquer época na história do nosso planeta”, informou o Departamento de Qualidade Ambiental do Mississippi.
Legado fóssil
Apesar de terem desaparecido após a colisão de um asteroide com a Terra, há cerca de 66 milhões de anos, os mosassauros continuam despertando interesse científico.
Em 2022, outro fóssil de mosassauro foi descoberto no nordeste do estado, contendo até mesmo o crânio do animal.
A recente descoberta reforça o potencial do Mississippi como uma região rica em fósseis e contribui para o entendimento da vida marinha no Cretáceo.

Seja o primeiro a reagir!