Buracos nas ruas de León geram enxurrada de reclamações após chuvas de inverno, mas a prefeitura diz que a via estava sinalizada, a 30 km/h dava para desviar e indeniza no máximo 50%
Os buracos nas ruas de León, na Espanha, ficaram tão graves após as fortes chuvas de inverno que motoristas relatam pneus e suspensões estourando com frequência. O problema gerou aumento de reclamações contra a prefeitura por danos em veículos, mas a resposta do poder público tem irritado quem passa pelas vias.
Em vez de assumir integralmente os consertos, a prefeitura sustenta que a culpa é do motorista, alegando condução inadequada para as condições da estrada, que estariam devidamente sinalizadas. Mesmo quando aceita a reclamação, o pagamento costuma ser parcial e pode ficar limitado a metade do valor do reparo.
Buracos como “crateras” e mais de 30% de alta nas reclamações
Desde o fim de 2025 as reclamações por danos em veículos devido ao estado do pavimento aumentaram em mais de 30%. Dirigir em León virou uma corrida de obstáculos, desviando de buracos descritos como verdadeiras crateras.
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Boletins de ocorrência citados registram buracos de até 40 cm de diâmetro e 7 cm de profundidade, um risco direto para pneus, rodas e suspensões. A dimensão ajuda a explicar por que os danos aparecem mesmo em trajetos curtos.
Prefeitura diz que a culpa é do motorista e que estava sinalizado
A prefeitura, segundo resoluções mencionadas, afirma que “as ações do motorista desempenharam um papel decisivo” e que os danos não ocorreriam com condução diligente. Em outras decisões, o argumento é que a condução não estava adaptada às condições da estrada, que estaria sinalizada.
A administração também ressalta que muitos incidentes ocorreram durante o dia, com visibilidade perfeita, e que a condição dos pneus deveria ser levada em consideração.
O limite de 30 km/h vira argumento para negar indenização
É destacado que as ruas de León têm limite de 30 km/h. A prefeitura usa esse dado para sustentar que, nessa velocidade, seria fácil desviar, reforçando a tese de que o dano seria evitável.
Na prática, o raciocínio fecha a conta do poder público: se havia sinalização e baixa velocidade, o motorista poderia ter evitado o buraco, o que justificaria negar ou reduzir o pagamento.
Quando a prefeitura paga e por que quase nunca cobre tudo
De acordo com o Motorpasion, muitas reclamações acabam ignoradas ou aceitas apenas parcialmente, mesmo quando há boletim de ocorrência comprovando o dano na via. Pedidos sem boletim e laudo pericial costumam ser rejeitados.
Quem inclui documentação pode receber algo, mas raramente o valor total. Há exemplo de caso em que aceitaram 40% da conta, e a regra prática descrita é que o teto geralmente fica em 50% do conserto.
Recurso à Justiça vira a alternativa para quem quer o valor integral
Quando a prefeitura paga só parte, a opção que resta é recorrer à Justiça, o que envolve tempo e dinheiro. Segundo a fonte, se o tribunal decidir a favor do motorista, as custas judiciais seriam cobertas pela prefeitura, mas isso depende de sentença favorável.
Ou seja, para tentar receber 100%, o caminho tende a ser mais demorado e caro, o que desestimula parte dos condutores.
Reparos precários: areia nos buracos e o ciclo recomeça
Entre janeiro e fevereiro, chuva e neve castigaram León por dias, e a prefeitura não teria conseguido acompanhar o volume de reparos. Foi descrito que recorreram a soluções temporárias, como encher buracos com areia.
O problema é que a chuva e o tráfego removem esse material, e as crateras reaparecem, reiniciando o ciclo. É uma medida rápida, mas instável, que não resolve a causa do asfalto cedendo.
Por que a chuva abre crateras no asfalto
De acordo com a explicação atribuída a um engenheiro civil: quando a chuva é forte ou contínua e a drenagem falha, a água infiltra sob o asfalto, satura as camadas abaixo e erode materiais.
Com o peso dos veículos, o pavimento afunda e abre crateras. Sem drenagem eficiente e recomposição adequada das camadas, os buracos tendem a voltar.
Você acha justo a prefeitura limitar o reembolso e culpar os motoristas por esses danos, ou a cidade deveria pagar o conserto completo quando há boletim comprovando a cratera na via?

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