Uma startup de Los Angeles quer capturar um asteroide de cerca de 100 toneladas, levá-lo para uma órbita estável próxima da Terra e transformá-lo em base de mineração robótica, com apoio da NASA, testes já realizados no espaço e previsão inicial de missão a partir de 2028
A startup TransAstra, de Los Angeles, apresentou um plano para capturar um asteroide de cerca de 100 toneladas, trazê-lo para uma órbita próxima da Terra e transformá-lo em base de mineração robótica. A proposta integra a missão “Nova Lua” e está em estudo de viabilidade financiado por um cliente não identificado.
Missão mira asteroide de 100 toneladas
O projeto prevê o encontro com uma rocha espacial do tamanho de uma casa, com peso estimado em 100 toneladas. Depois da captura, o objeto seria levado para um local estável próximo ao planeta, onde a empresa pretende fragmentá-lo e extrair minerais de seu interior.
Segundo Joel Sercel, diretor executivo da TransAstra, a visão da empresa é transformar o asteroide em uma base para pesquisa e desenvolvimento robóticos voltados ao processamento e à fabricação de materiais. Se a iniciativa avançar como planejado, a primeira missão de recuperação poderá ser lançada já em 2028.
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Tecnologia de captura para mineração espacial
Para executar a operação, a empresa aposta em uma tecnologia chamada “bolsa de captura”. Em vez de usar garras metálicas para prender uma rocha giratória de grande massa, a proposta é engolir completamente o asteroide com uma bolsa inflável feita com laminados avançados, como o Kapton.
A espaçonave seria enviada até o alvo, expandiria a estrutura para envolver a rocha, fecharia a bolsa com um fecho e rebocaria o conjunto.
A TransAstra avalia que, ao posicionar o asteroide no sistema Terra-Lua ou no ponto L2 Terra-Sol, poderá mudar a obtenção de água e metais valiosos para missões no espaço profundo.
Testes e redução de riscos
Em outubro de 2025, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional empurrou um protótipo de bolsa de 1 metro para dentro da câmara de descompressão Bishop. De acordo com a empresa, o equipamento abriu e fechou perfeitamente no vácuo do espaço.
Sercel afirmou ao SpaceNews que a equipe demonstrou a capacidade de implantar e recuperar a bolsa várias vezes em ambiente de vácuo de microgravidade.
Ele classificou o teste como um marco crucial de redução de riscos e disse que a operação lançou as bases para a remediação de detritos orbitais e para a captura de asteroides.
Próxima etapa do projeto
Com apoio de um contrato de US$ 2,5 milhões da NASA e recursos privados de valor equivalente, a TransAstra agora amplia a escala do sistema.
O próximo passo é testar uma bolsa de captura em tamanho real, com 10 metros de comprimento, na Instalação de Montagem de Naves Espaciais do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

Essas toneladas que não fazem parte do patrimônio terrestre, vão impactar de que forma na orbita da terra. Há que se considerar que terá que transportar todas essas toneladas a mais… Parece mais um desastre anunciando… Os resíduos serão devolvidos para o tal planeta? Onde serão colocados ..