Com a alta no preço da gasolina, restou aos consumidores da região de Foz do Iguaçu atravessar a fronteira e abastecer nos postos de combustíveis do Paraguai
Devido à situação atual de crise em nosso país, os consumidores brasileiros tem sentido no bolso o aumento nos preços de coisas básicas para sobrevivência. Além do aumento também nas contas de casa, o preço da gasolina e do etanol também tem sofrido constantes alterações. Os dois combustíveis que mais são utilizados pelos consumidores tiveram um novo aumento na semana passada. O óleo diesel, que também apresentou alteração de valores, até chegou a mostrar uma queda, mas segue acima do valor acessível aos consumidores.
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A busca por alternativas viáveis no Paraguai
Diante da atual situação, os consumidores decidiram ir em busca de alternativas que fossem rápidas e viáveis. O jeito foi atravessar a fronteira e abastecer no país vizinho, como é o caso de quem mora em cidades próximas ao Paraguai.
Alguns consumidores decidiram cruzar a Ponte Internacional da Amizade e abastecer nos postos de combustíveis do Paraguai. Em um município próximo a Foz do Iguaçu, já em território paraguaio, a gasolina está custando R$ 4,50, ou seja, bem longe da realidade atual do nosso país.
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Um ciclo vicioso que pode afetar, tanto a produção, quanto a demanda. Este é o cenário que está sendo construído pela política monetária empreendida pelo Banco Central (BC), que se obriga a manter um aperto monetário (vide Selic hoje no patamar de 14,25% ao ano), para conter uma inflação resiliente (projetada em 5,33% para 2026 pelo boletim Focus), como reflexo do desajuste fiscal (despesas superam receitas) patrocinado pelo governo federal, ‘de olho’ no pleito de outubro próximo.
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Os postos paraguaios, com combustíveis mais baratos e que são mais próximos da fronteira com o Brasil, tem sido o destino de muitos motoristas. O trajeto livre tem compensado bastante para os consumidores brasileiros.
O crescente aumento nos preços da gasolina e etanol
Aqui no Brasil, só a gasolina comum teve um aumento em torno de 0,45%, que levou a atingir uma média de R$ 5,98 por litro. Em diversas cidades do país, a gasolina já está custando cerca de R$ 7,00.
Alguns estudos tem demonstrado que os preços aumentarão ainda mais nas primeiras semanas de setembro. Se esse aumento de fato acontecer, o consumidor brasileiro poderá pagar além da média já estabelecida, mais de R$ 6,00 por litro.
O etanol também registrou alta nos preços, sendo considerado a maior de todos os combustíveis que receberam reajustes. O aumento foi de cerca de 1,45%, em comparação ao preço anterior, fazendo com que o etanol passasse a custar R$ 4,56 na bomba. Assim como a gasolina, o biocombustível entra na quinta semana seguida com alta no preço.
Combustíveis custam mais de R$ 6,00 o litro
Os consumidores estão extremamente aflitos com a alta nos combustíveis. Mas há uma parcela da população que está cada dia mais desestimulada: os motoristas de aplicativo, taxistas e mototaxistas.
As últimas noticias mostram que cada vez mais os motoristas vêm desistindo da categoria, pois o preço cobrado nas corridas não tem suprido o valor gasto em combustível, sem falar na manutenção e revisão dos veículos, que também ficaram mais caras. Alguns especialistas acreditam que haverá um período de estagnação no valor dos combustíveis, já outros acreditam que o aumento seguirá contínuo.
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP continuará emitindo relatórios, com o intuito de acompanhar e analisar a movimentação do aumento dos preços pelos postos do país.
