Dois caças EA-18G Growler colidiram durante show aéreo em Idaho, caíram em chamas e obrigaram quatro pilotos a se ejetarem.
Uma apresentação aérea militar nos Estados Unidos terminou em uma cena dramática no domingo, 17 de maio de 2026, quando dois caças de guerra eletrônica EA-18G Growler, da Marinha americana, colidiram em pleno voo durante o evento Gunfighter Skies Air Show, realizado na base aérea de Mountain Home, no estado de Idaho. Vídeos gravados por espectadores mostram o momento em que as aeronaves se aproximam durante a demonstração, se chocam no ar, entram em rotação descontrolada e despencam em direção ao solo enquanto enormes colunas de fumaça começam a subir próximas à base militar.
As aeronaves pertenciam ao grupo de demonstração dos “Vikings”, ligado ao esquadrão VAQ-129 da Marinha dos Estados Unidos. Segundo a Associated Press e a Reuters, os quatro tripulantes conseguiram se ejetar antes do impacto, e testemunhas registraram quatro paraquedas se abrindo poucos segundos após a colisão.
O acidente transformou instantaneamente o show aéreo em uma grande operação de emergência. Bombeiros militares, equipes médicas, helicópteros de resgate e unidades policiais foram enviados para a área do impacto, localizada a aproximadamente 3 quilômetros da base aérea. O evento foi cancelado imediatamente após o acidente.
-
China surpreende ao apresentar arma laser capaz de interceptar e destruir drones de guerra quase instantaneamente, destacando um salto tecnológico relevante para defesa aérea e aumentando a eficiência contra ameaças cada vez mais frequentes nos conflitos modernos
-
No fundo do oceano, onde passam cabos que sustentam 95% da internet global, submarinos russos capazes de descer a 6.000 metros acendem alerta mundial ao monitorar a infraestrutura invisível que mantém países, bancos, empresas e governos conectados
-
O cruzador classe Ticonderoga virou uma fortaleza de 9.800 toneladas no mar: com 122 células de lançamento vertical e sistema Aegis capaz de rastrear centenas de alvos ao mesmo tempo, o navio da Marinha dos Estados Unidos transformou a defesa aérea dos porta-aviões em uma muralha flutuante de mísseis
-
Charles de Gaulle é o colosso nuclear que coloca a França em um clube quase impossível: com 42.500 toneladas, dois reatores atômicos e autonomia para cruzar oceanos por anos sem reabastecer combustível, é o único porta-aviões nuclear em operação fora dos EUA
Vídeos mostram os dois EA-18G Growler girando no céu após colisão durante apresentação militar em Idaho
As imagens compartilhadas nas redes sociais e reproduzidas por veículos americanos mostram os dois caças voando em formação durante uma manobra do Gunfighter Skies Air Show quando ocorre a colisão.
Após o impacto, as aeronaves começam a girar rapidamente no ar antes de cair em direção ao solo. Poucos segundos depois, quatro paraquedas aparecem sobre a região do acidente.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, o acidente ocorreu nas proximidades da Mountain Home Air Force Base, uma importante instalação militar localizada cerca de 80 quilômetros a sudeste da cidade de Boise, capital do estado de Idaho.
O anúncio feito no sistema de som do evento logo após o acidente confirmou que “quatro bons paraquedas” haviam sido visualizados, frase tradicionalmente usada em acidentes aeronáuticos militares para indicar ejeção bem-sucedida dos tripulantes. Segundo relatos reproduzidos pela imprensa americana, os pilotos foram localizados cerca de uma milha ao sul da área de fumaça.
Autoridades militares não divulgaram imediatamente detalhes sobre o estado clínico dos tripulantes, mas a Associated Press informou que todos sobreviveram e passaram por avaliação médica após o resgate.
EA-18G Growler é um caça especializado em guerra eletrônica e pode custar cerca de US$ 67 milhões por unidade
O acidente chamou ainda mais atenção porque envolveu duas aeronaves consideradas altamente sofisticadas dentro da aviação militar americana. O Boeing EA-18G Growler é uma variante especializada do caça F/A-18F Super Hornet desenvolvida especificamente para guerra eletrônica.

A principal função do Growler é localizar, interferir e neutralizar radares, sistemas de comunicação e defesas aéreas inimigas. A aeronave pode realizar bloqueio eletrônico de sinais, interferência de radares e ataques eletrônicos capazes de dificultar o funcionamento de sistemas antiaéreos adversários.
O modelo entrou oficialmente em serviço operacional na Marinha dos Estados Unidos em 2009 e substituiu o antigo EA-6B Prowler nas missões de guerra eletrônica. A aeronave utiliza sensores avançados da Northrop Grumman e sistemas de interferência eletrônica integrados ao radar e aos pods externos.
Embora os valores variem conforme lote, equipamentos e contratos militares, estimativas recentes do setor de defesa apontam que cada EA-18G Growler pode custar aproximadamente US$ 67 milhões, sem considerar manutenção, armamentos e custos operacionais ao longo da vida útil.
Show aéreo Gunfighter Skies havia retornado após anos sem realização e terminou em caos após colisão
O acidente ocorreu durante o retorno do Gunfighter Skies Air Show, um tradicional evento aéreo militar americano realizado em Mountain Home. Segundo veículos locais e a Associated Press, esta era a primeira edição do evento em aproximadamente oito anos.
O show reunia apresentações militares, demonstrações de combate aéreo, equipes acrobáticas e exibições de aeronaves modernas da Força Aérea e da Marinha dos Estados Unidos. Entre as atrações programadas estavam justamente os EA-18G Growler da equipe Vikings.
Após a colisão, a polícia local e autoridades militares orientaram o público a evitar deslocamentos próximos à área do impacto. Algumas partes da base chegaram a entrar em lockdown temporário enquanto equipes de emergência combatiam incêndios causados pela queda das aeronaves.
Vídeos mostram grandes colunas de fumaça escura subindo da região do acidente, enquanto veículos de resgate se deslocavam rapidamente pela pista e pelas áreas próximas ao local da queda.
Os quatro tripulantes conseguiram escapar usando assentos ejetáveis de emergência
Um dos fatores mais importantes para evitar mortes foi o funcionamento correto do sistema de ejeção das aeronaves. O EA-18G Growler possui dois tripulantes por avião: piloto e oficial de guerra eletrônica. Com isso, as duas aeronaves envolvidas transportavam quatro militares no total.
Segundo relatos reproduzidos pela imprensa americana, os quatro conseguiram se ejetar antes do impacto no solo. O processo de ejeção em caças supersônicos ocorre em frações de segundo e utiliza assentos propelidos por explosivos e foguetes compactos para lançar os ocupantes para fora da aeronave. Depois disso, paraquedas automáticos entram em funcionamento.
A Associated Press informou que todos os tripulantes sobreviveram e foram avaliados por equipes médicas militares.
O próprio sistema de som do evento teria reforçado aos espectadores que “quatro bons paraquedas” haviam sido vistos no céu logo após o acidente, sinalizando rapidamente que os ocupantes haviam escapado da colisão.
Especialistas apontam que apresentações aéreas militares envolvem margens mínimas de erro
Embora shows aéreos militares sejam planejados com protocolos rígidos de segurança, demonstrações em baixa altitude e voos em formação sempre envolvem risco elevado. Em apresentações desse tipo, aeronaves podem operar separadas por distâncias extremamente pequenas enquanto executam curvas rápidas e mudanças bruscas de direção.
No caso do Gunfighter Skies, vídeos preliminares sugerem que os Growlers realizavam uma demonstração coordenada quando ocorreu a aproximação excessiva que terminou na colisão. Ainda não existe conclusão oficial sobre a causa do acidente.
Segundo a Reuters, autoridades da Mountain Home Air Force Base informaram que uma investigação formal foi aberta imediatamente após o acidente.
A Marinha americana normalmente conduz investigações extensas em acidentes desse tipo, analisando gravações de voo, telemetria, comunicação entre pilotos, vídeos externos, manutenção das aeronaves e condições atmosféricas no momento da apresentação.
Investigação tentará entender se houve erro humano, falha de coordenação ou problema técnico
Até o momento, as autoridades não divulgaram o que provocou a colisão. Especialistas apontam que investigações desse tipo normalmente analisam três grandes possibilidades: erro humano, falha mecânica ou perda de consciência situacional durante a formação aérea.
Vídeos preliminares sugerem que as aeronaves estavam em trajetória muito próxima no momento da manobra, mas ainda não existe confirmação oficial sobre qual dos aviões teria provocado o contato inicial.
A Reuters informou que mais detalhes deverão ser divulgados conforme a investigação avançar.
Como os quatro tripulantes sobreviveram, os investigadores terão acesso direto aos relatos dos próprios envolvidos, algo considerado extremamente importante em acidentes militares complexos.

