Resultado primário das estatais federais chegou ao pior nível para um primeiro quadrimestre desde 2002, enquanto os Correios avançam em plano de reestruturação após prejuízos sucessivos, patrimônio líquido negativo e captação de crédito para recompor liquidez.
Rombo recorde de R$ 5,9 bilhões nas estatais federais marcou os quatro primeiros meses deste ano, resultado equivalente a 0,14% do PIB e divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (29), em relatório de estatísticas fiscais.
O Canal JH Engenharia destaca que o indicador considera o resultado primário das empresas públicas federais, mas não inclui Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. A exclusão ajuda a delimitar o alcance do dado.
Estatais federais têm pior quadrimestre da série
Desde o início da série histórica, em 2002, o desempenho de janeiro a abril é o pior já registrado para um primeiro quadrimestre. O prejuízo supera o resultado negativo de R$ 2,73 bilhões observado no mesmo período do ano passado.
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O acumulado dos quatro meses também se aproxima do prejuízo registrado durante todo o ano de 2025. Dentro do período analisado, janeiro concentrou o pior resultado mensal, enquanto abril ficou como o segundo pior mês deste ano.
Correios ampliam pressão sobre empresas públicas
O cenário ocorre em meio à situação dos Correios, uma estatal federal. A empresa registrou rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor três vezes maior que o resultado negativo apurado em 2024.
Foi o quarto ano seguido de prejuízo na estatal, sequência iniciada após 2021, quando os Correios tiveram lucro recorde de R$ 3,7 bilhões. A deterioração financeira levou a empresa a entrar em processo de reestruturação.
Reestruturação tenta recuperar previsibilidade financeira
O diagnóstico apontou patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões, prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025 e piora nos indicadores de qualidade e liquidez.
A primeira fase do plano busca reorganizar o fluxo financeiro, regularizar pendências com fornecedores e terceirizados e recuperar previsibilidade. Nesse processo, os Correios captaram R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos.
Com informações de CNN.

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