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Enquanto Londres tentava lidar com o calor sufocante do metrô, uma estação fantasma fechada desde 1922 virou centro de energia escondido que aquece casas, escola e prédios comunitários em Islington

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 09/05/2026 às 17:30 Atualizado em 09/05/2026 às 17:32
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Em Islington, o calor desperdiçado do metrô de Londres deixou de ser apenas desconforto nos túneis e passou a alimentar uma rede de aquecimento urbano que usa a antiga estação City Road para levar energia térmica a casas, escola e prédios comunitários, mostrando como uma cidade antiga pode reaproveitar o que antes era perdido no subsolo

O calor sufocante do metrô de Londres virou fonte de aquecimento em Islington. A antiga estação City Road, fechada desde 1922, passou a funcionar como centro de energia escondido no projeto Bunhill Heat and Power.

As informações foram divulgadas por Islington Council, conselho local do distrito londrino. O projeto reaproveita o ar quente dos túneis da Northern Line para aquecer casas, escola e prédios comunitários por meio de uma rede de aquecimento urbano.

Na prática, o calor que antes era visto como problema passou a ter uma função útil. A iniciativa conecta infraestrutura antiga, redução de emissões e combate à pobreza energética em uma solução urbana difícil de imaginar à primeira vista.

Estação fantasma fechada desde 1922 virou uma caldeira invisível no subsolo de Londres

A antiga estação City Road deixou de ser apenas uma estação fantasma do metrô londrino. Fechada desde 1922, ela passou a abrigar parte da expansão Bunhill 2, ligada ao sistema de aquecimento urbano de Islington.

O espaço funciona como um centro de energia subterrâneo. Ele aproveita o calor acumulado nos túneis da Northern Line, uma das linhas do metrô de Londres.

Esse calor é capturado e enviado para bombas de calor. Esses equipamentos aumentam a temperatura da água que circula pela rede de aquecimento e chega a edifícios conectados ao sistema.

O calor que incomodava passageiros passou a aquecer casas, escola e prédios comunitários

O caso chama atenção porque o metrô de Londres costuma ser associado ao calor forte nos túneis. O que era apenas desconforto para passageiros virou uma fonte aproveitável de energia.

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A lógica é simples. O metrô gera calor no subsolo, esse calor é retirado dos túneis e depois ajuda a aquecer água para uso em edifícios.

O projeto Bunhill Heat and Power mostra que energia útil pode estar escondida em lugares comuns da cidade. A estação fechada há décadas virou parte de uma solução prática para aquecimento urbano.

Bombas de calor transformam ar quente dos túneis em água aquecida para a rede urbana

As bombas de calor são o coração do sistema. Elas não criam calor do nada. Elas aproveitam o calor já existente no ar vindo dos túneis e elevam sua capacidade de aquecer a água.

Essa água aquecida entra na rede de aquecimento urbano. Depois, ela chega a casas, escola e prédios comunitários atendidos pelo projeto em Islington.

A ideia pode ser entendida assim: o calor que sobrava no metrô é capturado, reforçado por equipamentos e usado para aquecer ambientes. O desperdício vira serviço público.

Islington Council apresentou o projeto como pioneiro no uso de calor residual do metrô

Islington Council, conselho local do distrito londrino, apresentou o projeto como o primeiro do tipo no mundo a usar calor residual de uma rede subterrânea de trens para aquecer edifícios.

Calor residual é o calor que sobra de uma atividade. No caso do metrô, ele fica acumulado nos túneis e normalmente seria perdido no ambiente subterrâneo.

A importância do projeto está nesse reaproveitamento. Em vez de tratar o calor como um problema sem utilidade, Islington passou a usá lo como parte de uma rede urbana de energia.

Reaproveitamento urbano ajuda no combate à pobreza energética e na redução de emissões

O projeto também tem impacto social. A rede foi ligada ao combate à pobreza energética, situação em que moradores enfrentam dificuldade para manter a casa aquecida de forma adequada.

Em regiões frias, aquecimento não é luxo. Ele faz parte do bem estar das famílias, das escolas e dos espaços comunitários.

A iniciativa também foi vinculada à redução de emissões. Isso torna o caso relevante para cidades que buscam soluções climáticas sem depender apenas de novas obras na superfície.

Londres mostra que cidades antigas podem encontrar energia em lugares improváveis

O exemplo de Islington mostra que uma cidade antiga ainda pode revelar novas formas de usar sua própria infraestrutura. Túneis, estações fechadas e sistemas antigos podem ganhar funções modernas.

antiga estação City Road

A estação City Road, fechada desde 1922, voltou ao centro da história como uma peça escondida do aquecimento urbano. O metrô segue transportando pessoas, mas seu calor também passou a ajudar edifícios.

Esse tipo de solução chama atenção porque não depende de uma paisagem futurista. Ela nasce de uma pergunta simples: o que a cidade já desperdiça todos os dias e poderia usar melhor?

O calor desperdiçado do metrô de Londres deixou de ser apenas incômodo para passageiros e virou parte de uma rede que aquece casas, escola e prédios comunitários em Islington.

A antiga estação fantasma mostra como infraestrutura esquecida pode ganhar nova função. Você acha que outras cidades deveriam mapear seus desperdícios de energia antes de construir novas usinas? Deixe um comentário.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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