Pesquisa da Universidade de Rochester apresenta um sistema solar capaz de produzir água potável a partir da água do mar, sem gerar salmoura residual e com aproveitamento dos sais retirados no processo
Uma nova tecnologia de dessalinização desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, promete transformar água do mar em água potável sem produzir salmoura residual, um dos principais impactos ambientais dos métodos tradicionais.
Além disso, o sistema também permite recuperar sais e minerais removidos durante o processo. Dessa forma, a inovação busca unir produção de água doce e reaproveitamento de materiais extraídos da água marinha.
O estudo foi publicado em 2026 na revista científica Light: Science & Applications. Segundo a Universidade de Rochester, a pesquisa foi conduzida no Institute of Optics e apresentada ao público em 27 de maio de 2026.
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Como a tecnologia transforma água do mar em potável
Atualmente, a produção de água potável a partir da água do mar costuma depender de métodos como osmose reversa e destilação térmica.
No entanto, embora essas técnicas sejam usadas em várias regiões do mundo, elas exigem alto consumo de energia. Além disso, geram grandes volumes de salmoura concentrada, resíduo que pode causar impactos ambientais quando descartado no oceano.
Por isso, o diferencial da nova tecnologia está na forma como o sal é conduzido dentro do equipamento. Em vez de se acumular sobre a superfície de evaporação, os cristais de sal são deslocados para áreas específicas do sistema.
Com isso, o equipamento evita o entupimento da superfície responsável pela evaporação. Consequentemente, a produção de água potável pode continuar de forma mais estável.
Sistema evita resíduo poluente e recolhe sais
De acordo com os pesquisadores, o processo foi desenvolvido para manter a evaporação da água e, ao mesmo tempo, permitir a coleta dos sais removidos.
Assim, em vez de descartar uma salmoura líquida concentrada, o sistema separa e recolhe os materiais extraídos da água do mar.
Esse ponto é importante porque a salmoura é considerada um dos maiores desafios ambientais da dessalinização convencional. Afinal, esse resíduo pode aumentar a salinidade local e afetar o equilíbrio do ambiente marinho.
Tecnologia busca responder à demanda por água doce
A pesquisa surge em meio ao aumento da demanda mundial por água potável. Nesse cenário, a dessalinização aparece como uma alternativa relevante para regiões que dependem da água do mar como fonte de abastecimento.
Ao mesmo tempo, a tecnologia também mira a recuperação de matérias-primas presentes na água marinha. Portanto, o sistema combina dois objetivos: ampliar a produção de água doce e reduzir o desperdício de minerais removidos no processo.
Principais pontos da pesquisa
- Transforma água do mar em água potável por meio de dessalinização.
- Não gera salmoura residual líquida, segundo os pesquisadores.
- Recupera sais e minerais separados durante o processo.
- Evita o entupimento da superfície de evaporação.
- Foi descrita em 2026 na revista Light: Science & Applications.
- Foi desenvolvida pela Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.
Avanço técnico ainda depende de escala
Apesar do potencial, a tecnologia foi apresentada como um desenvolvimento científico. Portanto, sua aplicação em larga escala ainda depende de novos testes, ajustes técnicos e avaliação de desempenho fora do ambiente de pesquisa.
Mesmo assim, o estudo chama atenção por propor uma rota de dessalinização sem salmoura residual. Além disso, reforça a busca por soluções capazes de produzir água potável, reduzir impactos ambientais e aproveitar os sais retirados da água do mar.

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