Rafael Sales, conhecido como Calango Ninja, realiza escalada sem equipamentos na famosa passagem dos Olhos e revela como enfrentou vento, medo e o desafio de não ter margem para erro
Rafael Sales, mais conhecido como Calango Ninja, mora no Rio de Janeiro há 27 anos e construiu sua vida em torno da escalada. Escalador desde 2018, ele não apenas pratica o esporte, como também dá aulas de escalada na capital fluminense. No entanto, recentemente decidiu encarar um dos maiores desafios de sua trajetória: realizar uma escalada free solo na Pedra da Gávea, em uma das passagens mais impressionantes da montanha.
A informação foi divulgada pelo canal do Leandro Rygue, que acompanhou e gravou a travessia horizontal conhecida como Passagem dos Olhos. Segundo o canal, Rafael completou o desafio em 17 minutos, sem qualquer equipamento de segurança e sem margem para erro.
A travessia horizontal até o Olho: três enfiadas e zero equipamentos
A via escolhida por Rafael inclui três enfiadas até alcançar o famoso “Olho” esculpido na face da Pedra da Gávea. Diferente da escalada tradicional, o free solo elimina qualquer tipo de proteção. Ou seja, o escalador sobe completamente sozinho, sem corda, sem cadeirinha e sem sistemas de segurança.
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Segundo Rafael, ele nunca havia experimentado esse tipo de desafio. Ainda assim, decidiu encarar a modalidade justamente pela intensidade emocional que ela proporciona. “Se eu sentisse que não estava preparado, eu não iria. Quando encostei na pedra, senti que estava completamente preparado”, afirmou.
Entretanto, o vento poderia se tornar um fator de risco real. Afinal, na parte horizontal da travessia, qualquer desequilíbrio pode ser fatal. Contudo, aconteceu o inesperado: em vez de intimidá-lo, o vento aumentou sua adrenalina. Ele relatou que a bermuda balançava, o magnésio voava e, ainda assim, a confiança cresceu.
Além disso, como não havia espaço para erro, cada movimento exigia concentração absoluta. A escalada horizontal exige força, técnica e controle mental. Por isso, a confiança tornou-se o principal pilar durante a travessia.
Do olho direito do gigante ao retorno pelo mesmo caminho
Rafael revelou que seu objetivo era alcançar o chamado “olho direito do imperador”, localizado na famosa face conhecida como a “cara esculpida do gigante” na Pedra da Gávea. No entanto, atingir o ponto desejado representava apenas metade do desafio.
Isso porque sua decisão foi retornar pelo mesmo caminho, também em free solo. Ou seja, ele precisaria repetir toda a travessia horizontal sem apoio algum. Portanto, a tensão permaneceu até o último movimento.
O escalador completou o percurso total em 17 minutos. Embora o tempo pareça curto, cada segundo carregou risco extremo. Ainda assim, ao final, ele afirmou com convicção: “Tô aqui falando, então sinal que deu tudo certo. Fé.”
O futuro na escalada: big wall e o 10º grau brasileiro
Rafael já vive da escalada. Atualmente, ele ministra aulas no Rio de Janeiro e busca patrocinadores para ampliar sua atuação no esporte. Seus próximos sonhos envolvem desafios ainda maiores.
Ele pretende realizar escaladas na modalidade big wall — que exige longos períodos na parede, muitas vezes com pernoite — e também conquistar o tabu do 10º grau brasileiro, um dos níveis mais avançados da escalada esportiva no país.
Além disso, o objetivo de Rafael inclui viajar o mundo vivendo exclusivamente do esporte. Para ele, escalar não representa apenas um hobby, mas sim o centro da própria existência.
A história de Rafael Sales, o Calango Ninja, mostra que a escalada free solo vai muito além do risco. Ela envolve preparo, consciência, técnica e, principalmente, autoconhecimento.
Agora fica a reflexão: você teria coragem de enfrentar uma travessia horizontal na Pedra da Gávea sem qualquer equipamento de segurança?
Fonte: Leandro Rygue


Ele deveria ser preso, colocando sua vida em risco, ai cai, ainda mobiliza bombeiro, vai pra hospital, cirurgia, ocupando recurso de quem precisa de verdade
Fala besteira