A startup Twelve está revolucionando a sustentabilidade no setor de aviação com sua tecnologia capaz de transformar carbono em combustível para aviões.
O principal impasse da produção dos combustíveis fósseis é a emissão de CO2, um gás poluente que agrava o aquecimento global. Uma empresa americana resolveu inverter essa lógica com uma nova tecnologia. Para isso, a startup Twelve utilizará carbono e energia renovável para, ao contrário do que já é visto no mercado, produzir o combustível, para ser utilizado na área da aviação.
Produção da tecnologia começará já em 2024
A Twelve ainda está desenvolvendo uma nova fábrica que será responsável por produzir o combustível para aviões a partir do carbono e energia, tecnologia chamada de transformação de carbono. Neste processo que utiliza carbono em combustível para aviões, o poluente é separado da água artificialmente e em seguida recombinado a moléculas de hidrogênio.
Segundo o CEO e co-fundador Nicholas Flanders, a produção desta tecnologia começará já no próximo ano e o combustível poderá ser utilizado em aeronaves já existentes no mercado, sem necessitar de adaptações. Entretanto, a princípio a proporção de combustível feito de carbono e o convencional nos tanques será de 50-50.
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A nova fábrica que transformará carbono em combustível para aviões não é um tiro no escuro, visto que a Twelve já testou o combustível em uma parceria com a Força Aérea dos Estados Unidos. Mesmo com apenas metade do tanque, o combustível pode mitigar em 90% as emissões da aviação. Futuramente, os novos aviões poderão utilizá-lo para 100% de seu abastecimento.
O fornecimento do CO2 capturado será realizado por empresas e fábricas próximas, como produtoras de papel e usinas de etanol. A tecnologia que transforma carbono em combustível para aviões costuma ser cara, por contar com várias etapas, exigir altas temperaturas e bastante eletricidade para quebrar o CO2.
Nova fábrica da empresa produzirá 40 mil galões de combustível
Segundo Flanders, a empresa conseguiu tornar a produção do novo combustível viável, reduzindo as etapas do processo, a temperatura e o nível de energia, além de utilizar equipamentos mais baratos. Entretanto, por ora, este combustível ainda será mais caro que o comum utilizado na aviação. Para ampliar a produção mais rápido e torná-la viável, empresas como Microsoft e Alaska Airlines fecharam parcerias com a startup e planejam utilizar o combustível em suas atividades.
Quando a unidade estiver transformando o carbono em combustível para aviões em larga escala, a estimativa é que o preço fique mais competitivo em relação ao combustível comum. A estimativa é que a nova unidade produza cerca de 40 mil galões de combustível por ano, até escalar sua produção para 1 milhão de galões por ano. Isso ainda é apenas uma pequena parte do que o setor de aviação exige, visto que as empresas aéreas consumiram 95 bilhões de galões apenas em 2019, desta forma, a alternativa da Twelve pode ser um meio viável e mais limpo do que os combustíveis comuns.
O maior avião movido a hidrogênio do mundo
A Alaska Airlines, citada acima, entregou recentemente à ZeroAvia, empresa focada em soluções de propulsão elétrica a hidrogênio, um avião modelo Bombardier Q400 com capacidade para transportar 76 passageiros para que possa ser reformado com tecnologia não poluente, como foi prometido alguns anos atrás.
A empresa agora poderá avançar com seus planos de testar voos do maior avião do mundo movido a hidrogênio antes do esperado, devido aos avanços no sistema de motores modulares. A ZeroAvia já conta com 3 certificados experimentais para aeronaves protótipos de Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido e da Administração Federal de Aviação dos EUA.

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