Duas massas de ar frio polar atingem o Sul do Brasil: a primeira derruba temperaturas para 0°C com geada entre domingo (3) e segunda (4), e a segunda onda de frio se desenha para o Dia das Mães com possibilidade de registros negativos em áreas de altitude no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O Sul do Brasil vai enfrentar duas ondas de frio consecutivas que têm potencial para congelar cidades serranas e derrubar os termômetros abaixo de zero em múltiplas regiões. A primeira massa de ar de origem polar ingressa no sábado (2) após a passagem da frente fria que leva chuva entre sexta (1) e sábado, e ganha intensidade ao longo do fim de semana com madrugadas de domingo (3) e segunda-feira (4) consideradas as mais frias do período, quando áreas da Serra do Sudeste e dos Campos de Cima da Serra no Rio Grande do Sul podem registrar temperaturas de 0°C ou valores negativos com risco de geada. A mudança será acompanhada por ventos moderados com rajadas entre 50 km/h e 60 km/h, principalmente em áreas costeiras e próximas à Lagoa dos Patos.
Antes mesmo que o frio da primeira onda arrefeça, outra já está no radar dos meteorologistas. “E para o Dia das Mães está se desenhando uma massa de ar frio de origem polar”, alerta o engenheiro agrônomo da Climaterra, Ronaldo Coutinho, indicando que a segunda semana de maio pode começar com novo episódio de temperaturas extremas que atingirão o Sul do Brasil em sequência que configura padrão de frio persistente para o início do mês. A proximidade entre as duas ondas significa que os termômetros terão pouco tempo para se recuperar entre um evento e outro, e quem mora em áreas de altitude elevada pode enfrentar dias consecutivos de frio intenso sem trégua significativa.
Como a primeira onda de frio vai atingir o Sul do Brasil

O frio começa a se instalar no sábado (2) com maior intensidade no Rio Grande do Sul, avançando para Santa Catarina e para o Paraná ao longo dos dias seguintes. A massa de ar polar chega após a passagem da frente fria que provoca chuva entre sexta e sábado, e quando o sistema frontal se afasta para o oceano, o ar gelado que vem atrás encontra céu limpo que favorece perda rápida de calor durante a noite, condição que derruba os termômetros nas madrugadas de domingo e segunda. No domingo (3), o sol volta a aparecer em grande parte da região, mas a presença da massa de ar frio impede que as temperaturas subam significativamente durante o dia.
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Os números previstos para as mínimas são suficientes para provocar geada em diversas áreas. No Rio Grande do Sul, os termômetros podem se aproximar de 0°C ou até registrar valores negativos na Serra do Sudeste e nos Campos de Cima da Serra, enquanto em outras regiões do estado as mínimas devem variar entre 5°C e 10°C com marcas ainda mais baixas em pontos isolados. A previsão de geada é mais forte para o domingo, quando a combinação entre céu aberto, vento calmo e umidade baixa cria condições ideais para formação de cristais de gelo sobre vegetação e superfícies expostas. Na segunda-feira, o fenômeno ainda pode ocorrer, mas de forma mais isolada e com menor intensidade conforme o frio começa a perder força.
O que os ventos de até 60 km/h significam para quem enfrenta o frio
A onda de frio não chega sozinha: traz consigo ventos que amplificam a sensação térmica e que podem causar problemas em áreas expostas. Rajadas entre 50 km/h e 60 km/h são previstas principalmente em regiões costeiras e próximas à Lagoa dos Patos, intensidade suficiente para derrubar galhos, arrancar toldos e dificultar a permanência ao ar livre em condições de frio que os termômetros sozinhos não capturam. A sensação térmica com vento de 60 km/h pode fazer uma temperatura de 5°C parecer menos 5°C na pele, multiplicando o desconforto e o risco para pessoas em situação de rua, idosos e crianças que são mais vulneráveis à exposição prolongada ao frio.
Os ventos também afetam a navegação e atividades pesqueiras no litoral gaúcho e catarinense. Embarcações menores devem evitar sair ao mar durante o período de rajadas mais intensas, e pescadores artesanais que dependem de condições calmas para operar enfrentam dias de paralisação forçada que reduzem a renda justamente no momento em que o frio aumenta os custos domésticos com aquecimento e alimentação. Para motoristas, o vento lateral em trechos de rodovia expostos pode afetar a estabilidade de veículos altos como caminhões e ônibus, exigindo redução de velocidade e atenção redobrada.
A segunda onda de frio que pode congelar o Dia das Mães
A previsão que mais chama atenção é a possibilidade de que uma segunda massa polar alcance o Sul do Brasil próximo ao Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio. “Volta a fazer frio. Outra massa de ar frio chega no domingo, com temperatura abaixo de zero em alguns pontos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, prevê Ronaldo Coutinho da Climaterra, indicando que áreas de maior altitude podem registrar mínimas negativas que transformam o fim de semana do Dia das Mães em ocasião onde agasalhos pesados são presente tão necessário quanto flores e chocolates. A confirmação da intensidade dessa segunda onda depende da evolução dos sistemas atmosféricos nos próximos dias, mas os modelos meteorológicos já sinalizam o padrão com consistência.
Para quem planeja celebrações ao ar livre no Dia das Mães, a segunda onda de frio exige atenção à previsão atualizada. Almoços em restaurantes com área externa, passeios em parques e viagens para a Serra podem ser afetados por temperaturas que na melhor hipótese serão frias e na pior podem se aproximar de zero, cenário que não impede a comemoração mas que obriga adaptação no vestuário e na escolha do local. A recomendação é acompanhar a previsão nos dias que antecedem a data e ter plano alternativo para ambientes internos caso o frio se confirme com a intensidade que os especialistas indicam.
O que as duas ondas de frio revelam sobre o padrão climático de maio no Sul
A sequência de duas massas polares em menos de duas semanas é sinal de que maio chegou com vocação para o inverno no Sul do Brasil. O mês historicamente marca a transição entre outono e condições mais próximas do inverno na região, e a atuação consecutiva de sistemas polares indica que a atmosfera está configurada para trazer episódios de frio intenso com frequência que pode se repetir ao longo das semanas seguintes. Para a agricultura, especialmente fruticultura e horticultura, as geadas previstas representam risco de danos que produtores precisam antecipar com medidas de proteção das plantações.
O frio que congela o Sul também encontra obstáculo natural no centro do Brasil. As massas polares que derrubam os termômetros abaixo de zero na Serra Gaúcha e nos planaltos catarinenses perdem força à medida que avançam para o Norte, e o aquecimento tropical impede que o frio mais extremo alcance estados como São Paulo e Minas Gerais com a mesma intensidade. O resultado é o contraste que o Brasil experimenta repetidamente nesta época: enquanto o Sul congela, o Centro-Oeste e o Norte mantêm temperaturas amenas ou quentes, divisão climática que faz o país parecer dois continentes diferentes ocupando o mesmo território.
E você, já está preparado para as duas ondas de frio? Planeja comemorar o Dia das Mães no frio da Serra ou no calor do litoral? Deixe sua opinião nos comentários.

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