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Em apenas três meses, a China instalou em seus telhados mais energia solar que países da Europa em anos

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 22/05/2025 às 16:08
China, Painéis solares, energia solar, Europa
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Em apenas um trimestre, a China instalou mais energia solar em telhados do que países europeus levam anos para atingir, impulsionada por mudanças regulatórias

A China deu um salto impressionante na instalação de energia solar em telhados. Em apenas três meses, o país asiático implantou 36 gigawatts (GW) de energia fotovoltaica distribuída, superando o que muitos países da Europa levam anos para alcançar.

O número chama atenção não somente pela escala, mas pela velocidade. De acordo com relatório da Rystad Energy, o primeiro trimestre de 2025 terminou com 60 GW de energia solar adicionados no total — e 60% disso veio de telhados.

A previsão é de que o modelo distribuído continue crescendo, mesmo com possíveis ajustes nas regras do setor.

Corrida antes do corte regulatório

O avanço chinês tem contexto. O país está encerrando seu 14º Plano Quinquenal e, com ele, vieram novas regras da Administração Nacional de Energia (NEA). As mudanças, em vigor desde maio, impulsionaram uma corrida contra o tempo.

Entre os fatores que motivaram a aceleração estão os incentivos ao autoconsumo, a liberação para negociar certificados verdes e as restrições de acesso à rede tradicional de energia.

A urgência foi tanta que, em um único trimestre, a China instalou mais painéis solares em telhados do que países como Espanha ou França conseguem em até 3 anos.

A comparação com a Europa mostra o tamanho do feito. A União Europeia instalou 56 GW de energia solar durante todo o ano de 2023, e apenas parte disso foi em telhados. Já a China fez mais da metade desse volume em apenas três meses, e focando nos telhados.

Diferenças entre as províncias

Nem todas as regiões chinesas participaram igualmente da expansão. Províncias como Jiangsu e Guangdong se destacaram por ter regras mais flexíveis. Por outro lado, lugares como Jilin e Mongólia Interior restringiram tanto o autoconsumo que praticamente não contribuíram para o avanço.

Apesar dos bons números, o ambiente regulatório está ficando mais complexo. Projetos comerciais enfrentam dificuldades para vender energia à rede. A incerteza jurídica e contratual também vem aumentando, o que preocupa desenvolvedores e investidores.

Brasil segue atrás, mas avança

Enquanto isso, o Brasil comemora avanços mais modestos. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o país tem atualmente 55 GW de capacidade instalada em energia solar.

Desse total, cerca de 37,4 GW são de geração própria, e 17,6 GW vêm de grandes usinas conectadas ao sistema nacional.

Futuro da energia solar em escala global

A China mostra que é possível mudar o ritmo da transição energética. Se mantiver o atual desempenho, o país pode instalar mais energia solar em telhados em um único ano do que diversos países juntos conseguem em uma década.

Com informações de Xataka.

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Romário Pereira de Carvalho

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