Alessandra Genovesi viu a loja física do Donna Fifi fechar na pandemia, apostou em transmissões ao vivo diárias com o filho Pedro como sócio, saltou de 10 mil para mais de 1 milhão de seguidores e hoje vende num dia o que antes levava um mês
Em julho de 2026, a história de Alessandra Genovesi roda o país como exemplo de reinvenção no varejo. Ex-professora de educação física em São Paulo, ela complementava a renda vendendo biquíni e roupa fitness para as próprias alunas, até perceber que a veia de vendedora falava mais alto que o apito da quadra.
Segundo o RJ99, o brechó dela, o Donna Fifi, saltou de cerca de 10 mil para mais de 1 milhão de seguidores nas redes e hoje fatura R$ 250 mil por mês, com uma equipe de 7 funcionários. O detalhe que muda tudo: o faturamento que antes levava um mês inteiro para entrar agora é alcançado em um único dia de live.
Da quadra de aula para a arara de roupas
A transição não foi um salto no escuro, foi uma escalada. Enquanto ainda dava aulas, Alessandra vendia peças para o círculo de alunas e contatos, testando na prática o que funcionava. Segundo a Outra Revista, “eu sempre gostei de vender”, resume ela.
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Homem de 65 anos viveu por 8 anos em floresta, montou um acampamento irregular e juntou meia tonelada de lixo até ser descoberto por agentes federais do Serviço Florestal dos EUA, no Arizona
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Ele dava aula de biologia por cerca de R$ 5 mil ao mês, viu os alunos desligados e juntou R$ 2 mil com duas sócias bancárias para criar jogos de educação financeira, hoje a Investeendo fatura R$ 1,2 milhão com um aplicativo onde o aluno “investe” moedas e troca pontos até por recreio extra
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Ele era representante comercial, viajou aos Estados Unidos em 2017 e voltou com uma ideia na mala, aos 40 anos abriu a primeira loja em Balneário Camboriú e hoje comanda a Lavô, rede de lavanderias “sem funcionários” com 636 unidades do Acre ao Rio Grande do Sul e faturamento de R$ 25 milhões
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Ele largou a faculdade de direito para pintar casas nos Estados Unidos em jornadas de 14 horas, virou produtor de shows de Beyoncé e Paul McCartney e agora abriu um hotel de 8 suítes no “Quadrado” de Trancoso, com diárias de até R$ 4 mil e meta de faturar R$ 8 milhões no primeiro ano
O brechó físico no centro de São Paulo começou pequeno, sem provador, e foi crescendo até operar com cinco espaços de prova e uma área operacional no andar de cima. O modelo combina consignação e compra direta, com curadoria rigorosa das peças, a regra da casa é que roupas usadas só entram se estiverem em condição de serem desejadas de novo.
A pandemia fechou a loja e abriu o negócio

O golpe veio com a pandemia: a loja física fechou as portas e o movimento zerou. Foi aí que Alessandra fez a aposta que mudou a escala do negócio: transmissões ao vivo diárias nas redes sociais, mostrando as peças que entravam, com preço, marca e tamanho, e o filho, Pedro Genovesi, entrou como sócio para comandar a estratégia digital. “Live todos os dias, a gente mostra o que está entrando”, conta ela à Outra Revista.
O formato criou um casamento perfeito entre brechó e live: cada peça é única, então quem viu tem que decidir na hora. Segundo o RJ99, uma das sacadas foi vender em live o desapego de influenciadoras digitais, e o resultado ela resume numa frase: “Acabou tudo no mesmo dia”.
A máquina de urgência: sem estoque, sem segunda chance
O segredo comercial do Donna Fifi é a escassez de verdade, não a fabricada. “A gente não tem estoque. Tem aquela peça e acabou”, explica Alessandra ao RJ99, e é exatamente essa regra que transforma cada live numa corrida: quem hesita perde a peça para outra cliente que estava assistindo. No varejo tradicional, o cliente adia a compra; no brechó ao vivo, adiar é ficar sem.
Esse mecanismo explica por que o modelo escala tão rápido nas redes. A live diária vira compromisso na agenda das seguidoras, o desapego de peças únicas vira evento, e o algoritmo premia a audiência recorrente. É o mesmo motor que fez o varejo ao vivo explodir na China, reproduzido com sotaque paulistano e arara de segunda mão.
R$ 250 mil por mês e reconhecimento nacional

Os números colocaram a ex-professora em outro patamar. Além do faturamento de R$ 250 mil mensais e do time de 7 funcionários, Alessandra venceu a primeira edição do quadro “Quem Empreende Conta”, do programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, segundo o RJ99, o que deu ao Donna Fifi validação nacional. De vendedora de biquíni para alunas a case de varejo digital, a curva é de poucos anos.
O faturamento também conta uma história de produtividade rara no comércio: com peça única e curadoria, o brechó não precisa de estoque parado nem de capital travado em coleção. O dinheiro gira no ritmo das lives, e o risco de encalhe, que mata loja de roupa tradicional, praticamente desaparece.
Por que o brechó virou negócio sério no Brasil
A trajetória do Donna Fifi pega carona numa mudança de comportamento que veio para ficar. As roupas usadas deixaram de ser sinônimo de aperto e viraram consumo esperto: peça de marca por fração do preço, sustentabilidade no discurso e garimpo como diversão, uma combinação que atrai da estudante à executiva. O brechó, que era fundo de rua, virou vitrine de rede social.
Para quem empreende, o recado é direto: o setor tem barreira de entrada baixa, gira com pouco capital e ganha escala com audiência, não com metragem de loja. O que diferencia quem fatura R$ 250 mil por mês de quem vende pouco não é o produto, é o método: curadoria, constância nas lives e uma comunidade que confia na dona.
A lição da professora que virou fenômeno
Alessandra não inventou o brechó nem a live, ela juntou os dois com disciplina de professora. Aula todo dia virou live todo dia, chamada de presença virou audiência fiel, e a prova final é um negócio que fatura em um dia o que antes levava um mês. O próximo capítulo ela já anunciou ao RJ99: “Eu quero ter uma em cada cidade”.
Num país onde o varejo de moda vive de liquidação e estoque encalhado, o Donna Fifi mostra que o modelo enxuto pode ser o mais lucrativo.
Conta pra gente nos comentários: você compraria roupa de brechó por live, ou ainda prefere provar na loja antes de pagar?
