Correios em crise bilionária buscam mediação do Tribunal Superior do Trabalho após impasse com federações sindicais. Findect chama proposta de frustrante por manter acordo até 28 de fevereiro de 2026 sem reajuste, sem reposição da inflação e sem ticket extra. Categoria mantém indicativo de greve para 16 de dezembro nacional
Os Correios em crise bilionária acionaram o TST para mediar um acordo com empregados e trabalhadores e realizaram reunião na quinta-feira, 11/12/2025, após falta de consenso nas negociações. A reportagem foi publicada em 12/12/2025, e sindicatos mantêm indicativo de greve para 16/12/2025.
Na mesa de mediação, foram acionadas a Fentect e a Findect. Enquanto a estatal diz buscar equilíbrio entre proteção aos empregados e sustentabilidade financeira, a Findect afirma que a proposta não recompõe perdas, não prevê reajuste e eleva a tensão trabalhista em plena crise.
Correios em crise bilionária e a ida ao TST para mediação

Os Correios em crise bilionária recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho por meio de mediação para tentar destravar o acordo com a categoria.
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Segundo a base, a reunião ocorreu em 11/12/2025 e envolveu as federações sindicais chamadas pela estatal para compor a negociação.
A mediação pré processual do TST é descrita como um procedimento facultativo em que as partes solicitam ao Judiciário atuação na interlocução, com facilitação de comunicação e construção coletiva de opções.
Na prática, é um caminho formal para reduzir ruídos e tentar convergência antes de judicialização ampla do conflito.
Proposta dos Correios e a reação da Findect
Nesta semana, os Correios em crise bilionária apresentaram às representações sindicais uma proposta voltada às cláusulas de benefícios.
A estatal afirmou que o acordo preservava a maior parte dos auxílios, citando creche e babá, auxílio especial e abono acompanhante.
Após a reunião mediada, a Findect classificou a proposta como frustrante e disse que a empresa propôs manter o Acordo Coletivo de Trabalho até 28/02/2026 sem pagamento do ticket extra, sem reposição da inflação e sem previsão de reajuste salarial.
Em comunicado, a entidade afirmou que “a proposta ignora as perdas acumuladas” e não trata de medidas de valorização diante de queda de renda e aumento do custo de vida.
Greve nacional em 16 de dezembro e pressão sobre a negociação
Com a leitura de que a proposta não responde às necessidades urgentes, a Findect informou que sindicatos filiados mantêm o indicativo de greve para 16/12/2025.
O risco de paralisação nacional entra no centro do impasse porque o calendário passa a ser determinante para qualquer ajuste de texto, concessão ou contraproposta.
No contexto de Correios em crise bilionária, a ameaça de greve também amplia o custo político e operacional de uma negociação sem recomposição, já que o cenário combina disputa trabalhista com dificuldades de caixa e tentativa de reorganização interna.
Situação financeira: prejuízo bilionário e plano de reestruturação
A estatal registrou prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre, três vezes maior que o resultado do mesmo período de 2024, quando o balanço ficou em R$ 1,3 bilhão no vermelho.
Esse dado aparece como pano de fundo para a posição dos Correios em crise bilionária ao justificar mudanças e buscar sustentação financeira.
Diante da situação, os Correios em crise bilionária apresentaram um plano de reestruturação para garantir estabilidade nos próximos 12 meses.
Entre as medidas previstas estão programa de demissão voluntária, remodelagem dos planos de saúde dos funcionários remanescentes e venda de imóveis.
Empréstimo de R$ 20 bilhões, déficit em 2026 e meta de lucratividade em 2027
Os Correios em crise bilionária também planejavam obter um empréstimo de R$ 20 bilhões para reduzir o déficit em 2026 e voltar à lucratividade em 2027.
A base informa que a estatal não conseguiu o crédito e agora negocia alternativas com o Tesouro Nacional para obter aval e manter as operações.
Esse ponto conecta o impasse trabalhista ao desenho financeiro: a empresa sustenta ajustes com foco em sustentabilidade, enquanto a categoria reivindica recomposição e rejeita manter o acordo sem inflação, sem reajuste e sem ticket extra.
Qual ponto, na sua opinião, torna a greve em 16/12/2025 mais provável: a falta de reposição da inflação, a ausência de reajuste salarial ou o fim do ticket extra?

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