As duas multas aplicadas em apenas 25 segundos indicariam que o Fiat Uno percorreu quase quatro quilômetros a 540 km/h, situação impossível que levou o motorista a contestar o erro e questionar a credibilidade da fiscalização
O caso envolvendo um Fiat Uno 2002 e duas multas aplicadas com diferença de 25 segundos virou exemplo de como erros de registro podem gerar situações improváveis.
A história relatada em um vídeo do Balanço Geral, da Record Goiás, mostra que o dono do veículo, Itamar Aguiar, recebeu duas autuações em setembro de 2015 que, ao serem analisadas, revelaram uma conta difícil de justificar.
De acordo com os registros, ele teria percorrido quase quatro quilômetros nesse intervalo, o que exigiria que o carro atingisse a marca absurda de 540 quilômetros por hora.
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O episódio gerou questionamentos, revolta e um pedido formal para suspensão das penalidades, que não foi aceito.
O trajeto que exigiria 540 km/h
Itamar explica que, no dia 14 de setembro de 2015, trafegava pela GO 020 quando foi surpreendido por duas multas.
A primeira foi registrada às 2h32min32s, no quilômetro 34.7. A segunda apareceu às 2h32min57s, no quilômetro 31.
A distância entre os pontos chega a quase quatro quilômetros, o que leva à conta que se tornou o centro da discussão: percorrer esse trecho em apenas 25 segundos exigiria que o Fiat Uno alcançasse velocidades que nem carros de Fórmula 1 atingem.
O proprietário do veículo demonstra indignação, afirmando que não conhece nenhum automóvel dessa categoria capaz de alcançar tal desempenho.
Ele brinca dizendo que, para essa velocidade, o carro deveria ter sido registrado como aeronave ou, quem sabe, encontrado espaço para decolar.
Apesar do absurdo, seu recurso pedindo a anulação das multas foi negado. Ele comenta que, mesmo após três anos aguardando uma resposta, as autoridades não aceitaram seus argumentos.
Itamar destaca que, se tivesse recebido apenas uma multa ou duas com intervalo maior, estaria disposto a aceitar. No entanto, alguém que utiliza a rodovia sabe que o carro não chega ao limite sugerido pelos registros.
Por isso, considera vergonhoso receber autuações dessa natureza e mais vergonhoso ainda ter sua justificativa rejeitada.
A decisão o levou a procurar a Justiça, onde pretende pedir danos morais. Segundo ele, trata-se de uma falta de respeito e de um problema que já se arrasta há três anos.
Como identificar e contestar uma multa indevida
Ao conferir os dados da multa, percebe que algo não faz sentido e que a autuação é indevida. Diante dessa surpresa, surge a dúvida sobre como recorrer e quais passos seguir para se defender sem pagar o valor cobrado ou receber pontos na CNH.
Esse procedimento existe e oferece ao motorista a chance de explicar o ocorrido e demonstrar que a penalidade não se aplica ao caso.
Quem pode recorrer da multa
Qualquer motorista que considere a multa injusta pode apresentar um recurso. No entanto, é essencial observar quem aparece identificado no auto da infração.
Se o nome do proprietário estiver registrado, ele deve entrar com o pedido. Quando o condutor indicado não é o dono do veículo, o proprietário de pessoa física ou um procurador de justiça podem elaborar a defesa.
Nos casos de veículos de pessoa jurídica, a responsabilidade de recorrer fica com o proprietário ou o representante legal. Essa definição garante que o recurso seja feito pela pessoa que, de fato, responde pelo veículo.
Situações que permitem o recurso
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que o motorista tem até 30 dias após a expedição da multa para contestar a penalidade.
A possibilidade de recorrer vale quando a autuação apresenta erros formais ou erros de mérito. Os erros formais envolvem falhas no processo de autuação, como equívocos de digitação, indicação de locais inexistentes ou informação incorreta sobre o modelo do veículo.
Já os erros de mérito acontecem quando o fato registrado não caracteriza infração, como ser multado por estacionar em local proibido sem que exista sinalização.
O próprio motorista avalia em qual situação se encaixa o caso, mas pode contar com apoio de um advogado especializado, se julgar necessário.
Vias disponíveis para recorrer
O recurso pode ser apresentado por três caminhos: judicial, administrativo ou ambos simultaneamente. A via judicial exige a contratação de um advogado, já que envolve tramitação na Justiça, sendo indicada em situações mais sensíveis, como autuações por embriaguez ou em acidentes de trânsito.
A via administrativa, por sua vez, costuma ser a opção mais prática.
Nesse caso, o condutor realiza todas as etapas nos sites do Detran do seu estado ou pelo Portal de Multas de Trânsito do Governo Federal. Basta elaborar uma declaração explicando o motivo da contestação e encaminhar os documentos solicitados.
Procedimentos para recorrer no Detran
Para iniciar o recurso, o motorista deve acessar o site do Detran correspondente ao seu estado. O passo a passo pode variar conforme as regras locais, mas, em geral, é necessário fazer login e procurar a área destinada às multas.
Para avançar no processo, alguns documentos são indispensáveis. O condutor precisa ter em mãos o número do Renavam, os documentos pessoais, a notificação recebida e o requerimento específico para o recurso.
Com tudo organizado, basta preencher as informações, anexar os arquivos solicitados e enviar a defesa dentro do prazo estabelecido.
Esse conjunto de orientações permite que o motorista entenda como agir diante de uma autuação incorreta e como utilizar os canais oficiais para garantir o direito de apresentar sua versão dos fatos.
Recorde de autuações nas rodovias federais em 2025
Enquanto casos como o do Fiat Uno chamam atenção pela incoerência, os números das estradas brasileiras mostram que os equipamentos de fiscalização continuam registrando aumentos significativos de infrações.
No primeiro trimestre de 2025, as rodovias federais bateram recorde de autuações. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, foram 2,57 milhões de infrações, uma alta de 39% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O excesso de velocidade puxou os indicadores, com 1,4 milhão de registros. Parte dos motoristas sequer sabe que foi multada: segundo o aplicativo Gringo, 20% só descobrem a pendência ao tentar emitir o CRLV.
Isso ocorre especialmente por causa das multas Renainf, aplicadas em estados diferentes daquele onde o veículo está registrado. Como esses autos de infração podem bloquear o licenciamento, muitos condutores só percebem o problema no momento de renovar o documento.

Fui diagnosticada com doença de Parkinson há quatro anos. Por mais de dois anos, dependi da levodopa e de vários outros medicamentos, mas, infelizmente, os sintomas continuaram piorando. Os tremores se tornaram mais perceptíveis e meu equilíbrio e mobilidade começaram a declinar rapidamente. No ano passado, por desespero e esperança, decidi experimentar um programa de tratamento à base de ervas da NaturePath Herbal Clinic.
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