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Estados Unidos retirou 13,5 kg de urânio enriquecido da Venezuela

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 09/05/2026 às 08:11 Atualizado em 09/05/2026 às 08:13
Os Estados Unidos retiraram 13,5 kg de urânio enriquecido da Venezuela em operação concluída no início de maio de 2026. Entenda como foi feita.
Técnicos supervisionando o carregamento de urânio. Foto: Divulgação/NNSA.
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Os Estados Unidos retiraram 13,5 kg de urânio enriquecido da Venezuela em operação concluída no início de maio de 2026. Entenda como foi feita.

O governo dos Estados Unidos anunciou na última sexta-feira (8 de maio de 2026) a conclusão bem-sucedida da retirada de 13,5 quilogramas de urânio enriquecido do território venezuelano. O material estava armazenado desde 1991 no reator de pesquisa RV-1, fruto de um projeto conjunto entre os dois países.

A operação, realizada em menos de seis semanas após a visita inicial ao local, contou com a participação de autoridades da Venezuela, especialistas do Reino Unido e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU responsável por regular o uso da energia nuclear no mundo, segundo informações do g1.

Como foi feita a operação de remoção do material radioativo

A missão foi dividida em três fases distintas, cada uma com exigências técnicas rigorosas para garantir a segurança durante todo o trajeto:

  1. Embalagem: especialistas acondicionaram o urânio em um contêiner apropriado para transporte de combustível nuclear, seguindo protocolos internacionais de segurança;
  2. Transporte terrestre: o material percorreu 160 quilômetros em escolta até um porto venezuealano;
  3. Transporte marítimo: já no porto, o urânio foi embarcado em um navio operado por uma empresa britânica especializada, que o transportou até o território norte-americano.

O material chegou aos Estados Unidos no início de maio de 2026, encerrando décadas de preocupação com a presença desse estoque em solo venezuelano.

Os Estados Unidos retiraram 13,5 kg de urânio enriquecido da Venezuela em operação concluída no início de maio de 2026. Entenda como foi feita.
Técnicos supervisionando o carregamento de urânio. Foto: Divulgação/NNSA.

Por que o urânio era considerado um risco?

O reator RV-1 apoiou pesquisas em física e energia nuclear por décadas. Quando as atividades foram encerradas, em 1991, o combustível restante passou a ser classificado como material excedente — e problemático.

Isso porque o urânio estava enriquecido acima do limite de 20%, considerado o teto máximo permitido pela AIEA para fins pacíficos.

Qualquer enriquecimento acima dessa faixa é visto como uma violação do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), acordo assinado em 1968 e que hoje conta com 191 países signatários, incluindo o Brasil.

Estados Unidos celebram resultado e destacam agilidade da missão

O Departamento de Energia dos EUA, por meio de sua divisão de segurança nuclear (DOE/NNSA), classificou a ação como uma vitória para os dois países e para a comunidade internacional.

Brandon Williams, administrador da NNSA, destacou o significado político da operação: “A retirada segura de todo o urânio enriquecido da Venezuela envia mais um sinal ao mundo de uma Venezuela restaurada e renovada”, afirmou.

Ele também ressaltou a velocidade da execução: “Graças à liderança decisiva do presidente Trump, as equipes dedicadas em campo concluíram em meses o que normalmente levaria anos”, disse Williams.

Operação serve de modelo — e de recado — para o Irã

Além do impacto imediato, a missão na Venezuela é lida como uma demonstração de capacidade operacional dos Estados Unidos em um contexto geopolítico mais amplo.

O governo Trump tem reiterado publicamente que o Irã não pode manter seu estoque de material radioativo — e que está disposto a recorrer a ação militar para removê-lo, caso necessário.

Por outro lado, o caso iraniano é radicalmente diferente em escala e complexidade. Enquanto a Venezuela possuía 13,5 kg de urânio enriquecido acima de 20%, o Irã acumula atualmente cerca de 1.000 quilogramas nessa mesma faixa.

Desse total, aproximadamente 440 kg estão enriquecidos a 60% — uma concentração considerada muito próxima do nível necessário para a fabricação de uma arma nuclear, que gira em torno de 90%.

Portanto, qualquer operação semelhante no Irã envolveria desafios de outra magnitude — tanto técnicos quanto diplomáticos e militares.

Com informações do g1

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Andriely Medeiros de Araújo

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