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Energia elétrica alerta para altas em 2026, influenciada pelo forte impacto da inflação em 2025

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 12/01/2026 às 13:29
Energia elétrica foi o item que mais pesou na inflação brasileira em 2025, segundo o IBGE, com alta expressiva na conta de luz e previsão de novos reajustes em 2026.
Energia elétrica foi o item que mais pesou na inflação brasileira em 2025, segundo o IBGE, com alta expressiva na conta de luz e previsão de novos reajustes em 2026.
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Energia elétrica foi o item que mais pesou na inflação brasileira em 2025, segundo o IBGE, com alta expressiva na conta de luz e previsão de novos reajustes em 2026.

Energia elétrica foi o item que mais pressionou a inflação brasileira em 2025, tornando-se o principal fator individual de impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dados divulgados pelo IBGE mostram que a conta de luz residencial acumulou alta de 12,31% no ano passado, enquanto a inflação oficial do país fechou em 4,26%.

Logo no início do ano, reajustes tarifários e mudanças no sistema de bandeiras passaram a influenciar diretamente o orçamento das famílias. Ao longo dos meses, esse efeito se intensificou, consolidando a energia elétrica como um dos principais vilões do custo de vida em 2025.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, a elevação da energia elétrica residencial gerou um impacto acumulado de 0,48 ponto percentual no IPCA anual. Esse peso decorreu de reajustes bastante desiguais, que variaram de quedas pontuais de -2,16% até aumentos expressivos de 21,95%, dependendo da localidade e da concessionária.

Bandeiras tarifárias ampliaram o custo ao consumidor

Além dos reajustes diretos, outro fator decisivo foi a maior incidência de bandeiras tarifárias ao longo de 2025. Diferentemente de 2024, quando o país registrou oito meses consecutivos de bandeira verde — sem cobrança adicional —, o ano passado teve um cenário menos favorável para o consumidor.

Com bandeiras amarela e vermelha acionadas em diferentes períodos, os custos extras se refletiram diretamente nas faturas mensais. Assim, mesmo em regiões onde os reajustes anuais foram mais moderados, a conta final ficou mais pesada para os consumidores residenciais.

Esse contexto reforça como a energia elétrica, além de essencial, é altamente sensível a fatores climáticos, operacionais e regulatórios, o que amplia sua influência sobre a inflação geral.

Capitais registram aumentos generalizados na conta de luz

O levantamento do IBGE aponta que todas as 16 capitais e regiões metropolitanas analisadas tiveram aumento na conta de energia elétrica em 2025. No entanto, a intensidade variou de forma significativa entre os municípios.

Porto Alegre liderou o ranking nacional, com alta acumulada de 23,50%. Na sequência, aparecem Goiânia, com 23,07%, São Paulo, com 18,64%, e São Luís, com 18,06%. Vitória também se destacou, registrando aumento de 17,48%.

Esses números evidenciam que o impacto da energia elétrica sobre a inflação não foi localizado, mas disseminado por todo o país, atingindo diferentes regiões e perfis de consumo.

Projeções indicam novos reajustes em 2026

Embora 2025 já tenha sido marcado por fortes pressões tarifárias, o cenário para 2026 segue exigindo atenção. Projeções da TR Soluções indicam que as tarifas residenciais de energia elétrica devem registrar alta média de 5,4% no próximo ano.

As estimativas consideram os procedimentos de regulação tarifária aplicáveis às 51 concessionárias de distribuição do Brasil, com base no Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (SETE). Regionalmente, o Sul deve sentir o maior impacto médio, próximo de 10%, seguido pelo Sudeste, com alta em torno de 8%.

De acordo com Helder Sousa, diretor de Regulação da TR Soluções, o principal fator por trás dessa previsão é o aumento dos custos de transmissão. “Essa previsão é reflexo das tarifas de transmissão já definidas para o ciclo 2025/2026 e cujo aumento médio de 12% já é certo para os consumidores atendidos pelas concessionárias que passam por reajuste tarifário no primeiro semestre”, explicou.

Para as empresas com reajuste previsto no segundo semestre, a projeção indica aumentos mais moderados, embora ainda relevantes para o orçamento das famílias.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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