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Galáxia azul a 13 milhões de anos-luz surpreende astrônomos ao revelar estrelas gigantes prestes a virar buracos negros e sinais de colisão cósmica recente

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 15/02/2026 às 12:45
Atualizado em 15/02/2026 às 12:46
Galáxia Markarian 178, a 13 milhões de anos-luz, exibe estrelas Wolf-Rayet e sinais de recente formação estelar.
Galáxia Markarian 178, a 13 milhões de anos-luz, exibe estrelas Wolf-Rayet e sinais de recente formação estelar.
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Localizada a cerca de 13 milhões de anos-luz na constelação da Ursa Maior, a galáxia anã Markarian 178 integra um catálogo com mais de 1500 sistemas identificados por sua forte emissão ultravioleta e revela sinais claros de recente explosão de formação estelar associada a possível interação cósmica

Uma pequena galáxia azul chamada Markarian 178, situada a cerca de 13 milhões de anos-luz na constelação da Ursa Maior, apresenta forte brilho ultravioleta, concentração de estrelas Wolf-Rayet raras e sinais de recente explosão de formação estelar associada a possível interação passada.

Galáxia Markarian 178 integra catálogo com mais de 1500 sistemas

A galáxia anã compacta Markarian 178, também identificada como Mrk 178, é apresentada como Imagem da Semana do Hubble da ESA. Muito menor que a Via Láctea, essa galáxia integra uma família com mais de 1500 galáxias Markarian.

Esses sistemas foram catalogados pelo astrofísico armênio Benjamin Markarian, que identificou galáxias com luz ultravioleta excepcionalmente forte. A galáxia Markarian 178 destaca-se por essa característica e por sua coloração azul predominante.

Brilho azul dominante e regiões vermelhas contrastantes

A maior parte da galáxia brilha em azul devido à presença de estrelas jovens e extremamente quentes, pouco obscurecidas por poeira. Essa composição confere à galáxia um aspecto luminoso e intenso no espectro visível.

Entretanto, partes da galáxia também apresentam tonalidade vermelha. Essa coloração está associada a uma densa concentração de estrelas massivas agrupadas perto da região externa mais brilhante. Nessa área, observa-se um número notável de estrelas Wolf-Rayet raras.

Quando observadas por meio de filtros especiais do Hubble, emissões de hidrogênio e oxigênio ionizados aparecem em tons vermelhos, criando contraste com o azul dominante da galáxia.

Estrelas Wolf-Rayet indicam formação estelar recente

As estrelas Wolf-Rayet são massivas e expelam rapidamente suas camadas externas por ventos estelares intensos. Em Markarian 178, esses ventos produzem fortes assinaturas de emissão claramente visíveis no espectro da galáxia.

Esse estágio ocorre pouco antes de as estrelas colapsarem em buracos negros ou estrelas de nêutrons. Como a fase Wolf-Rayet dura apenas alguns milhões de anos, sua abundância indica que a galáxia passou por um aumento recente na formação estelar.

Estruturas de maré sugerem interação passada

A causa da atividade recente não é imediatamente óbvia. A galáxia aparenta estar relativamente isolada, sem grandes galáxias próximas que pudessem ter perturbado facilmente seu gás.

Astrônomos consideram que o gatilho pode ter sido um encontro com uma galáxia companheira muito menor. Observações profundas do Telescópio Binocular Grande revelaram estruturas de maré tênues ao redor de Mrk178, sugerindo interação passada.

Novas observações de alta resolução do Hubble serão cruciais para desvendar a história completa da formação estelar dessa galáxia anã energétcia e esclarecer os processos que moldaram sua estrutura atual.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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