Empresa ‘A Geradora’ investe R$ 50 milhões para renovar seus geradores e adquirir 500 novas máquinas para suprir demanda de energia temporária

Roberta Souza
por
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19-01-2022 22:49:13
em Economia, Negócios e Política
Energia - geradores - geradora Foto: Reprodução Imagens Google




Segundo o diretor da empresa, em 2022 o marco do saneamento deve colocar muitos projetos em vigor também na área de energia e, para isso, irá aumentar a quantidade de geradores

A empresa A Geradora, líder brasileira no setor de locação de geradores de energia, torres de iluminação e compressores de ar, está com expectativas positivas para 2022. Com o retorno dos eventos presenciais e a elevação da demanda por energia temporária, o aumento no faturamento é mais do que esperado. Para atender à demanda prevista, a empresa pretende focar na renovação e ampliação do parque de equipamentos, investindo cerca de R$ 50 milhões na compra de 500 novas máquinas.

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No ano passado, a A Geradora faturou R$ 212 milhões, cerca de 25% a mais que o registrado em 2020. Segundo o diretor-presidente da empresa, Enilson Moreira, o bom faturamento foi causado, principalmente, pela prestação de serviços de energia temporária com geradores e compressores de ar para atender às indústrias; parte significativa era dos setores de petroquímica, manutenção e celulose.

“A empresas brasileiras praticamente só fizeram paradas de manutenção essenciais em 2020 e adiaram muitas para o ano passado; a A Geradora tem muita expertise em fornecer esse tipo de serviço e foi beneficiada pelo aumento da demanda, que estava reprimida.” O crescimento de negócios nesse segmento foi de 30% se comparado aos anos anteriores.

Já em 2020, ano o qual A Geradora conseguiu um faturamento 30% acima do registrado em 2019, foi marcante devido à grande necessidade dos hospitais de campanha, tanto na etapa de construir ou adaptar as estruturas, quanto de manutenção, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Goiás e Sergipe. “Esse foi um novo segmento que surgiu e demandou muita energia”, diz Enilson Moreira.

Embora a pandemia tenha ocasionado uma crise, a demanda por energia não diminuiu: indústria, comércio, serviço e infraestrutura mantiveram o consumo. Enilson reafirma que a companhia não diminuiu o ritmo e, com isso, conseguiu suprir as necessidades do mercado. “Em 2020, tivemos resultados melhores do que em 2019”, complementa.

Expectativas para 2022             

De acordo com Candido Terceiro, diretor-comercial e de Marketing da A Geradora, em 2022 o marco do saneamento deve “colocar muitos projetos para rodar”. O governo espera que o marco legal permita uma aplicação de recursos no segmento e contribua para universalizar o fornecimento de água e a coleta e o tratamento de esgoto no Brasil até 2033. A estimativa é que os investimentos privados sejam de R$ 600 bilhões a R$ 700 bilhões no saneamento.

Para esse setor, A Geradora fornece equipamentos de energia elétrica e pneumática, entre eles geradores e compressores de ar. “Também estamos otimistas com a recuperação do PIB e os investimentos em infraestrutura no país. A possibilidade do fim da pandemia, o marco do saneamento e a retomada da normalidade macroeconômica também representam boas perspectivas para 2022”, declara.

Outra conjuntura que pode elevar a demanda por geradores é a crise energética, que deve voltar à pauta em 2022. Segundo especialistas do setor e consultorias do setor de energia, a maior crise hídrica dos últimos 91 anos deve cair sobre o capital do consumidor e no caixa das empresas ao menos até 2025. “A cada ano, o período de secas tem sido mais severo e há, sim, risco de apagões em horário de pico. Por isso, a demanda por geradores já começou a aumentar e a perspectiva é que em 2022 cresça ainda mais”, explica o diretor.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos