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Pouca gente sabe, mas esse homem é uma ‘máquina de gerar dinheiro’, construiu o maior banco da América Latina, administra cerca de R$ 2 trilhões em ativos e trinta milhões de brasileiros

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 28/02/2026 às 22:53
Dono do Brasil? André Esteves a máquina de gerar dinheiro: Bilionário da zona Norte do Rio construiu o maior banco da América Latina, administra cerca de R$ 2 trilhões em ativos e trinta milhões de brasileiros
Dono do Brasil? André Esteves a máquina de gerar dinheiro: Bilionário da zona Norte do Rio construiu o maior banco da América Latina, administra cerca de R$ 2 trilhões em ativos e trinta milhões de brasileiros
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Descubra como o BTG, comandado por André Esteves, se tornou o maior banco da América Latina, transformando o bilionário em símbolo de fortuna, partnership agressiva e uma máquina de gerar dinheiro que hoje influencia a infraestrutura do Brasil.

O homem que transformou o BTG em uma máquina de gerar dinheiro no Brasil. Se existe um nome que atravessa o capitalismo brasileiro como se tivesse cadeira cativa em qualquer mesa de decisão, esse nome é André Esteves. À frente do BTG, considerado o maior banco da América Latina em investimentos, ele construiu uma trajetória que mistura risco calculado, partnership implacável e uma leitura cirúrgica das crises.

O resultado? Uma fortuna que gira na casa dos R$ 100 bilhões e um banco que virou sinônimo de máquina de gerar dinheiro no Brasil.

Hoje, o BTG Pactual administra cerca de R$ 2 trilhões em ativos e possui valor de mercado superior a R$ 300 bilhões, segundo dados públicos da própria área de relações com investidores do banco e informações disponíveis na B3.

No último ano, o lucro líquido ultrapassou a casa dos bilhões, mantendo a média próxima de R$ 1 bilhão por mês. Números que explicam por que muitos já chamam Esteves, em tom provocativo, de “dono do Brasil”.

Mas essa história começa longe da elite financeira.

Da Tijuca ao topo: o início improvável de um bilionário

André Esteves nasceu em 1968, cresceu na Tijuca e não veio da aristocracia do Leblon. Filho de professora universitária, criado praticamente pela mãe e pela avó, escolheu matemática e ciência da computação na UFRJ. Nada de roteiro tradicional da Faria Lima.

Em 1989, aos 21 anos, entrou no banco Pactual como analista de sistemas. O ambiente era altamente competitivo. O banco havia sido fundado por nomes como Luiz César Fernandes, Paulo Guedes e André Jacurski.

A cultura importada do lendário Banco Garantia era simples e brutal: salário fixo baixo, bônus ilimitado e chance real de virar sócio comprando sua própria cadeira. Era o modelo de partnership levado ao extremo.

Esteves não demorou. Migrou para a mesa de operações e, aos 24 anos, tornou-se o sócio mais jovem da história do banco. O Pactual crescia cerca de 30% ao ano. A nova geração passou a dominar os lucros.

A queda do fundador e o nascimento de uma nova era

Enquanto a ala jovem operava com obsessão por eficiência, o fundador Luiz César Fernandes decidiu criar a Latin America Private Equity. A ideia era usar bônus milionários para adquirir empresas.

A execução foi desastrosa. Compras sem due diligence adequada, ativos problemáticos e gestão marcada por excessos. Em 1998, o rombo chegou a US$ 142 milhões. Insolvente, o fundador pediu adiantamento de bônus futuros.

Os sócios inicialmente aceitaram, mas recuaram dias depois. Liderados por nomes como Eduardo Plass, Gilberto Sayão e o próprio Esteves, impuseram um ultimato: capitalizamos o banco, mas você entrega o controle.

Em 1999, Luiz César vendeu sua participação final de 14% por US$ 84 milhões e saiu discretamente. A partir dali, o comando ficou com um grupo jovem e agressivo. O Pactual virou a casa mais rentável do país.

De intermediador a tomador de risco

A estratégia mudou radicalmente. O banco deixou de apenas estruturar operações para clientes e passou a usar capital próprio para assumir posições. Liderou emissões, coordenou IPOs e se tornou protagonista no boom da Bovespa.

Entre 2003 e 2006, esteve entre os três maiores coordenadores de ofertas públicas no Brasil. Em 2004, participou de 8 das 11 ofertas realizadas no país. Os ativos sob gestão saltaram de US$ 6 bilhões para mais de US$ 25 bilhões em poucos anos.

O valuation disparou.

UBS comprou o Pactual por US$ 2,6 bilhões, podendo chegar a US$ 3,1 bilhões e o retorno estratégico

Em 2006, o UBS comprou o Pactual por US$ 2,6 bilhões, podendo chegar a US$ 3,1 bilhões. Pagou múltiplos entre 13 e 15 vezes o lucro — um prêmio raro para bancos brasileiros.

Esteves virou chefe global de renda fixa do UBS. Mas o choque cultural foi inevitável. Estrutura hierarquizada, bônus represados, menor apetite a risco. Ele queria acelerar. O banco queria frear.

Antes do UBS ser resgatado pelo governo suíço na crise de 2008 — episódio amplamente documentado pela Reuters — Esteves saiu.

Impedido de abrir banco até 2011, criou o BTG Investments. Em meio ao caos global, comprou a operação brasileira do Lehman Brothers e revendeu dias depois com lucro. Movimento rápido. Cirúrgico.

Em 2009, voltou ao jogo grande: recomprou o Pactual por US$ 2,5 bilhões. Quando vendeu, o patrimônio era US$ 400 milhões. Quando recomprou, era US$ 2,1 bilhões. Pagou praticamente o mesmo por um banco cinco vezes maior.

Escala global e ambição sem freio

Na década seguinte, o BTG acelerou. Em 2010, levantou US$ 1,8 bilhão com investidores como o GIC de Singapura e fundos soberanos asiáticos. Em 2012, fez IPO levantando mais de US$ 2 bilhões.

Comprou a chilena Celfin, a colombiana Bolsa y Renta e, na Suíça, o BSI por US$ 1,7 bilhão — maior aquisição internacional feita por um banco brasileiro.

Mas a jogada doméstica mais ousada foi o Banco Pan, adquirido por R$ 450 milhões após fraudes que quase o levaram à falência. O BTG saneou a operação e transformou no atual Banco PAN, que encerrou 2024 com lucro de R$ 855 milhões e mais de 31 milhões de clientes.

O choque de 2015: prisão e teste da partnership

Em 25 de novembro de 2015, André Esteves foi preso preventivamente na Lava-Jato. As ações caíram 40%. Clientes sacaram bilhões.

O mercado apostava na quebra.

Os sócios escolheram defender a instituição. Venderam ativos, incluindo o BSI, liquidaram posições e honraram saques. Nenhum sócio relevante abandonou o barco. A partnership provou seu valor.

Anos depois, o STF anulou o processo. O banco havia sobrevivido.

Da Faria Lima para a infraestrutura do Brasil

A lição foi clara: depender apenas de ativos financeiros era arriscado. Era hora de comprar infraestrutura.

O caso emblemático foi a MPX, de Eike Batista. O BTG converteu dívida em ações, assumiu o controle e a empresa virou Eneva. Hoje é a maior operadora privada de gás natural do Brasil, com valor de mercado superior a R$ 40 bilhões.

Em 2024, uma operação de aumento de capital diluiu a participação da família Moreira Sales. Em janeiro de 2026, a saída foi concluída. O controle ficou concentrado no grupo ligado ao BTG.

O movimento consolidou influência sobre ativos estratégicos de energia, reforçando a imagem de que o banco deixou de ser apenas banco e passou a operar no coração da economia real.

A expansão para o varejo e o investidor comum

Até 2015, o BTG atendia basicamente empresas e famílias ultra ricas. Havia limite para crescer.

A solução foi escala. O BTG Pactual Digital democratizou produtos antes restritos à elite. O banco passou a disputar o investidor de classe média.

Com isso, o grupo atende hoje mais de 30 milhões de brasileiros.

A compra simbólica da JGP

No topo da pirâmide, o BTG comprou a área de gestão de fortunas da JGP, fundada por André Jacurski — mentor de Esteves. Um ciclo fechado.

O estagiário que entrou em 1989 terminou adquirindo a empresa do antigo mestre.

O sistema operacional do capitalismo brasileiro

No fim das contas, André Esteves construiu algo maior que um banco. Construiu um sistema. Um conglomerado que atua em energia, crédito, gestão de ativos, private banking, varejo e investimentos.

Uma engrenagem desenhada para lucrar com volatilidade, risco e crises do Brasil.

É por isso que o BTG virou sinônimo de potência financeira. E é por isso que muitos enxergam Esteves como mais que um banqueiro, enxergam um estrategista que aprendeu a transformar turbulência em oportunidade.

Se você chegou até aqui, quero saber sua opinião: André Esteves é apenas um bilionário brilhante ou realmente se tornou uma peça central da engrenagem econômica do país? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe este artigo com quem gosta de entender como o poder financeiro funciona nos bastidores do Brasil.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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