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Pedreiro autônomo mostra na prática quanto sobra no bolso após 20 dias de reboco

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 30/06/2026 às 19:18 Atualizado em 30/06/2026 às 19:20
Descubra quanto um pedreiro ganha com o reboco de uma casa em 10 dias de trabalho sozinho.
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Em vídeo do canal Obra em Curso, um pedreiro autônomo detalha os números do próprio trabalho no reboco interno de uma casa, incluindo paredes e laje. Ele calcula produtividade de 27 m² por dia, faturamento mensal bruto de R$ 16.200 e valor líquido estimado em R$ 14.360 após despesas.

Um pedreiro autônomo mostrou, em vídeo publicado pelo canal Obra em Curso, quanto consegue faturar trabalhando sozinho no reboco de uma casa. O profissional apresentou os cálculos com base em 10 dias de serviço, considerando a execução de reboco interno em paredes e também na laje, sem a ajuda de servente.

Segundo o relato, em duas semanas de trabalho, de segunda a sexta-feira, ele conseguiu executar 270 metros quadrados de reboco. A média, portanto, ficou em cerca de 27 metros quadrados por dia. O próprio profissional destacou que o rendimento inclui tanto paredes quanto laje, o que torna o serviço mais exigente fisicamente do que quando o trabalho é feito apenas em superfícies verticais.

O cálculo apresentado no vídeo considera o valor de R$ 30 por metro quadrado de reboco, preço que, segundo ele, está sendo praticado em sua região. Com essa base, os 270 metros quadrados executados em 10 dias resultaram em um faturamento bruto de R$ 8.100 no período.

Faturamento mensal pode chegar a R$ 16.200 no reboco

Ao dividir os R$ 8.100 pelos 10 dias trabalhados, o pedreiro chegou a uma diária média de R$ 810. Em seguida, ele projetou o resultado para um mês com 20 dias de trabalho, ou seja, duas quinzenas. Nessa simulação, o faturamento bruto mensal chegaria a R$ 16.200.

Apesar do valor chamar atenção, o profissional fez questão de destacar que essa quantia não representa o salário líquido do pedreiro. Por ser trabalhador autônomo, ele precisa arcar com uma série de custos para conseguir exercer a atividade, manter ferramentas, se deslocar até a obra e cobrir gastos do dia a dia.

Entre as despesas mensais apresentadas no vídeo, ele incluiu R$ 500 com transporte, considerando combustível e depreciação do veículo, tratado por ele como uma ferramenta de trabalho. Também foram calculados R$ 500 com alimentação, com base em marmitas de R$ 25 ao longo de 20 dias úteis.

Outro custo citado foi o pagamento do MEI, estimado em cerca de R$ 90 por mês. O pedreiro explicou que considera esse valor importante para manter a regularização como profissional autônomo e garantir direitos futuros.

Despesas reduzem o valor final recebido pelo pedreiro

Além dos gastos com transporte, alimentação e MEI, o profissional incluiu R$ 200 mensais para ferramentas. Segundo ele, esse valor serve tanto para reposição de itens desgastados quanto para compra de novos equipamentos necessários ao trabalho.

Também foram separados R$ 300 para despesas adicionais e imprevistos durante o mês. O pedreiro ressaltou que esse tipo de reserva é importante porque problemas e gastos inesperados podem surgir no decorrer das obras.

No caso específico mostrado no vídeo, ele ainda tem uma despesa particular com locação de betoneira, no valor de R$ 250. Somando todos os custos apresentados, o total mensal de despesas chega a R$ 1.840.

Com isso, ao subtrair os R$ 1.840 do faturamento bruto estimado de R$ 16.200, o valor líquido projetado fica em R$ 14.360 por mês. Esse seria o montante restante após os custos diretos considerados pelo próprio pedreiro no cálculo.

Pedreiro defende planejamento financeiro para meses sem serviço

Mesmo com o resultado líquido elevado na simulação, o profissional alertou que nem todo mês tem o mesmo ritmo de trabalho. Ele destacou que, para quem atua como autônomo, pode haver períodos com menos serviço ou até sem obra disponível.

Por isso, o pedreiro afirmou que não considera todo o valor líquido como dinheiro para gastar no mês. A estratégia apresentada por ele é dividir o dinheiro em duas partes: 50% para custo de vida e 50% para reserva financeira.

Segundo o relato, essa reserva deve ser pensada no longo prazo, justamente para proteger o trabalhador em períodos de instabilidade. A explicação reforça que o faturamento no reboco pode ser alto, mas depende de produtividade, disponibilidade de serviço, organização dos custos e planejamento financeiro.

A experiência mostrada pelo canal Obra em Curso também ajuda a dar uma noção prática de quanto um pedreiro pode faturar trabalhando por produção, especialmente quando atua sem ajudante. Ao mesmo tempo, o vídeo mostra que o valor bruto não deve ser confundido com salário, já que parte importante da renda precisa cobrir despesas ligadas diretamente ao trabalho.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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