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Ficou enterrada por séculos no Mar do Norte e agora surpreendeu arqueólogos: âncora de 2.000 anos aparece quase intacta sob a areia

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 21/04/2026 às 13:05 Atualizado em 21/04/2026 às 13:07
Âncora
Âncora no fundo do mar, coberta de sedimentos e vida marinha. Crédito: Scottish Power
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Encontrada no fundo do Mar do Norte, uma âncora romana de quase 2.000 anos sobreviveu sob areia espessa e pode revelar antigas rotas comerciais e atividade marítima pouco conhecida regional

Uma âncora romana com quase 2.000 anos foi encontrada no fundo do Mar do Norte, na costa do Reino Unido, durante um levantamento do leito marinho. Coberta por camadas espessas de areia, a peça resistiu de modo incomum à decomposição causada por correntes e oxigênio.

Conservação incomum

O estado de conservação é o ponto mais surpreendente da descoberta. A âncora era feita de madeira e ferro, combinação que costuma se deteriorar rapidamente debaixo d’água.

Neste caso, a areia espessa funcionou como proteção natural. Os baixos níveis de oxigênio também ajudaram a desacelerar a decomposição, permitindo que a estrutura sobrevivesse por muito mais tempo.

Conforme relatado pela Arkeonews, esse conjunto de condições explica por que a âncora romana chegou à superfície em um nível de preservação tão raro para um objeto desse tipo.

Raridade histórica

Brandon Mason, arqueólogo marítimo da Maritime Archaeology, afirmou que tudo indica tratar-se de uma âncora romana com quase 2.000 anos, o que a torna uma peça histórica extremamente rara.

Ele disse que, se a data for confirmada, será difícil superestimar sua importância. Mason lembrou que só são conhecidas três âncoras pré-vikings fora da região do Mediterrâneo nas águas do norte da Europa.

Segundo ele, apenas duas sobreviveram. Por isso, a nova peça se destaca não apenas pela idade, mas também pelo fato de ter permanecido preservadsa em um ambiente normalmente destrutivo.

O desenho da âncora foi descrito como simples, mas eficaz. As partes de ferro adicionavam peso, enquanto a estrutura de madeira mantinha o conjunto unido.

Esse arranjo mostra a praticidade da engenharia romana e ajuda a entender como a peça cumpria sua função em embarcações que circulavam por essas águas.

Sinal de antigas rotas

A âncora provavelmente pertenceu a um navio envolvido em atividades comerciais. Reportagens do BBC Newsround citam que embarcações na área transportavam mercadorias como metal e cerâmica pelo Mar do Norte.

O achado mostra que essas águas não eram isoladas nem usadas de forma rara. Navios se deslocavam entre regiões muito antes da existência das rotas marítimas modernas.

Em comunicado publicado pela Scottish Power, Mason afirmou que a descoberta pode ser o exemplar mais antigo e um dos maiores sobreviventes já identificados.

Ele declarou que a peça oferece provas concretas da grande atividade que deve ter ocorrido nessas águas na época romana, embora ainda se saiba relativamente pouco sobre esse movimento.

Mason também afirmou que foi um privilégio trazer a âncora à superfície e compartilhar sua história com pessoas do leste da Inglaterra e de outras partes do mundo.

Tecnologia e próximos estudos

A âncora foi localizada com o uso de varredura por sonar, tecnologia capaz de detectar objetos enterrados sob camadas de areia no fundo do mar.

Detalhes divulgados sobre o trabalho mostram como esse recurso está mudando a forma de atuação da arqueologia subaquática, ao permitir a identificação de vestígios antes ocultos sob a superfície.

Stuart Churchley, oficial de Arqueologia de Planejamento Marinho da Historic England, afirmou que a descoberta demonstra os passos cuidadosos e metódicos do projeto East Anglia ONE.

Ele disse que encontrar uma âncora potencialmente tão significativa e dessa época, em meio à vasta extensão do fundo do mar no sul do Mar do Norte, reforça a dimensão do trabalho realizado.

Churchley acrescentou que essa área foi mapeada e investigada de forma inédita. Depois de localizada, a âncora passou a ser estudada para ampliar a compreensão sobre sua fabricação e sua idade.

Descobertas como essa mostram que ainda existem vestígios importantes sob o oceano, aguardando ser descobertos sob areia espessa.

Com informações de Daily Galaxy.

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Romário Pereira de Carvalho

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