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Dodge Charger abandona V8 HEMI, adota motor Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv, faz 0 a 60 mph em 3,9 s e mantém tração integral de série com opção traseira sob demanda

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Escrito por Carla Teles Publicado em 28/09/2026 às 12:40 Atualizado em 28/09/2026 às 14:18
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Dodge Charger abandona V8 HEMI, adota motor Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv, faz 0 a 60 mph em 3,9 s e mantém tração integral de série com opção traseira sob demanda (5)
Dodge Charger troca V8 HEMI pelo Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv e mantém tração integral, com 0 a 60 mph em 3,9 s. Imagem: Divulgação/Dodge-Stellantis.
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Dodge Charger troca V8 HEMI pelo Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv, mantém tração integral e acelera de 0 a 60 mph em 3,9 s.

O Dodge Charger entra em uma nova fase mecânica ao deixar de depender do tradicional V8 HEMI nas versões a combustão e adotar o Hurricane SIXPACK 3.0 biturbo de seis cilindros em linha. Na configuração High Output do Scat Pack, o novo conjunto entrega 550 cv, acelera de 0 a 60 mph em 3,9 segundos e mantém tração integral de série, com possibilidade de enviar 100% do torque ao eixo traseiro sob demanda.

Segundo informações publicadas pelo Mecânica Online em 27 de setembro de 2026, a nova geração do Dodge Charger utiliza a plataforma STLA Large e será oferecida com sistemas de propulsão distintos. Além das versões SIXPACK a combustão, a família inclui o Charger Daytona elétrico, enquanto a arquitetura permite carrocerias de duas ou quatro portas e tração integral em todos os modelos.

Hurricane 3.0 biturbo assume o lugar do V8 HEMI

Dodge Charger troca V8 HEMI pelo Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv e mantém tração integral, com 0 a 60 mph em 3,9 s.
Imagem: Divulgação/Dodge-Stellantis.

A mudança mais simbólica do novo Dodge Charger está sob o capô das versões a combustão. O antigo V8 HEMI dá lugar ao Hurricane SIXPACK 3.0 biturbo de seis cilindros em linha, uma decisão que altera profundamente a identidade mecânica de um dos muscle cars mais conhecidos dos Estados Unidos. A Dodge sustenta que o novo motor supera os V8 substituídos em potência, torque e aceleração.

No Charger R/T, o SIXPACK entrega 420 cv e 468 lb-ft de torque. Já o Scat Pack recebe a configuração High Output, com 550 cv e 531 lb-ft. A proposta é compensar a redução no número de cilindros com sobrealimentação, injeção de alta pressão e gerenciamento mais sofisticado do conjunto, sem abandonar o foco em desempenho que marcou as gerações anteriores.

Scat Pack de 550 cv acelera mais rápido que o antigo HEMI 6.4

Na comparação divulgada pela Dodge, o antigo Charger Scat Pack com HEMI 6.4 V8 produzia 485 cv e 475 lb-ft. O novo Dodge Charger Scat Pack com Hurricane SIXPACK chega a 550 cv e 531 lb-ft, elevando tanto a potência quanto o torque em relação ao conjunto anterior.

O ganho aparece também na aceleração. O novo modelo faz de 0 a 60 mph em 3,9 segundos, contra 4,2 segundos do V8 6.4. No quarto de milha, o tempo cai de 12,4 para 12,2 segundos. Os números divulgados pela fabricante mostram que a troca do V8 pelo seis cilindros não resultou em perda de desempenho nas medições apresentadas.

R/T também melhora números diante do antigo V8 5.7

Dodge Charger troca V8 HEMI pelo Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv e mantém tração integral, com 0 a 60 mph em 3,9 s.
Imagem: Divulgação/Dodge-Stellantis.

A versão R/T segue a mesma lógica, mas com calibração menos potente. O Hurricane SIXPACK entrega 420 cv e 468 lb-ft, enquanto o antigo HEMI 5.7 V8 tinha 370 cv e 395 lb-ft. A diferença representa 50 cv e 73 lb-ft adicionais para o novo conjunto.

Na aceleração de 0 a 60 mph, o tempo informado passa de 5,1 segundos no antigo V8 para 4,6 segundos com o novo motor. O quarto de milha melhora de 13,5 para 12,9 segundos. Mesmo abaixo do Scat Pack, o R/T mostra que a substituição do V8 veio acompanhada de ganhos objetivos nos dados apresentados pela própria Dodge.

Motor usa dois turbos, injeção direta de 350 bar e intercooler água-ar

O Hurricane SIXPACK utiliza bloco de alumínio fundido, componentes internos de aço forjado e injeção direta de combustível trabalhando a 350 bar. O conjunto também adota duplo comando de válvulas no cabeçote com variação independente e intercooler água-ar para controlar a temperatura do ar admitido.

Na versão High Output de 550 cv, dois turbocompressores contrarrotativos são usados para melhorar resposta e fluxo de ar. Segundo a Dodge, o motor disponibiliza 88% do torque máximo já a 2.500 rpm e mais de 90% entre 3.000 e 6.000 rpm. Essa faixa ampla de entrega ajuda a explicar como o seis cilindros consegue combinar resposta forte com desempenho superior ao dos V8 comparados pela marca.

Tração integral é de série, mas eixo traseiro pode assumir sozinho

Dodge Charger troca V8 HEMI pelo Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv e mantém tração integral, com 0 a 60 mph em 3,9 s.
Imagem: Divulgação/Dodge-Stellantis.

Todos os novos Dodge Charger têm tração integral de série, uma mudança importante na forma como a potência é transmitida ao solo. Nos modelos SIXPACK, porém, o motorista pode selecionar um modo que envia 100% do torque às rodas traseiras, transformando temporariamente a configuração de tração sem eliminar o sistema integral.

No Scat Pack, o Line Lock também é equipamento de série. O recurso mantém os freios dianteiros aplicados, desconecta o eixo dianteiro e permite que as rodas traseiras girem para aquecer os pneus antes de uma arrancada. No R/T, a função depende do pacote Performance Handling Group. A combinação de tração integral e opção traseira sob demanda tenta preservar parte do comportamento tradicional esperado de um muscle car.

Plataforma STLA Large também sustenta o Charger elétrico

A nova geração não se limita ao motor Hurricane. A plataforma STLA Large foi projetada para receber diferentes sistemas de propulsão e também sustenta o Charger Daytona elétrico. Nessa configuração, a arquitetura trabalha com 400 volts, bateria de 100,5 kWh e módulos elétricos instalados nos eixos dianteiro e traseiro.

O Daytona R/T entrega 536 cv, enquanto o Daytona Scat Pack chega a 670 cv. Segundo a Dodge, a versão mais potente acelera de 0 a 60 mph em 3,3 segundos e completa o quarto de milha em 11,5 segundos. Isso coloca lado a lado duas interpretações de alto desempenho dentro da mesma família: combustão biturbo e propulsão totalmente elétrica.

Freios, suspensão e recursos eletrônicos acompanham o salto de desempenho

Dodge Charger troca V8 HEMI pelo Hurricane 3.0 biturbo de 550 cv e mantém tração integral, com 0 a 60 mph em 3,9 s.
Imagem: Divulgação/Dodge-Stellantis.

O Dodge Charger também recebeu soluções voltadas a frenagem e controle dinâmico. O Daytona Scat Pack usa discos ventilados Brembo de 16 polegadas, com pinças de seis pistões na dianteira e quatro na traseira. O SIXPACK Scat Pack também utiliza pinças dianteiras Brembo de seis pistões.

A suspensão adota configuração multilink na dianteira e independente multilink na traseira, enquanto o amortecimento adaptativo pode alterar suas respostas conforme a utilização. Nos modelos SIXPACK, o Launch Control permite ajustar a rotação antes da largada e aproveitar a pressão dos turbocompressores antes da liberação dos freios. O conjunto mostra que a mudança de motor veio acompanhada de uma revisão mais ampla da dinâmica do carro.

Novo Dodge Charger troca tradição mecânica por desempenho medido

A saída do V8 HEMI representa uma ruptura histórica para o Dodge Charger, mas os números divulgados pela fabricante apontam para ganhos de desempenho nas versões a combustão. O Hurricane SIXPACK de 550 cv é mais potente que o antigo HEMI 6.4, acelera mais rápido de 0 a 60 mph e mantém recursos voltados ao uso esportivo.

Ao mesmo tempo, a tração integral de série e a possibilidade de direcionar toda a força ao eixo traseiro criam uma combinação diferente da encontrada nas gerações anteriores. O novo Charger preserva a proposta de alto desempenho, mas troca a fórmula mecânica que marcou parte de sua história. Para você, um Dodge Charger sem V8 HEMI continua tendo a mesma identidade ou o ganho de desempenho justifica a mudança? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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