Richard Cucé comprou o Hooper Island Lighthouse por US$ 192 mil e pretende transformar a estrutura centenária em espaço educativo e ambiental.
Em setembro de 2022, o empresário norte-americano Richard Cucé venceu um leilão federal e comprou o Hooper Island Lighthouse, farol construído no meio da Baía de Chesapeake, no estado de Maryland.
O proprietário, conhecido como Rich, desembolsou US$ 192 mil, quantia equivalente a aproximadamente R$ 1 milhão na conversão apresentada pela reportagem.
Para reunir o dinheiro exigido pelo governo, ele vendeu uma casa alugada, ações e utilizou parte das economias destinadas à aposentadoria.
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O investimento, porém, representou apenas o começo. Rich pretende restaurar a estrutura histórica e criar no local um centro educativo, ambiental e de observação da natureza.
Farol de 1902 foi vendido após disputa em leilão do governo dos Estados Unidos
A Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos abriu o leilão virtual em agosto de 2022, com lance inicial de US$ 15 mil.
Entretanto, cinco interessados participaram da disputa. Consequentemente, o valor aumentou rapidamente até alcançar os US$ 192 mil oferecidos por Rich.
O negócio foi concluído em setembro daquele ano. Posteriormente, a escritura identificou Richard Cucé, da Pensilvânia, como o comprador.
Segundo a United States Lighthouse Society, Rich iniciou o processo de recuperação do imóvel após concluir a aquisição.
Hooper Island Lighthouse orienta embarcações há mais de 120 anos
O governo norte-americano construiu o Hooper Island Lighthouse em 1902 para auxiliar a navegação na Baía de Chesapeake.
A luz foi acesa pela primeira vez em 1º de junho daquele ano. Desde então, o equipamento permaneceu como auxílio ativo para embarcações.
O farol está localizado a aproximadamente cinco quilômetros da costa do condado de Dorchester.
A estrutura possui formato cilíndrico, base de ferro fundido e cerca de 21 metros de altura.
Mesmo após a venda, o sistema luminoso continuou sob responsabilidade das autoridades de navegação. Portanto, Rich passou a controlar a construção, mas não o equipamento operacional.
Empresário precisou transportar materiais de barco e subir por escada metálica
A restauração enfrenta dificuldades incomuns porque o farol não possui ligação terrestre.
Inicialmente, Rich e sua equipe precisam transportar ferramentas, mochilas, caixas e materiais em embarcações.
Posteriormente, todos os objetos são içados ou levados por uma escada metálica instalada na lateral da estrutura.
O trajeto de barco dura aproximadamente 25 minutos, conforme registrado na reportagem que apresentou o interior do imóvel.
Além disso, o piloto precisa aproximar a embarcação com cuidado. Afinal, o movimento da água dificulta o acesso à escada.

Interior com seis níveis estava tomado por sujeira, ferrugem e entulho
Internamente, o Hooper Island Lighthouse possui seis níveis, incluindo antigos espaços usados pelos faroleiros.
Quando a restauração começou, parte dos cômodos estava coberta por sujeira, resíduos e materiais acumulados.
Também havia ferrugem, danos estruturais e sinais do longo período sem moradores.
Consequentemente, Rich iniciou a limpeza antes de avançar para as adaptações internas.
O empresário passou ainda a publicar vídeos nas redes sociais. Dessa forma, seguidores conseguem acompanhar cada etapa da recuperação.
Janelas redondas preservam elementos originais da construção centenária
Nos pisos superiores, as janelas circulares estão entre os detalhes mais marcantes.
Elas lembram escotilhas de navios e fazem parte da configuração original do farol.
Portanto, esses elementos também possuem mais de 120 anos.
No passado, os faroleiros moravam no imóvel e cuidavam da operação diária. Entretanto, a automatização eliminou a necessidade de permanência constante.
Assim, a construção ficou desabitada durante aproximadamente seis décadas.
Projeto prevê quartos, cozinha, banheiro e área de observação
Primeiramente, Rich decidiu tornar o farol habitável para permanecer mais tempo durante os trabalhos.
O banheiro foi concluído durante uma das primeiras fases. Porém, a cozinha e os quartos ainda precisavam ser instalados.
No último nível, o empresário pretende criar uma área de observação com espaço para refeições e bebidas.
Entretanto, a paisagem continuará sendo a principal atração. Do alto, visitantes poderão acompanhar o amanhecer e a imensidão da Baía de Chesapeake.
Empresário comprou três faróis e pretende criar centros educativos e ambientais
Posteriormente, Rich ampliou o projeto e passou a controlar três faróis marítimos.
Em 2023, ele também adquiriu o Wolf Trap Lighthouse, outra estrutura histórica localizada na Baía de Chesapeake.
O objetivo consiste em recuperar os imóveis e oferecer novas funções às construções.
Entre as possibilidades estão atividades educativas, monitoramento ambiental, eventos e projetos relacionados à preservação da baía.
Segundo a Associated Press, Rich também pretende envolver comunidades locais e organizações ambientais na iniciativa.

