Lançado pela Paebbl, sediada na Holanda, o Rebond 300 é um material cimentício suplementar desenvolvido para substituir parcialmente o cimento Portland em receitas tradicionais de concreto, sem exigir novos equipamentos. A tecnologia usa mineralização acelerada para transformar CO2 em pó mineral e armazenar carbono em estruturas por escalas geológicas.
O material de construção Rebond 300, lançado pela Paebbl, sediada na Holanda, chega ao mercado com uma proposta incomum: funcionar como insumo para concreto e instrumento verificado de remoção de carbono.
A novidade é apresentada como o primeiro material de construção carbono-negativo do mundo. Seu papel, porém, não é substituir o cimento por completo. O Rebond 300 é um material cimentício suplementar, conhecido pela sigla SCM.
Ele foi desenvolvido para entrar em receitas tradicionais e substituir até 30% do cimento Portland, sem exigir equipamentos novos.
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Como o Rebond 300 transforma CO2 em pedra
A tecnologia se baseia na mineralização acelerada. O processo imita a natureza, que transforma CO2 em pedra ao longo de milhares de anos, por meio da reação com minerais.
A Paebbl afirma que sua tecnologia acelera essa transformação em ambiente industrial controlado. O resultado é um pó mineral fino, cinza-claro, capaz de ser misturado ao concreto convencional.
Quando incorporado às estruturas, o material armazena carbono por escalas geológicas. A empresa afirma que fabricou o Rebond 300 para remover carbono da atmosfera e prendê-lo no ambiente construído.

Material de construção promete reduzir carbono incorporado
O Rebond 300 foi verificado com uma Declaração Ambiental de Produto, chamada EPD, com pegada de -149 kg de CO2 por tonelada. Em tonelada americana, o índice informado é de -328 lb de CO2.
A Paebbl afirma que o desempenho representa avanço de dez vezes em relação à primeira geração. Em taxas padrão, o material pode reduzir em até 40% o carbono incorporado de uma estrutura de concreto.
A estratégia de adoção mira a rotina do setor. O produto foi criado para entrar diretamente em fluxos já existentes de pré-moldados e concreto usinado.
Acabamento claro amplia usos arquitetônicos
Alternativas sustentáveis ao cimento, como cinzas volantes ou escória, costumam escurecer o concreto. Isso limita aplicações visíveis.
O Rebond 300 tem acabamento quase branco e textura fina. Por isso, pode ser usado em fachadas, infraestrutura urbana aparente e elementos arquitetônicos.
A entrada no mercado enfrenta um setor conservador. A construção depende de normas rígidas e padrões consolidados, porque segurança estrutural é central em qualquer obra.
Para reduzir essa resistência, a Paebbl vem formando estudos reais. A empresa já firmou parcerias com Holcim e Heijmans para testar o material.
Um dos testes ocorreu na Alemanha, onde foi concretada uma laje industrial de 420 metros quadrados para um centro logístico de varejo global. A aplicação atingiu especificações de resistência sem atraso.
Caso consiga escalar sua produção, o Rebond 300 pode transformar prédios, fundações e estruturas em reservatórios permanentes de carbono.
A discussão envolve o cimento, que libera emissões inevitáveis no processo químico de fabricação. Nesse contexto, materiais que convertem CO2 em bloco físico e estrutural ganham relevância.
Você acredita que esse tipo de material de construção pode ganhar espaço nas obras comuns ou ainda parece distante da realidade do setor? Deixe sua opinião nos comentários e conte se a prioridade deveria ser custo, segurança, estética ou impacto ambiental.
