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Crise histórica de combustível em Cuba paralisa níquel e cobalto, força mineradora canadense a suspender operações e expõe colapso econômico da ilha

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Escrito por Felipe Alves da Silva Publicado em 18/02/2026 às 12:37 Atualizado em 18/02/2026 às 12:39
Complexo de mineração de níquel e cobalto em Moa, Cuba, paralisado devido à crise de combustível.
Falta de combustível em Cuba paralisa operações de níquel e cobalto e expõe agravamento da crise econômica.
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Falta de combustível atinge mineração estratégica e paralisa complexo industrial em Moa

A crise de combustível em Cuba alcançou um novo patamar crítico e já provoca impactos diretos em setores considerados estratégicos para a economia da ilha. A mineradora canadense Sherritt International anunciou que será obrigada a suspender a produção de níquel e cobalto, dois metais essenciais para a indústria global, após falhas graves no fornecimento de combustível necessário para manter as operações ativas.

Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, a empresa informou que reduziu imediatamente as atividades em sua joint venture localizada em Moa, no leste cubano, e que a interrupção total da mineração e do processamento deve ocorrer já na próxima semana. Durante o período de paralisação, apenas serviços de manutenção programada serão mantidos no complexo industrial.

A informação foi divulgada pela Bloomberg, conforme apuração baseada em comunicado oficial da companhia e em dados sobre a crise energética que se aprofunda em Cuba. De acordo com o veículo, o problema não está relacionado à capacidade operacional da mineradora, mas sim à incapacidade do país em garantir o fornecimento mínimo de combustível para sustentar a atividade industrial.

Crise econômica e isolamento energético aprofundam colapso produtivo em Cuba

A paralisação das operações de níquel e cobalto em Moa não ocorre de forma isolada. Pelo contrário, ela se soma a uma longa crise econômica e energética que afeta Cuba há anos e que se intensificou nos últimos meses. O país enfrenta escassez crônica de combustíveis, apagões frequentes e queda na produção industrial, cenário agravado pela redução do apoio externo.

Historicamente, a ilha dependia fortemente das remessas de petróleo da Venezuela, aliada política e econômica de Havana. No entanto, esse suporte foi drasticamente reduzido após o aprofundamento da crise venezuelana e o endurecimento das sanções internacionais. A situação se agravou ainda mais após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, episódio citado como ponto de ruptura no fornecimento energético à ilha.

Nesse contexto, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar publicamente que “Cuba entrará em colapso muito em breve”, reforçando o clima de instabilidade política e econômica. Embora a declaração tenha caráter político, os efeitos práticos da crise energética agora se refletem diretamente na interrupção de cadeias produtivas essenciais.

A joint venture entre a Sherritt International e a estatal cubana General Nickel Company SA envia material semiprocessado para uma refinaria localizada em Fort Saskatchewan, na província de Alberta, no Canadá. Essa refinaria possui capacidade combinada de 38.200 toneladas, número que, embora relevante para a empresa, representa apenas uma pequena fração da oferta global de níquel.

Impacto no mercado, ações em queda e limites para efeitos globais

Apesar da gravidade da situação local, analistas avaliam que a paralisação das operações em Cuba não deve provocar efeitos significativos no mercado global de metais, especialmente no caso do níquel. Isso ocorre porque a produção mundial é amplamente dominada por operações na Indonésia, que concentram a maior parte da oferta extraída atualmente.

Ainda assim, o impacto para a Sherritt International é direto. As ações da companhia caíram 7,3% às 9h43 no horário de Toronto, refletindo a preocupação dos investidores com a interrupção das operações e com a instabilidade do ambiente de negócios em Cuba. A empresa confirmou que recebeu notificação formal de que as entregas de combustível previstas para Moa não seriam cumpridas, o que inviabiliza a continuidade da produção no curto prazo.

Em nota, a Sherritt afirmou estar em “contato ativo com as contrapartes relevantes e avaliando todas as opções disponíveis para o fornecimento de insumos”, embora não tenha detalhado prazos ou alternativas viáveis no momento. A companhia informou ainda que sua refinaria no Canadá possui estoque suficiente para operar até meados de abril, o que reduz temporariamente o impacto logístico fora da ilha.

Por outro lado, a empresa esclareceu que as operações da Energas SA, joint venture de energia em Cuba na qual a Sherritt detém um terço das ações, seguem funcionando normalmente. A Energas gera eletricidade a partir de gás natural para a rede cubana, incluindo o fornecimento energético utilizado pelo complexo de Moa, que agora enfrenta restrições não pela geração elétrica, mas pela ausência de combustível industrial.

Fonte: Infomoney

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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