A UFC cedeu patente e o curativo de pele de tilápia chegará a hospitais com produção industrial prevista para começar até 2027.
A produção industrial do inovador curativo biológico feito com pele de tilápia deve transformar o tratamento de queimaduras no Brasil.
A novidade se torna possível porque a UFC (Universidade Federal do Ceará) cedeu a patente da tecnologia para uso comercial.
A tecnologia, desenvolvida dentro da universidade desde 2015, agora será conduzida pela indústria farmacêutica, em um movimento que consolida a parceria entre academia e setor produtivo.
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Patente cedida e curativo de pele de tilápia chegará a hospitais em todo o país
A decisão de transferência da patente garante o uso industrial e comercial da tecnologia, algo considerado essencial por pesquisadores da UFC.
O curativo feito com pele de tilápia deverá finalmente alcançar hospitais e centros especializados, ampliando o acesso aos tratamentos que já mostram resultados expressivos em pesquisas controladas.
Biotec vence oferta pública e inicia plano para industrializar o curativo
Então a empresa vencedora do processo de licenciamento foi a Biotec, farmacêutica com 32 anos de atuação e apoio direto às pesquisas desde 2018.
A tecnologia também tem aplicação em outros tipos de lesões, como reconstruções vaginais de pacientes submetidas à radioterapia.
Universidade cede patente e curativo de pele de tilápia chegará a hospitais com produção milionária
Com a assinatura do acordo, a UFC e os inventores do método receberão R$ 850 mil, além de royalties de 3,7% sobre o lucro líquido da fábrica.
A projeção inicial da Biotec aponta para a produção de 1 milhão de unidades de pele de tilápia no primeiro ano.
Fábrica deve operar até o fim de 2027
Então a Biotec estima que a fábrica entre em atividade até o final de 2027, após concluir as obras, montar a planta industrial.
Com a nova etapa, especialistas acreditam que o Brasil se consolidará como referência mundial no uso da pele de tilápia para fins clínicos.
