Toyota RAV4 combina sistema híbrido de 239 cv, consumo de 22,8 km/l e autonomia teórica superior a 1.000 km, mas preço chega a R$ 349.290.
O Toyota RAV4 voltou ao centro das atenções no Brasil após um teste instrumentado mostrar números que aproximam eficiência e desempenho em um mesmo SUV. Na versão SX HEV, o modelo registrou 22,8 km/l no uso urbano, entregou potência combinada de 239 cv e acelerou de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, enquanto o tanque de 55 litros permite projetar autonomia teórica superior a 1.000 quilômetros.
Segundo informações publicadas pelo Motor1 Brasil em 27 de setembro de 2026, o Toyota RAV4 avaliado pertence à sexta geração e custa R$ 349.290 na versão SX testada. O SUV médio importado do Japão mantém sistema híbrido pleno sem necessidade de recarga externa, usa tração integral elétrica e recebeu cabine renovada, equipamentos atualizados e novos recursos de assistência à condução.
Toyota RAV4 combina motor 2.5 com dois conjuntos elétricos

O Toyota RAV4 SX HEV utiliza um motor 2.5 aspirado de quatro cilindros, com 186 cv e 22,5 kgfm, associado a motores elétricos. A unidade elétrica principal entrega 136 cv e 21,2 kgfm, enquanto o motor instalado no eixo traseiro fornece 54 cv e 12,3 kgfm. A potência combinada do sistema chega a 239 cv, administrada por uma transmissão automática do tipo transeixo híbrido.
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A arquitetura também permite tração integral sem a necessidade de um eixo cardã ligando mecanicamente os eixos dianteiro e traseiro. O motor elétrico posterior participa da distribuição de força conforme a condição de aderência e a demanda do motorista. A proposta não é transformar o RAV4 em um esportivo, mas oferecer resposta forte sem abandonar a eficiência que caracteriza o sistema híbrido da Toyota.
Consumo urbano de 22,8 km/l é um dos destaques do teste
No teste instrumentado, o Toyota RAV4 registrou 22,8 km/l na cidade e 18,6 km/l na estrada, sempre com gasolina. O resultado urbano chama atenção porque o SUV pesa 1.770 kg, tem tração integral e potência combinada de 239 cv. Em condições urbanas, o sistema aproveita desacelerações e frenagens para recuperar energia e utilizar com maior frequência a propulsão elétrica.
Na estrada, com velocidades mais constantes e elevadas, o motor a combustão passa a trabalhar por uma parcela maior do tempo, o que ajuda a explicar a diferença de consumo entre os dois cenários. A bateria tem 1,6 kWh e não depende de tomada. Ela funciona como um reservatório de energia alimentado pelo próprio conjunto híbrido e pela regeneração durante a condução.
Autonomia teórica passa de 1.000 km com tanque de 55 litros

Com tanque de 55 litros e os números obtidos no teste, o Toyota RAV4 alcança autonomia teórica superior a 1.000 quilômetros tanto no cenário urbano quanto no rodoviário. A projeção é matemática e não significa que todo motorista repetirá esse alcance em uso real, já que velocidade, relevo, trânsito e estilo de condução alteram o resultado.
Ainda assim, a combinação de baixo consumo e tanque relativamente grande ajuda a mostrar uma das vantagens práticas do sistema híbrido convencional. O motorista não precisa recarregar o veículo em tomada e pode manter a rotina de abastecimento tradicional, enquanto o próprio carro administra a energia elétrica gerada e recuperada durante o trajeto.
Desempenho coloca o SUV em 100 km/h em 7,5 segundos
A eficiência não impediu o Toyota RAV4 de entregar números fortes de aceleração. No teste, o SUV foi de 0 a 60 km/h em 3,4 segundos, chegou aos 80 km/h em 5,2 segundos e completou o 0 a 100 km/h em 7,5 segundos. Na última medição, percorreu 125,3 metros até atingir a velocidade de 100 km/h.
As retomadas também mostraram resposta rápida. De 40 a 100 km/h, o modelo precisou de 5,7 segundos, enquanto a passagem de 80 a 120 km/h foi concluída em 5,1 segundos, ambas em modo S. Esses números reforçam que os 239 cv não aparecem apenas na ficha técnica, mas também nas situações de aceleração e ultrapassagem avaliadas no teste.
Nova geração moderniza cabine sem abandonar comandos físicos

A sexta geração do Toyota RAV4 preserva a arquitetura TNGA e recebeu mudanças importantes no interior. O painel de instrumentos passou a ser digital, enquanto a central multimídia tem 12,9 polegadas e o quadro de instrumentos mede 12,3 polegadas. Mesmo com a atualização, a Toyota manteve comandos físicos para funções de uso cotidiano.
A versão SX inclui rodas de 20 polegadas, teto solar panorâmico, bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, sistema de áudio JBL, head-up display e câmera de 360 graus. O Toyota Safety Sense 4.0 reúne controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, assistência de permanência em faixa e reconhecimento de sinalização.
Medidas e espaço mantêm proposta de SUV médio

O Toyota RAV4 mede 4,60 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e tem 2,69 metros de entre-eixos. O porta-malas informado no teste oferece 456 litros, enquanto o peso em ordem de marcha chega a 1.770 kg. A suspensão dianteira é do tipo McPherson e a traseira utiliza esquema multilink.
Segundo a avaliação publicada, o conjunto transmite sensação de solidez tanto em ambiente urbano quanto em rodovia. A calibração é descrita como mais firme, mas compatível com a proposta familiar do modelo. A tração integral elétrica acrescenta uma camada de controle sem alterar a lógica de funcionamento do sistema híbrido pleno.
Preço de R$ 349.290 coloca o RAV4 em disputa difícil
Se consumo e desempenho aparecem como pontos fortes, o preço é o principal obstáculo do Toyota RAV4 no Brasil. A versão S parte de R$ 317.190, enquanto a SX utilizada no teste custa R$ 349.290. Por ser importado do Japão, o modelo chega a uma faixa em que disputa espaço com SUVs eletrificados de diferentes propostas.
Entre os concorrentes citados pela fonte estão BYD Song Plus e GWM Haval H6, modelos que utilizam soluções híbridas plug-in em parte de suas versões. A comparação não é direta porque o RAV4 segue a lógica do híbrido pleno, dispensando recarga externa. O preço elevado, portanto, coloca em confronto duas qualidades objetivas do modelo: eficiência elevada e custo de aquisição também elevado.
Eficiência e desempenho dividem atenção com o preço no Brasil
Os números do teste ajudam a explicar o posicionamento do Toyota RAV4. São 239 cv de potência combinada, 22,8 km/l no uso urbano, 18,6 km/l na estrada, aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos e autonomia teórica superior a 1.000 quilômetros, tudo isso sem necessidade de recarga externa.
Ao mesmo tempo, os R$ 349.290 cobrados pela versão SX colocam o SUV em uma faixa mais restrita do mercado brasileiro. O RAV4 entrega eficiência e desempenho em um pacote tecnicamente consistente, mas o preço permanece como a principal barreira apontada no teste. Para você, um SUV híbrido que faz 22,8 km/l e passa de 1.000 km de autonomia teórica justifica custar cerca de R$ 349 mil? Deixe sua opinião nos comentários.

