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A pensão que parecia irrevogável pode perder força com um simples exame: entenda como o PL 5.885/2025 transforma a regra da prisão civil ao considerar a ausência de paternidade comprovada

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 24/11/2025 às 08:15
Homem aliviado segurando um teste de DNA com resultado negativo, simbolizando a dispensa da prisão por atraso de pensão conforme proposta do PL 5.885/2025.
Homem demonstra alívio ao receber teste de DNA negativo, cenário que reflete a proposta em debate no Congresso para impedir prisão civil em casos sem vínculo biológico.
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Projeto propõe impedir prisão civil por dívida alimentar quando exames de DNA afastarem vínculo biológico

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados vem mudando a forma como o país discute casos de pensão alimentícia, especialmente quando exames de DNA afastam qualquer vínculo biológico. Por isso, o tema ganhou força política e jurídica dentro do Congresso.

Em 18 de novembro de 2025, o deputado Kim Kataguiri, do União Brasil de São Paulo, levou o Projeto de Lei 5.885/2025 à Mesa Diretora da Câmara. Desde então, a proposta atrai atenção porque impede a prisão civil por dívida alimentar sempre que um laudo oficial comprova claramente que não existe relação biológica entre o suposto pai e a criança. Além disso, o texto autoriza o investigado a solicitar a exoneração imediata da pensão assim que o exame confirma a ausência de paternidade.

O deputado afirma que a medida acompanha a evolução dos meios de prova. Ele defende que a Justiça não deve punir homens que a ciência já desvinculou do caso. Para Kataguiri, a prisão civil nesses cenários afronta princípios constitucionais ligados à dignidade humana, à razoabilidade e à justiça.

Texto prevê exoneração imediata se não houver laço biológico com alimentado.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Investigação técnica e fundamentos jurídicos da proposta

Kataguiri destaca que os avanços nos métodos de identificação biológica tornaram o exame de DNA uma ferramenta objetiva e decisiva. Por isso, segundo ele, o Judiciário precisa atualizar suas interpretações. Ele considera injusto exigir o pagamento de pensão após um laudo negativo e, além disso, permitir que o investigado enfrente risco de prisão civil. Para o parlamentar, esse tipo de situação não combina com garantias constitucionais.

O deputado também reforça que o projeto não abandona crianças ou adolescentes. Quando não há genitor identificado, o Estatuto da Criança e do Adolescente determina que o Estado deve assumir políticas públicas de assistência e proteção. Dessa maneira, ele afirma que o texto corrige distorções e reorganiza responsabilidades.

O projeto determina que o juiz exonere a pensão assim que o laudo negativo entra no processo. Ele também impede pedidos de prisão civil relacionados a cobranças feitas após a comprovação da inexistência de vínculo biológico. Dessa forma, o parlamentar reorganiza a dinâmica processual e reduz medidas coercitivas indevidas.

Consequências sociais e jurídicas da proposta

A proposta reacende debates sobre paternidade, responsabilidade familiar e o papel do Estado na proteção de menores sem registros definidos. Especialistas afirmam que os tribunais lidam frequentemente com casos complexos envolvendo paternidade socioafetiva, pensões acumuladas e disputas judiciais longas. Por isso, eles defendem análises técnicas mais precisas.

Kataguiri concentra o projeto na responsabilização biológica. Ele estabelece que o Estado assuma o cuidado de crianças sem genitor identificado, conforme determina o ECA. Dessa forma, o parlamentar reforça que a coerção por prisão só faz sentido quando existe base jurídica legítima para a cobrança.

Tramitação e próximos passos na Câmara

O PL 5.885/2025 permanece na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que decidirá o destino da proposta nas comissões. A tendência é que o texto siga para áreas como Direitos Humanos, Seguridade Social e Constituição e Justiça, todas responsáveis por temas ligados ao impacto jurídico e social da medida.

Após essa distribuição, o projeto passará por relatoria, debates e possíveis ajustes. Só depois dessas etapas ele poderá avançar para votação em plenário.

O impacto da proposta no cenário jurídico brasileiro

Especialistas entrevistados por veículos de imprensa afirmam que o tema deve gerar debates intensos porque envolve responsabilidade familiar, garantias constitucionais e proteção da infância. Eles também consideram que, apesar de o projeto tratar apenas de casos em que o vínculo biológico foi descartado, sua aprovação pode influenciar discussões maiores sobre paternidade, efeitos de decisões antigas e políticas de assistência social.

O texto apresentado por Kim Kataguiri coloca uma questão central: como equilibrar ciência, justiça individual e proteção social sem prejudicar direitos fundamentais de crianças e adolescentes? Além disso, o debate levanta outra dúvida: como impedir que pessoas sem vínculo biológico continuem carregando obrigações alimentares que nunca deveriam ter assumido?

Nesse cenário, surge a pergunta final: qual deve ser o caminho ideal para o Brasil? Ajustar a legislação rapidamente para impedir prisões injustas ou construir um modelo mais amplo de proteção social que considere diferentes realidades familiares?

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Katia Godinho
Katia Godinho
24/11/2025 11:27

Acho que quem deve assumir as crianças são seus genitores (pai e mãe), as mulheres estão tendo filhos, sem a menor responsabilidade. Digo sim, as mulheres, porque somos nós que engravidam os e temos que ser responsáveis em nós precaver.

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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