Segundo análise do Boston Consulting Group, a disputa pelo 6G é uma corrida comercial que movimenta bilhões de dólares. No Brasil, o 5G ainda se expande, com mais de 700 cidades e 35 milhões de usuários, enquanto a nova rede só deve chegar aos celulares a partir de 2030.
Enquanto o 5G ainda está em fase de expansão no Brasil, a indústria de tecnologia já vive uma corrida intensa pelo 6G, o novo padrão previsto para 2030 que promete transformar a internet móvel em uma rede até 100 vezes mais rápida que a atual. O embate movimenta bilhões de dólares e coloca em lados opostos gigantes das telecomunicações, como Nokia, Ericsson, Huawei, Qualcomm e Samsung.
De acordo com uma análise do Boston Consulting Group, as empresas disputam a liderança do 6G para agilizar acordos comerciais, já que quem lançar primeiro as formas de acessar a nova rede também receberá ofertas comerciais mais cedo. Segundo informações divulgadas pelo NSC Total, o avanço, porém, vai além da velocidade, pois as empresas que determinarem os padrões terão maior controle sobre a infraestrutura global de comunicação, o que, segundo a fonte, afeta a soberania tecnológica de diversos países, enquanto no Brasil o 5G ainda chega às cidades.
Por que as gigantes disputam o 6G
Enquanto o 5G ainda está em fase de expansão, a indústria de tecnologia já vive uma corrida intensa pelo 6G, e, de acordo com uma análise do Boston Consulting Group, as empresas disputam a liderança do novo padrão para agilizar acordos comerciais.
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É uma corrida empresarial, já que quem lançar primeiro as formas de acessar a nova rede também receberá ofertas comerciais mais cedo.
Mas o avanço vai muito além da velocidade de download, pois as empresas que determinarem os padrões terão maior controle sobre a infraestrutura global de comunicação, o que, segundo a fonte, afeta a soberania tecnológica de diversos países.
A disputa movimenta bilhões de dólares e coloca em lados opostos gigantes como Nokia, Ericsson, Huawei, Qualcomm e Samsung, os mesmos nomes que construíram o 5G.
O que o 6G promete mudar
O 6G vem na esteira dos avanços do 5G, que permitem maior velocidade e a transferência de arquivos maiores, e, com o novo padrão, esse potencial da internet promete se transferir para outras aplicações que envolvem inteligência artificial.
A grande quantidade de dados enviada pelo 6G deve fazer com que a internet fique muito mais rápida para o usuário.
Os avanços, porém, são projetados para ir além de baixar filmes em segundos, já que o padrão permitiria a criação de cópias digitais em tempo real, a automatização de transportes e drones e até cirurgias de precisão à distância.
Essas capacidades, no entanto, ainda são promessas de um 6G que, ao contrário do 5G já em operação, não possui especificações técnicas definidas.
Como está o 5G no Brasil hoje

Enquanto o 6G é disputado nos laboratórios, o 5G ainda está sendo implantado no Brasil, onde, segundo a reportagem, transformou setores como saúde, educação e agricultura e ampliou a conectividade em todo o país.
O 5G puro pode ser implantado em todos os municípios brasileiros, com meta final para as cidades maiores até 2029.
Atualmente, mais de 700 cidades já possuem o 5G ativo, atendendo cerca de 35 milhões de usuários, e o acesso exige um dispositivo compatível, um plano adequado e cobertura local.
Essa expansão ainda em curso mostra a distância entre a realidade atual do 5G e as promessas do 6G já em disputa.
A guerra fria das patentes entre Ásia e Ocidente
Hoje, a corrida pelo 6G vive uma guerra fria de patentes, já que, como o padrão não possui especificações de como o sinal será transmitido, as empresas correm atrás do maior número de registros de tecnologias de transmissão e infraestrutura, para ceder os direitos de uso por meio de contratos.
A chinesa Huawei e a Samsung, da Coreia do Sul, lideram o volume de pesquisas em laboratório no continente asiático, ambas focadas em antenas capazes de transmitir dados em frequências altíssimas, um passo além do 5G.
“O 6G será o tecido conectivo que unirá o mundo físico ao digital”, declarou a divisão de pesquisa da Samsung em seu manifesto técnico.
Do outro lado, o bloco ocidental aposta na união de forças, com a Qualcomm no design de chips avançados para celulares, enquanto a Nokia e a Ericsson focam em softwares de segurança para redes corporativas.
Segundo a fonte, o objetivo do grupo europeu e americano é criar um padrão global unificado que reduza a dependência dos equipamentos da Ásia, em uma disputa que vai além da evolução técnica do 5G.
Quando o 6G chega ao consumidor
Apesar do ritmo acelerado de testes, a substituição global das redes deve demorar, e a previsão é que as primeiras especificações comerciais sejam finalizadas até o final desta década.
Os primeiros smartphones compatíveis, segundo a fonte, devem chegar ao mercado geral a partir de 2030, no padrão que sucede o 5G.
Isso significa que, para o usuário comum, o 6G ainda está a anos de distância, enquanto o 5G segue ampliando a sua cobertura e se consolida como a rede atual.
Até a nova rede chegar, a disputa por patentes e padrões vai continuar movimentando bilhões de dólares longe da tela do consumidor.
Enquanto o 5G ainda chega às cidades brasileiras, com mais de 700 cidades ativas, cerca de 35 milhões de usuários e meta final para 2029, as gigantes Nokia, Ericsson, Huawei, Qualcomm e Samsung já disputam o 6G, uma rede até 100 vezes mais rápida prevista para 2030, em uma corrida comercial, segundo o Boston Consulting Group, e em uma guerra fria de patentes entre a Ásia e o Ocidente.
As promessas do 6G, como as aplicações de inteligência artificial, as cirurgias remotas e os drones autônomos, ainda são projeções de um padrão sem especificações técnicas definidas, e os primeiros celulares compatíveis só devem chegar a partir de 2030. Enquanto a nova rede não alcança a tela, a disputa por padrões e patentes, que afeta a soberania tecnológica dos países, segue movimentando bilhões de dólares, longe do 5G que o usuário brasileiro ainda vê em expansão.
E você, o que achou da corrida pelo 6G enquanto o 5G ainda se expande no Brasil? Acredita que as promessas de cirurgias remotas e drones autônomos vão chegar até 2030, ou ainda é coisa distante? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre tecnologia e conectividade.
