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Aos 19 anos, filho de agricultores criou uma horta inteligente com cisterna, sensores e sistema de baixo custo para evitar desperdício de água, e o projeto venceu prêmio nacional de ciência

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 05/07/2026 às 14:59 Atualizado em 05/07/2026 às 15:21
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Jovem brasileiro criou horta inteligente com cisterna e sensores para economizar água e venceu prêmio nacional de ciência.
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Aos 19 anos, filho de agricultores criou uma horta inteligente com cisterna, sensores e sistema de baixo custo para evitar desperdício de água, e o projeto venceu prêmio nacional de ciência

Jovem brasileiro transformou a vivência no campo em uma solução tecnológica de baixo custo para irrigação, reunindo cisterna, sensores e controle automatizado em uma horta inteligente reconhecida nacionalmente por unir sustentabilidade, economia de água e aplicação prática.

Um problema comum em casas, hortas urbanas e pequenas produções agrícolas ganhou uma resposta tecnológica criada por um jovem brasileiro que cresceu no meio rural: reduzir o desperdício de água na irrigação sem depender de sistemas caros.

Filho de agricultores e diplomado pela Unoesc, Samuel Ferreira da Silva desenvolveu uma horta inteligente com cisterna, sensores e interface de controle, projeto que conquistou reconhecimento nacional no Prêmio Jovem Cientista.

A proposta chamou atenção por unir tecnologia, sustentabilidade e aplicação prática em uma solução pensada para facilitar a irrigação de hortas urbanas, mesmo entre pessoas sem conhecimento avançado em automação.

Em vez de depender de equipamentos complexos, o sistema busca tornar o cultivo mais eficiente, reduzir o consumo de água e energia e aproximar pequenos produtores e moradores urbanos de soluções acessíveis.

Horta inteligente criada por filho de agricultores venceu prêmio nacional de ciência

Segundo a Unoesc, Samuel Ferreira da Silva e o orientador Jacson Matte conquistaram o segundo lugar na categoria Ensino Superior da 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista, promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq.

Na avaliação divulgada pela universidade, o projeto propõe uma alternativa inovadora e acessível para tornar a irrigação de hortas urbanas mais eficiente, sustentável e próxima da realidade de pequenos espaços de cultivo.

Jovem brasileiro criou horta inteligente com cisterna e sensores para economizar água e venceu prêmio nacional de ciência.
Jovem brasileiro criou horta inteligente com cisterna e sensores para economizar água e venceu prêmio nacional de ciência.

Por trás da invenção está a vivência de Samuel no campo, onde ele acompanhou dificuldades enfrentadas por pequenos produtores para adotar tecnologias agrícolas capazes de economizar recursos e simplificar o manejo diário.

Entre as barreiras observadas por ele estavam o alto custo dos equipamentos e o receio de lidar com sistemas automatizados, fatores que dificultam a adoção de soluções modernas por quem precisa manter a produção funcionando.

Cisterna, sensores e controle automatizado reduzem desperdício de água

A partir dessa realidade, o estudante desenvolveu um protótipo voltado à automação da irrigação, reunindo armazenamento de água da chuva, monitoramento por sensores e uma interface gráfica criada para tornar o controle mais simples.

No sistema, uma cisterna para armazenar água da chuva, sensores para apoiar o monitoramento e uma interface gráfica intuitiva trabalham de forma integrada, dando ao projeto um caráter prático diante de um recurso essencial: a água.

O diferencial da horta inteligente aparece na tentativa de aproximar a tecnologia de pessoas que normalmente ficam distantes dela, especialmente quando automação e controle digital são associados a equipamentos caros ou grandes propriedades.

Com foco em baixo custo e replicabilidade, a proposta mostra que soluções tecnológicas também podem ser adaptadas a hortas residenciais, pequenos espaços urbanos e cultivos de menor escala.

Dentro desse funcionamento, a cisterna ocupa papel central porque permite armazenar água da chuva e reduzir a dependência de água tratada para irrigar plantas em ambientes domésticos ou comunitários.

Integrada aos sensores e ao controle automatizado, essa estrutura permite que o uso da água seja feito de forma mais racional, evitando desperdícios comuns em irrigações manuais ou sem acompanhamento constante.

Tecnologia de baixo custo aproxima inovação de hortas urbanas

Além da economia de água, o projeto também mira o uso racional de energia, já que a automação permite acionar a irrigação de maneira mais precisa conforme as necessidades do cultivo.

Em uma horta tradicional, tanto o excesso quanto a falta de água podem comprometer o desenvolvimento das plantas, aumentar gastos e dificultar a rotina de quem cuida do espaço diariamente.

O reconhecimento no Prêmio Jovem Cientista ampliou a visibilidade de uma solução nascida de uma experiência cotidiana e ligada a desafios reais da agricultura urbana, da sustentabilidade e da vida prática.

Para a Unoesc, o trabalho mostra como a computação aplicada pode contribuir para resolver problemas concretos da sociedade, especialmente quando a tecnologia é pensada para ser acessível e eficaz.

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O orientador Jacson Matte destacou, em publicação da universidade, que a área de Sistemas de Informação tem como essência desenvolver soluções capazes de tornar a tecnologia mais simples, útil e próxima das pessoas.

Segundo ele, o projeto é replicável, de baixo custo e sustentável, podendo ser aplicado para melhorar a produção agrícola urbana sem transformar a tecnologia em uma barreira para o usuário.

Essa avaliação reforça um ponto central da invenção: a tecnologia não aparece como fim em si mesma, mas como ferramenta para facilitar o cultivo, reduzir desperdícios e apoiar práticas mais eficientes.

Projeto conecta vivência rural, agricultura urbana e sustentabilidade

A trajetória de Samuel também chama atenção por conectar campo e cidade, já que a inspiração veio da vivência rural, mas a solução foi pensada para hortas urbanas.

Casas, escolas, condomínios e pequenos espaços comunitários estão entre os ambientes em que esse tipo de proposta pode dialogar com pessoas interessadas em cultivo, economia e sustentabilidade.

Essa ponte entre realidades diferentes amplia o alcance da pauta, porque o problema da irrigação eficiente não pertence apenas ao campo e também aparece em ambientes urbanos de cultivo.

O projeto conversa com um cenário em que o cultivo doméstico e comunitário ganha espaço entre pessoas interessadas em alimentação, economia de recursos naturais e formas mais sustentáveis de produção.

Como hortas urbanas dependem de manejo constante, a irrigação costuma ser uma das etapas mais sensíveis, sobretudo quando não há controle preciso sobre a quantidade de água usada.

Um sistema capaz de armazenar água da chuva, monitorar condições e automatizar parte do processo pode reduzir perdas, facilitar a rotina e tornar a manutenção da horta mais eficiente.

A solução criada por Samuel não se apoia em uma promessa distante, mas em um protótipo reconhecido em premiação nacional e desenvolvido a partir de um problema concreto.

De acordo com a Unoesc, o estudante pretende continuar aprimorando o projeto no mestrado, com novas possibilidades para coleta de dados via sensores, melhorias de segurança e desenvolvimento de um servidor centralizado.

Esse avanço busca tornar a ferramenta mais eficiente e escalável, mantendo o foco original em acessibilidade e no uso prático da tecnologia em sistemas de irrigação de baixo custo.

Mesmo ainda podendo passar por aperfeiçoamentos técnicos, a horta inteligente já apresenta uma combinação forte: água da chuva, sensores, controle simples e baixo custo aplicados a uma necessidade cotidiana.

Para leitores fora do universo acadêmico, o apelo está em entender como uma experiência familiar no campo se transformou em uma tecnologia premiada e voltada a problemas comuns.

A força da história também está no contraste entre simplicidade e impacto, já que uma cisterna, sensores e uma interface de controle formam um sistema ligado a debates atuais sobre sustentabilidade.

Em vez de nascer restrita a laboratórios ou grandes empresas, a invenção partiu da observação de um problema vivido por famílias e pequenos produtores que lidam diariamente com irrigação.

No centro da pauta está um jovem que identificou uma dificuldade concreta e buscou uma resposta aplicável, reconhecida nacionalmente por unir tecnologia, economia de recursos e agricultura urbana.

A premiação deu alcance nacional à ideia, mas o interesse público se sustenta na possibilidade de transformar práticas comuns de irrigação em processos mais eficientes e acessíveis.

Para quem cultiva uma horta em casa ou trabalha com pequenas produções, a pergunta é direta: quanto de água ainda é desperdiçado por falta de soluções simples como essa?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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