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Dinheiro esquecido pode virar alívio imediato para dívidas com novo Desenrola e condições inéditas no Brasil

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 04/05/2026 às 17:12
Atualizado em 04/05/2026 às 17:14
Novo Desenrola pode usar dinheiro esquecido para reduzir dívidas
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Programa redesenhado promete aliviar inadimplência com condições facilitadas, uso estratégico de recursos esquecidos e limites que incluem até restrições a apostas online

O dinheiro esquecido em bancos pode ganhar um novo papel na economia brasileira — e, desta vez, com impacto direto no bolso de milhões de inadimplentes. O governo federal anunciou que esses valores serão utilizados como garantia para impulsionar o novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola, trazendo juros mais baixos, descontos expressivos e prazos ampliados.

A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que detalhou o uso de recursos disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR), além de fundos públicos já existentes. A estratégia, segundo ele, busca reduzir o custo do crédito e ampliar o alcance do programa em um cenário de alto endividamento das famílias brasileiras.

Governo aposta em bilhões esquecidos para destravar crédito

Em um movimento considerado ousado, o governo prevê utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos no novo Desenrola. Parte significativa desse montante virá de recursos não resgatados pelos cidadãos, atualmente mantidos na tesouraria do sistema financeiro.

Nesse sentido, a estimativa é mobilizar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões apenas com esses valores esquecidos. Além disso, o plano inclui o direcionamento de R$ 2 bilhões já disponíveis no Fundo de Garantia de Operações (FGO), com possibilidade de novos aportes que podem chegar a R$ 5 bilhões.

Enquanto isso, o governo busca criar um ambiente mais favorável para renegociação, permitindo que instituições financeiras ofereçam condições mais acessíveis sem assumir riscos elevados.

Quem poderá participar e quais dívidas entram no programa

O novo Desenrola foi desenhado especialmente para atender famílias endividadas. De acordo com o governo, poderão ser renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, desde que estejam em atraso entre 90 dias e até dois anos.

Entre as modalidades contempladas estão:

  • Cartão de crédito
  • Cheque especial
  • Crédito pessoal (CDC)

Além disso, o programa prevê condições consideradas mais vantajosas do que as praticadas atualmente no mercado. A taxa de juros terá limite máximo de 1,99% ao mês, com prazo de pagamento que pode chegar a 48 meses.

Por outro lado, o governo também estabeleceu critérios que buscam incentivar o uso responsável do crédito, evitando que o ciclo de endividamento se repita.

Descontos podem chegar a 90% e uso do FGTS entra na estratégia

Um dos pontos mais atrativos do programa está nos descontos oferecidos. Os beneficiários poderão obter reduções entre 30% e 90% no valor total das dívidas, dependendo das condições de negociação.

Além disso, será permitido o saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar na quitação dos débitos. Essa medida reforça a tentativa do governo de ampliar a capacidade de pagamento das famílias e acelerar a recuperação financeira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia antecipado detalhes do programa em pronunciamento na véspera do Dia do Trabalhador. Segundo ele, o Desenrola também poderá incluir renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), ampliando ainda mais o alcance da iniciativa.

Regra inesperada: beneficiários ficam fora de apostas online

Em meio às medidas econômicas, uma regra chamou atenção. Durante o anúncio, Lula reforçou que os participantes do programa não poderão acessar plataformas de apostas online por um período de um ano.

“Vamos fazer tudo isso com Fundo Garantidor, mas vocês não podem jogar em bet”, declarou o presidente, sinalizando uma preocupação com o uso do dinheiro e o risco de agravamento da situação financeira.

A medida, embora controversa, faz parte de uma tentativa mais ampla de promover educação financeira e evitar que os recursos liberados sejam direcionados para atividades de alto risco.

Fonte: CNN Brasil

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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