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Exército Brasileiro apresenta a Força 40 e expõe o plano estratégico que pretende revolucionar a defesa nacional com inteligência artificial, drones, guerra multidomínio e poder militar avançado até 2040

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 29/05/2026 às 17:44
Atualizado em 29/05/2026 às 17:47
Militares do Exército Brasileiro operando tecnologias avançadas da Força 40 em centro moderno de defesa nacional.
Exército Brasileiro apresenta o programa Força 40 para modernizar a defesa nacional até 2040.
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Novo programa do Exército Brasileiro aposta em tecnologia militar avançada, integração multidomínio, inteligência artificial e reorganização estratégica para preparar o País diante das ameaças híbridas e dos conflitos do século XXI

O Exército Brasileiro deu um passo decisivo rumo ao futuro da defesa nacional ao apresentar oficialmente o programa Força 40, uma ampla estratégia de transformação militar que pretende preparar a Força Terrestre para os desafios geopolíticos, tecnológicos e operacionais previstos até o ano de 2040. A informação foi divulgada após a aprovação da Política de Transformação do Exército Brasileiro (EB10-P-01.031), oficializada pela Portaria C Ex nº 2.662, de 9 de abril de 2026.

Segundo informações divulgadas pelo próprio Exército Brasileiro (EB), a Força 40 não representa apenas uma atualização de equipamentos militares. O projeto surge como uma reformulação estrutural profunda, envolvendo doutrina, tecnologia, pessoal, inteligência militar e novas formas de atuação no campo de batalha moderno.

A iniciativa aparece em um momento de rápidas mudanças no cenário internacional. Atualmente, guerras híbridas, ataques cibernéticos, campanhas de desinformação e operações eletrônicas passaram a fazer parte da dinâmica dos conflitos contemporâneos. Nesse sentido, o Exército Brasileiro busca adaptar sua estrutura para atuar em ambientes cada vez mais complexos, hiperconectados e marcados pela integração entre diferentes domínios operacionais.

Guerra moderna e inteligência artificial mudam o conceito de defesa nacional

Conforme publicado pelo Exército Brasileiro, o conceito da Força 40 nasce da necessidade de enfrentar um novo modelo de guerra, no qual o combate tradicional deixa de ser o único foco estratégico. O ambiente operacional moderno envolve ameaças híbridas que combinam ações militares convencionais com operações digitais, guerra eletrônica, inteligência artificial e ataques informacionais.

Além disso, o programa prevê atuação integrada nos chamados ambientes multidomínio. Isso significa que as operações militares passam a considerar simultaneamente os cenários terrestre, aéreo, marítimo, espacial e eletromagnético-cibernético-cognitivo.

Outro ponto central da transformação envolve o uso massivo de sistemas autônomos e não tripulados. Drones militares, sensores inteligentes, veículos autônomos e plataformas conectadas por inteligência artificial passam a ocupar papel estratégico dentro da estrutura operacional da Força Terrestre.

De acordo com o documento apresentado pelo Estado-Maior do Exército (EME), o avanço tecnológico tornou o campo de batalha mais transparente, veloz e letal. Nesse novo cenário, a superioridade de informações e a capacidade de decisão rápida tornam-se fatores decisivos para o sucesso operacional.

Por isso, a Força 40 prioriza capacidades militares voltadas para proteção, sustentação, pronta resposta, superioridade informacional e comando e controle avançado. O objetivo é garantir que o Brasil esteja preparado para responder rapidamente a ameaças modernas e situações de crise.

Política de Transformação define os quatro pilares da Força 40

A espinha dorsal do projeto foi estruturada em quatro grandes eixos estratégicos definidos pela Política de Transformação do Exército Brasileiro.

O primeiro deles é o chamado Desenho Institucional. Nesse modelo, o Exército pretende reorganizar suas tropas para aumentar mobilidade estratégica, interoperabilidade e modularidade operacional. A nova estrutura prevê tropas altamente conectadas por sistemas inteligentes de comando e controle.

Dentro dessa reorganização, foram criados diferentes grupos de emprego operacional:

• Forças de Emprego Imediato (FEI): responsáveis por respostas rápidas em regiões estratégicas, especialmente próximas às fronteiras e áreas de potencial crise.

• Forças de Emprego de Prontidão (FEP): unidades preparadas para atuar em qualquer região do território nacional com elevado poder ofensivo.

• Forças de Emprego Continuado (FEC): destinadas à defesa territorial prolongada, presença estratégica e formação de reservas mobilizáveis.

• Forças de Emprego no Multidomínio: unidades especializadas em operações integradas nos diversos ambientes operacionais modernos.

• Módulos de Apoio Ampliado: estruturas voltadas para suporte logístico e operacional da Força Terrestre Componente (FTC).

O segundo eixo é o de Capacidades, que prevê a incorporação acelerada de tecnologias emergentes e sistemas disruptivos. A meta é garantir vantagem operacional diante das novas ameaças globais.

Já o terceiro eixo envolve a Doutrina Militar. Segundo o Exército, haverá aceleração nos processos de experimentação e adaptação doutrinária, permitindo que novas capacidades militares sejam incorporadas de maneira mais rápida e eficiente.

Por fim, o eixo Pessoal coloca o fator humano como prioridade estratégica. O programa prevê fortalecimento da liderança militar, capacitação tecnológica avançada e desenvolvimento de autonomia decisória nos escalões menores.

Programas estratégicos e indústria de defesa serão fundamentais para a nova fase do Exército

O Conceito Operacional do Exército Brasileiro (COEB – 2ª edição) também passou a nortear as prioridades estratégicas da Instituição. Entre as capacidades consideradas mais importantes para os próximos anos estão:

• Superioridade de Informação
• Proteção
• Pronta Resposta
• Comando e Controle
• Enfrentamento
• Sustentação
• Projeção de Poder
• Apoio às Ações do Estado

Segundo o Estado-Maior do Exército, os Programas Estratégicos do Portfólio do Exército Brasileiro serão os principais instrumentos responsáveis pela implementação prática da Força 40.

Além disso, a Base Industrial de Defesa (BID) terá participação essencial nesse processo. O Exército pretende ampliar a integração com a indústria nacional para estimular o desenvolvimento de tecnologias de uso dual — aquelas que podem ser utilizadas tanto no setor militar quanto no setor civil.

Na prática, isso significa incentivo à inovação tecnológica nacional, fortalecimento da autonomia estratégica brasileira e estímulo à economia ligada ao setor de defesa.

Enquanto isso, o Estado-Maior do Exército trabalha na elaboração da Estratégia de Transformação do Exército Brasileiro, documento que deverá detalhar as próximas etapas de implantação da Força 40.

A expectativa é que o programa funcione como um verdadeiro passaporte para o futuro da defesa nacional, colocando o Brasil em posição mais preparada diante das ameaças do século XXI.

Sustentada por inovação tecnológica, integração operacional e tropas em permanente prontidão, a Força 40 surge como o estado final desejado para a Força Terrestre brasileira até 2040. A proposta é garantir capacidade de dissuasão, presença estratégica e proteção da soberania nacional diante de um ambiente internacional cada vez mais instável e tecnologicamente avançado.

Fonte original da notícia: Exército Brasileiro (EB)

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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