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Fim da correia banhada a óleo? Novo kit para motor permite trocar correia por corrente e promete evitar falha que pode travar o motor 1.2 PureTech da Peugeot e Citroën após desgaste crítico que entope a bomba de óleo.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 08/05/2026 às 17:54
Kit converte correia banhada a óleo em corrente metálica no motor 1.2 PureTech e tenta evitar falhas graves de lubrificação.
Kit converte correia banhada a óleo em corrente metálica no motor 1.2 PureTech e tenta evitar falhas graves de lubrificação.
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Kit independente promete substituir correia banhada a óleo por corrente metálica nos motores 1.2 PureTech da Stellantis, alvo de críticas na Europa por falhas ligadas à lubrificação e desgaste prematuro que pode causar danos severos ao motor e reparos de alto custo.

Um kit independente de conversão promete substituir a correia banhada a óleo dos motores 1.2 PureTech por uma corrente metálica, sem exigir alterações estruturais no bloco e tentando eliminar um dos defeitos mais criticados da família de propulsores usada pela Stellantis na Europa.

Desenvolvida pela Pro Chain para unidades EB0 e EB2 aplicadas em modelos Peugeot, Citroën, Opel e outras marcas do grupo, a solução entrou em pré-venda no mercado europeu, com as primeiras entregas programadas para o segundo semestre de 2026.

De acordo com a fabricante, o conjunto foi pensado como um pacote completo para oficinas especializadas, reunindo corrente, engrenagens, guias, tensor e uma linha própria de lubrificação destinada a garantir o funcionamento correto do novo sistema de distribuição.

Problemas do motor 1.2 PureTech preocupam donos de Peugeot e Citroën

Na configuração original do motor, a correia trabalha mergulhada no óleo do propulsor em um sistema conhecido como “belt-in-oil”, criado para reduzir ruídos, diminuir atrito interno e permitir um conjunto mais compacto dentro do cofre.

Apesar da proposta técnica, parte da frota começou a apresentar desgaste prematuro da correia em situações de uso severo, principalmente em trajetos urbanos frequentes, cenário que aceleraria a degradação do material em contato constante com o lubrificante.

Kit converte correia banhada a óleo em corrente metálica no motor 1.2 PureTech e tenta evitar falhas graves de lubrificação.
Kit converte correia banhada a óleo em corrente metálica no motor 1.2 PureTech e tenta evitar falhas graves de lubrificação.

Com o passar do tempo, fragmentos da borracha podem se desprender e atingir a peneira de captação da bomba de óleo, comprometendo o fluxo de lubrificação e aumentando o risco de falhas mecânicas de alto custo no conjunto.

Em situações mais críticas, a perda de pressão do óleo pode provocar danos severos ao motor e até o travamento completo do sistema, problema que levou proprietários europeus a pressionarem a Stellantis por soluções mais definitivas.

Diante das reclamações envolvendo gerações anteriores dos motores PureTech 1.0 e 1.2, a Stellantis passou a adotar desde março de 2024 uma política de extensão de garantia para determinados casos, com cobertura de até 10 anos ou 180 mil quilômetros.

Conversão troca correia de borracha por corrente metálica

A proposta da Pro Chain é eliminar a correia do sistema de distribuição e instalar uma corrente metálica.

A fabricante afirma que o kit foi projetado para aplicação direta, sem usinagem do bloco ou modificações profundas no motor.

O pacote inclui componentes próprios para a conversão, como corrente, engrenagens, guias, tensor e linha dedicada de óleo.

A presença dessa alimentação é importante porque a corrente também precisa de lubrificação adequada para operar com segurança.

Segundo informações divulgadas pela empresa, a instalação segue lógica semelhante à substituição tradicional da correia.

Ainda assim, o serviço exige oficina qualificada, ferramentas de sincronismo corretas e conhecimento específico do motor PureTech.

A conversão foi anunciada em versões para motores aspirados e turbo.

Isso inclui variantes da família EB2, usadas em diferentes faixas de potência e em ampla variedade de modelos do grupo Stellantis na Europa.

Preço do kit pode definir adesão das oficinas

Kit converte correia banhada a óleo em corrente metálica no motor 1.2 PureTech e tenta evitar falhas graves de lubrificação.
Kit converte correia banhada a óleo em corrente metálica no motor 1.2 PureTech e tenta evitar falhas graves de lubrificação.

A adoção do kit dependerá do custo final para oficinas e consumidores.

Uma publicação especializada francesa aponta valores entre 830 e 950 euros, sem impostos, para o conjunto, mas a Pro Chain não havia consolidado ampla divulgação internacional de tabela no material consultado.

O valor precisa ser comparado ao custo de uma troca convencional de correia e aos riscos de uma falha mais grave.

Para muitos proprietários, a conversão só fará sentido se o preço ficar próximo ao de manutenções recorrentes do sistema original.

Outro ponto é a disponibilidade.

A pré-venda mira o mercado europeu, e não há confirmação segura de oferta oficial no Brasil.

Por isso, donos de Peugeot 208, Citroën C3 e outros modelos com motor semelhante não devem considerar a solução como disponível localmente neste momento.

Stellantis acelera mudança para motores com corrente

Enquanto empresas independentes buscam alternativas para a frota usada, a Stellantis já passou a adotar versões atualizadas do 1.2 PureTech com corrente em aplicações recentes na Europa.

A mudança reduz a dependência da correia banhada a óleo em novos projetos.

Isso não resolve, porém, o passivo dos veículos já vendidos com o sistema antigo.

É justamente nessa lacuna que o kit da Pro Chain tenta atuar, oferecendo uma intervenção mecânica mais profunda do que a simples substituição periódica da correia.

No Brasil, a família PureTech apareceu em modelos de Peugeot e Citroën, mas a aplicação, os anos de fabricação e as versões precisam ser avaliados caso a caso.

Também não há confirmação segura de que o kit europeu seja homologado, vendido ou instalado oficialmente por oficinas brasileiras.

A solução da Pro Chain surge como uma alternativa técnica relevante para a Europa, mas ainda depende de preço, escala de produção, aceitação das oficinas e desempenho real depois das primeiras instalações.

Para o proprietário, a recomendação continua sendo seguir o plano de manutenção, usar óleo especificado e buscar diagnóstico profissional diante de qualquer alerta de lubrificação.

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Crypto
Crypto
20/05/2026 20:09

Mencionei essa possibilidade e disseram que não poderia ser criado sob pena de estressar outros componentes do motor. Bobagem. A correia apenas transmite energia de um mecanismo para outro. Concordo que seja dimensionada, ou possa ser, para arrebentar antes de transmitir esforços desnecessários a outras peças, mas isso também é dimensionável na corrente de metal. Enfiaram esse esquema porco e mal feito para economizar, tudo às custas do consumidor.

Cabeça
Cabeça
15/05/2026 16:47

Quer dizer que o culpado era o brasileiro que não faz manutenção na concessionária? E os europeus também não?🤣🤣🤣🤣

João Hugo
João Hugo
11/05/2026 13:12

Cagada doa engenheiros, deveria ser trocado de graça

Anderson Leão de Oliveira
Anderson Leão de Oliveira
Em resposta a  João Hugo
12/05/2026 20:44

Concordo plenamente, as pessoas que tem essa imundície deveriam entrar na justiça e pedir a troca obrigatória das montadoras

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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