Caso ocorrido em comitê de bairro na cidade de Wenzhou expõe fraude no registro de presença com máscaras impressas, recebimento de auxílios indevidos e falhas inesperadas em sistemas de reconhecimento facial.
Funcionários de um comitê de bairro em Wenzhou, na província de Zhejiang, no leste da China, são suspeitos de registrar presença com máscaras de papel, burlando reconhecimento facial, recebendo auxílios indevidos e levantando dúvidas sobre a eficácia do sistema.
Fraude organizada para registrar presença sem comparecer ao trabalho
A mídia chinesa relatou que funcionários teriam utilizado máscaras impressas com seus próprios rostos para enganar o sistema de reconhecimento facial usado no controle de ponto do comitê de bairro.
Segundo as informações divulgadas, uma ou duas pessoas registravam a presença em nome de todo o grupo, enquanto os demais cuidavam de assuntos pessoais fora do local de trabalho.
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O esquema teria sido liderado pelo secretário do comitê de bairro, um homem de sobrenome Li, apontado como responsável por organizar os registros fraudulentos de ponto.
Descoberta ocorreu após falha visível no sistema de vigilância
Não se sabe quantos funcionários estavam envolvidos nem como o software foi enganado por máscaras de papel, mas a fraude foi revelada quando câmeras de segurança flagraram o método acima do scanner facial.
As imagens mostraram claramente recortes impressos sendo posicionados diante do sistema, expondo a limitação do reconhecimento facial utilizado no controle de presença.
O caso gerou questionamentos sobre a confiabilidade de tecnologias consideradas avançadas, especialmente em um contexto de uso amplo de sistemas automatizados no país.
Comitês de bairro e recebimento de auxílios irregulares
Os comitês de bairro representam o nível mais básico da governança administrativa chinesa, e seus membros não são funcionários públicos nem recebem salários formais.
Apesar disso, eles recebem auxílios financeiros, o que caracteriza compensação ilícita no caso de ausência deliberada e registro fraudulento de presença no trabalho.
Reação pública e críticas nas redes sociais chinesas
Usuários do Weibo expressaram indignação com o episódio. “Isso é corrupção. Todos deveriam ser demitidos e até mesmo punidos judicialmente”, escreveu um internauta na plataforma.
Outro usuário afirmou que “alguns de nós temos que trabalhar mais de 10 horas por dia, enquanto outros não chegam a trabalhar oito horas”, comparando rotinas desiguais de trabalho.
Além da fraude financeira, o episódio chamou atenção pelo fato de máscaras rudimentares terem enganado um sistema de IA, algo que muitos leitores considraram surpreedente em um país tecnologicamente avançado.

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