A transformação urbana pretende reorganizar a Marquês de Sapucaí com obras culturais e estruturais que redefinem a região histórica da Pequena África
Uma intervenção urbana de grande impacto foi apresentada pela Prefeitura do Rio de Janeiro e, portanto, reacendeu a atenção sobre a histórica região da Praça Onze.
O anúncio oficial ocorreu em 20 de novembro de 2023, durante o feriado da Consciência Negra, quando o prefeito Eduardo Paes (PSD) revelou o projeto Praça Onze Maravilha na quadra da Estácio de Sá, conforme informou o governo municipal.
A proposta prevê a demolição do Viaduto 31 de Março, criado nos anos 1960, e transforma a área ao lado do Sambódromo na nova esplanada chamada Boulevard do Samba.
O projeto foi idealizado pelo arquiteto Rodrigo Azevedo, segundo o próprio material apresentado.
Obras estruturais revelam intenção de reconstruir a dinâmica urbana
A apresentação destacou que o plano possui semelhanças com o Porto Maravilha, que ganhou força após a queda da Perimetral.
Assim, o novo conjunto de obras foi divulgado durante o evento, que contou com a presença do vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Ele foi apresentado como possível sucessor político de Paes para 2026, conforme declarado no anúncio oficial.
As equipes técnicas informaram que a região, antes considerada o berço do samba, sofreu esvaziamento e degradação ao longo das décadas, conforme ressaltado por Cavaliere.
Por isso, o projeto inclui um mergulhão para manter o fluxo de veículos, além de criar uma grande esplanada com moradias e convivência.
Além disso, o plano prevê R$ 1,75 bilhão em investimentos, por meio de concessões e Parcerias Público-Privadas, utilizando instrumentos como potencial construtivo e outorga onerosa.
Equipamentos culturais ampliam o alcance histórico da Pequena África

A poucos passos da Sapucaí, o Terreirão do Samba será ampliado e, portanto, receberá a Biblioteca dos Saberes, idealizada pelo arquiteto Francis Kéré.
Kéré venceu o Prêmio Pritzker de 2022, conforme a própria prefeitura destacou durante a apresentação.
A expectativa é que o novo espaço cultural alcance simbolismo semelhante ao do Museu do Amanhã, fortalecendo a identidade histórica da região.
Os estudos oficiais estimam 40 mil novas unidades residenciais, além de mais de 100 mil novos moradores nos próximos 20 anos, conforme dados divulgados no evento.
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Projetos anexos reforçam o caráter urbano e cultural da nova região

Durante o anúncio, também foram apresentados detalhes do Centro Cultura Rio-África, que fortalece a conexão histórica entre cultura e território.
Além disso, o governo municipal mostrou o Parque do Porto, concebido como uma grande ilha construída sobre estacas na Baía de Guanabara.
O parque ficará posicionado em frente à Praça Mauá, ampliando a integração com a zona portuária.
Segundo Paes, o anúncio feito no Dia da Consciência Negra reforça o compromisso da cidade com sua memória cultural.
Assim, o prefeito declarou: “Temos a responsabilidade de estar à altura do legado de uma cidade que canta e conta suas histórias.”
Planejamento urbano define a estratégia para os próximos anos
Atualmente, a prefeitura mantém o foco na reorganização da região com base nos critérios técnicos apresentados no evento.
Embora o cronograma detalhado ainda não tenha sido divulgado, a gestão reforça que todas as obras seguirão planejamento rigoroso e fiscalização contínua.
Esse cuidado pretende evitar problemas estruturais comuns em intervenções urbanas anteriores e garantir que a região receba investimentos de maneira equilibrada e transparente.
A transformação no contexto urbano do Rio
O projeto Praça Onze Maravilha segue a tendência de grandes revitalizações capazes de redefinir a dinâmica de áreas históricas do Rio.
Assim como o Porto Maravilha remodelou a zona portuária, a iniciativa atual busca aproximar desenvolvimento econômico, cultura e memória social.
As previsões oficiais reforçam que a revitalização deve fortalecer a circulação, ampliar a moradia e valorizar a identidade cultural do samba.
O que o futuro reserva para a Praça Onze?
Especialistas em urbanismo avaliam que o plano pode reorganizar toda a estrutura cultural e viária da região.
Entretanto, a efetividade do projeto dependerá de gestão eficiente, transparência total e execução cuidadosa, conforme experiências anteriores demonstram.
Enquanto isso, a expectativa criada pelo anúncio indica que o Rio precisará equilibrar memória, mobilidade e expansão urbana.
O objetivo é garantir que a revitalização da Praça Onze gere resultados duradouros para a população.
Qual deve ser a prioridade do Rio neste processo: acelerar as obras para transformar rapidamente a região ou concentrar esforços em uma execução mais cautelosa e sustentável, preservando o patrimônio cultural da cidade?
