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Corrosão offshore custa até US$ 2,5 trilhões por ano à economia global e desafia plataformas de petróleo: empresa brasileira aposta em robôs, sensores e tecnologia que suporta até 500 °C

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 07/11/2026 às 11:15 Atualizado em 07/11/2026 às 11:40
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Corrosão offshore custa até US$ 2,5 trilhões por ano à economia global e desafia plataformas de petróleo: empresa brasileira aposta em robôs, sensores e tecnologia que suporta até 500 °C para proteger estruturas metálicas e recuperar tubulações
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Com laboratório em Macaé, robôs de pintura e tecnologias capazes de operar em áreas de até 500 °C, Priner aposta em soluções para combater corrosão offshore e recuperar tubulações sem substituir estruturas existentes

A corrosão offshore é um dos grandes desafios das plataformas de petróleo e FPSOs. Para enfrentar o desgaste provocado pelo ambiente marítimo, a brasileira Priner aposta em robôs de pintura, inspeções avançadas e recuperação de tubulações sem a necessidade de substituir toda a estrutura.

Corrosão offshore ameaça estruturas e exige proteção constante

O problema começa com a exposição contínua ao ambiente marítimo. Umidade, cloretos, oxigênio dissolvido, calor e microrganismos atuam sobre estruturas metálicas, criando condições para diferentes tipos de corrosão.

Segundo dados atribuídos à Association for Materials Protection and Performance (AMPP), o custo global da corrosão chega a US$ 2,5 trilhões por ano. A estimativa aponta que aproximadamente 35% desse valor poderia ser evitado com medidas adequadas de controle.

Nas plataformas, parte do desgaste acontece em locais difíceis de observar. É o caso da corrosão sob isolamento térmico, conhecida como CUI, e da corrosão microbiologicamente influenciada, chamada MIC.

Também existem problemas como corrosão localizada, conhecida como pitting, e corrosão-fadiga. Esses processos podem avançar sem apresentar sinais externos evidentes.

Corrosão offshore custa até US$ 2,5 trilhões por ano à economia global e desafia plataformas de petróleo: empresa brasileira aposta em robôs, sensores e tecnologia que suporta até 500 °C para proteger estruturas metálicas e recuperar tubulações
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Empresa mantém laboratório em Macaé e utiliza inspeções sem interromper operações

Uma das estratégias da Priner começa antes do aparecimento dos danos. A empresa mantém em Macaé, no Rio de Janeiro, um laboratório de controle de qualidade de pintura voltado à realização de ensaios e testes técnicos.

O objetivo é verificar as condições dos revestimentos utilizados na proteção das estruturas. A preparação correta das superfícies também faz parte desse processo.

Outra frente envolve inspeções com ultrassom, termografia, correntes parasitas e memória magnética. Essas técnicas permitem avaliar componentes sem exigir necessariamente a interrupção das operações.

Sensores permanentes e sistemas de monitoramento estrutural, conhecidos como SHM, complementam o acompanhamento das condições dos equipamentos.

Robôs e plataforma suspensa permitem intervenções em áreas de até 500 °C

O acesso às estruturas é outro desafio. Flares, costados e módulos superiores das plataformas exigem equipamentos específicos para receber manutenção.

Para essas situações, a Priner utiliza o Web PrinerDeck®, uma plataforma suspensa desenvolvida para posicionar equipes em áreas complexas.

Com o auxílio de mantas térmicas Heat Shield, a solução permite realizar pinturas em flares durante a operação, em ambientes com temperaturas de até 500 °C.

A empresa também utiliza sistemas robóticos de pintura em grandes superfícies. A tecnologia busca melhorar o controle da espessura aplicada e reduzir a exposição de trabalhadores às atividades em altura.

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Tecnologia recupera tubulações existentes e suporta pressão de até 55 bar

Quando a corrosão já comprometeu tubulações, a Priner oferece o sistema Priner Pipe Repair (PPR), baseado na tecnologia Pipe In Liner.

O método introduz um revestimento interno semirrígido na tubulação existente. Na prática, forma uma nova passagem dentro da estrutura antiga, sem necessidade de escavação.

A solução atende tubulações de óleo e gás, água pluvial e efluentes industriais. Segundo as especificações apresentadas, suporta pressões de até 55 bar e temperaturas entre -20 °C e 120 °C.

Para avaliar estruturas danificadas, a empresa também utiliza metodologias como Fitness For Service (FFS) e Inspeção Baseada em Risco (RBI).

Essas ferramentas ajudam a determinar as condições de operação dos componentes e a definir prioridades de inspeção conforme os riscos identificados.

Essa matéria usou como base este artigo do Tnpetroleo.

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Romário Pereira de Carvalho

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