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Esqueça a Toyota Hilux: com motor 2.0 turbo e 475 cv, nova BYD Shark Performance reboca 3.500 kg, acelera em 5,5 segundos e resolve crítica histórica, mas perde capacidade de carga e surpreende até donos de picapes médias

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/05/2026 às 19:55
Atualizado em 30/05/2026 às 20:00
Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.
Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.
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Versão mais potente da picape da BYD chega ao mercado australiano com novo motor e capacidade de reboque ampliada, mas revela uma troca que divide opiniões entre os entusiastas do segmento.

A BYD anunciou uma atualização significativa no catálogo da Shark para o mercado australiano, com a chegada da versão Performance, topo de linha da picape média que estreou no país há poucos meses e que já vinha acumulando pedidos de uma variante mais potente por parte dos consumidores locais.

A nova configuração responde a uma das principais reivindicações do público, entregando um conjunto híbrido plug-in DMO formado por um motor 2.0 turbo a gasolina de 245 cv combinado com duas máquinas elétricas, resultando em uma potência total de 475 cv e torque de 71,3 kgfm — números que colocam a Performance em um patamar claramente acima das demais variantes da linha.

Para efeito de comparação, as demais versões da Shark — incluindo os modelos comercializados no Brasil — utilizam o conjunto PHEV com motor 1.5 turbo a gasolina de 183 cv, acompanhado pelas mesmas unidades elétricas, entregando 437 cv de potência total e 65 kgfm de torque, números que já eram considerados elevados para o segmento.

Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.
Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.

A chegada da variante Performance ao portfólio australiano é interpretada pela marca como um passo estratégico em um mercado que valoriza fortemente a capacidade de reboque das picapes, um critério que frequentemente decide a compra em países como Austrália, onde o uso recreativo de trailers e barcos é amplamente disseminado entre os compradores do segmento.

A BYD também investiu em detalhes adicionais no acabamento interno da versão Performance, diferenciando-a visualmente das demais configurações da linha e reforçando seu posicionamento como a opção mais completa e sofisticada do catálogo da Shark no país.

Capacidade de reboque sobe, mas carga útil recua

O ganho mais expressivo da Shark Performance em relação às versões com motor 1.5 está na capacidade de reboque, que salta de 2.500 kg para 3.500 kg, atingindo o padrão habitual da categoria e eliminando um dos pontos mais criticados pelos compradores das versões anteriores, que viam na limitação de reboque um obstáculo relevante para o uso mais intensivo da picape.

A aceleração de 0 a 100 km/h também apresentou melhora, com o tempo caindo de 5,7 segundos nas demais variantes para 5,5 segundos na Performance, número que, embora seja uma diferença pequena em termos absolutos, reforça a sensação de maior vigor do conjunto propulsor mais potente.

Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.
Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.

No entanto, a chegada do motor 2.0 trouxe uma consequência que não agradou: a capacidade de carga útil caiu de 825 kg para 752 kg na homologação australiana, uma redução diretamente atribuída ao aumento de peso do conjunto propulsor, que fez o veículo passar de 2.675 kg para 2.738 kg em ordem de marcha.

A marca explicou que a redução foi inevitável diante do acréscimo de peso gerado pelo motor maior, e que a configuração da Performance foi desenvolvida priorizando a capacidade de reboque em detrimento da carga útil, uma escolha que reflete o perfil de uso mais comum identificado pela empresa entre os compradores desse tipo de veículo no mercado australiano.

Carga útil segue como calcanhar de aquiles no Brasil

A questão da carga útil, porém, não é exclusiva da versão Performance — ela já era alvo de críticas nas demais variantes da Shark, especialmente no mercado brasileiro, onde a picape carrega 790 kg segundo a homologação nacional, número que fica bem aquém do padrão praticado pelas concorrentes diretas.

Para efeito de comparação, todas as rivais da Shark no segmento de picapes médias no Brasil apresentam capacidade de carga superior a 1.000 kg, tornando esse dado um dos argumentos mais utilizados pelos críticos da BYD ao avaliar a competitividade do modelo no mercado nacional.

Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.
Nova BYD Shark Performance estreia motor 2.0 turbo de 475 cv, amplia reboque para 3.500 kg e melhora aceleração.

Curiosamente, mesmo a Fiat Strada em versões de cabine simples equipadas com o motor 1.3 aspirado — uma picape de porte e proposta bem distintas da Shark — carrega 720 kg, número apenas ligeiramente inferior ao da picape da BYD, o que ajuda a dimensionar o quanto a limitação de carga da Shark destoa do segmento em que compete.

Do ponto de vista técnico, a arquitetura da Shark permanece inalterada nas duas configurações: tanto a Performance quanto as demais versões são construídas com estrutura de carroceria sobre chassi de longarinas, acompanhada por suspensões independentes de braços sobrepostos com molas helicoidais, tanto na dianteira quanto na traseira, um conjunto que combina características de utilitário com comportamento dinâmico próximo ao de veículos de passeio.

Por dentro, a Shark Performance se distingue das demais pela ausência da alavanca de câmbio no console central — todos os comandos do câmbio foram concentrados na coluna de direção, liberando espaço no console e conferindo uma aparência mais limpa ao interior, além de uma central multimídia de 15,6 polegadas, maior que os 12,8 polegadas oferecidos nas versões comercializadas no Brasil.

A atualização na Austrália reforça a estratégia global da BYD de expandir o portfólio da Shark progressivamente em cada mercado, adaptando o catálogo às demandas locais enquanto mantém a plataforma central do modelo, uma abordagem que a marca tem utilizado com frequência crescente em sua expansão internacional nos últimos anos.

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Sergio A. Asfora
Sergio A. Asfora(@sergioasforagmail-com)
31/05/2026 07:28

Eu jamais compraria essa camionete da Byd, ela precisa melhorar muito aqui no Brasil, para chamar a minha atenção e o meu interesse por ela.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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