Com um custo extra de R$ 155,6 bilhões, a construção civil analisa os impactos da mudança na escala 6×1. Confira os dados do estudo da Cbic para o setor.
Para manter a produtividade atual diante de uma possível redução da jornada de trabalho, o setor da construção civil precisaria contratar cerca de 288 mil novos profissionais, gerando um custo bilionário para as empresas. É o que revela um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), divulgado em março de 2026, sobre os potenciais impactos do fim da escala 6×1.
O levantamento, baseado em dados oficiais da Rais de 2024, projeta que a transição para uma carga horária de 40 horas semanais pode elevar o custo da mão de obra em 15%, totalizando um gasto adicional de R$ 155,6 bilhões anuais para o mercado imobiliário e de infraestrutura no Brasil.
Construção civil e o fim da escala 6×1: Os três cenários projetados pelo estudo
A Cbic traçou diferentes caminhos que as construtoras poderiam seguir para compensar a perda estimada de 600 mil horas de trabalho por ano.
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Pesquisadores criam paredes de tijolos reutilizáveis que podem ser desmontadas e reconstruídas em outro lugar, como peças de Lego, para reduzir resíduos da construção civil e cortar emissões em até 60%
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Durante a construção da ponte mais alta do mundo, a Ponte de Huajiang, na China, engenheiros acharam um aquífero gigante e transformaram o que seria um grave problema em uma cachoeira artificial de 625 metros, num feito de engenharia que ninguém tinha planejado
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Rio subiu 15 metros em uma noite e devastou uma aldeia no Vietnã em 2025, e o Japão respondeu com barragens que seguram lama e pedras, treinamento de 15 mil pessoas para evacuação e uma estação de esgoto para 1 milhão de moradores
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A Rússia ergueu o prédio mais alto da Europa sobre um solo mole como areia movediça, à beira do Golfo da Finlândia, com 264 estacas de 25 metros, 30 mil toneladas de aço e 16.500 painéis de vidro curvados um a um em São Petersburgo
Cada alternativa traz um peso financeiro e social distinto para a construção civil:
- Contratação em massa: Para repor as horas não trabalhadas, seria necessária a admissão de 288 mil celetistas. Deste total, 111 mil iriam para edifícios, 98 mil para serviços especializados e 79 mil para obras de infraestrutura, custando R$ 9,9 bilhões anuais.
- Uso de horas extras: Manter a equipe atual com o adicional legal de 50% elevaria o gasto para R$ 14,8 bilhões por ano, sem contar os encargos trabalhistas básicos que acompanham esse valor.
- Redução do ritmo: Sem novas contratações ou horas extras, o setor enfrentaria atrasos em obras e uma queda na oferta de novos imóveis, afetando toda a economia.
Impactos financeiros e a inflação do setor
Atualmente, o ramo já lida com custos que superam a inflação oficial. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) subiu 5,81% no acumulado de 12 meses até janeiro de 2026. Nesse mesmo período, o valor da mão de obra já havia encarecido 8,93%.
Com a extinção da escala 6×1, o estudo prevê que o valor da hora trabalhada saltaria de R$ 15,01 para R$ 16,51 — uma alta de 10% imediata. É preciso avaliar o tema de forma técnica, com dados confiáveis, defende o presidente da Cbic, Renato Correia.
Ele destaca que questões como a baixa produtividade e a escassez de mão de obra qualificada são gargalos que podem ser agravados com a mudança na jornada.
Microempresas e habitação popular sob risco
O levantamento ressalta que o efeito da nova jornada seria “ainda mais severo” para os pequenos negócios e para as construções populares.

Na habitação de baixa renda, o gasto com trabalhadores representa quase 60% do custo total do projeto, o que tornaria as casas mais caras para o consumidor final.
- Pequenos estabelecimentos: 98,7% das empresas do setor são micro e pequenas empresas.
- Cadeia produtiva: O setor envolve cerca de 13 milhões de pessoas, entre fornecedores e prestadores de serviço.
- Emprego formal: São cerca de 3 milhões de trabalhadores diretos com carteira assinada.
Desafios para a economia brasileira em 2026
O debate no Congresso Nacional sobre a redução da carga horária coloca a construção civil em uma encruzilhada. Como a mão de obra é o insumo mais pesado do setor, o repasse de custos para o preço dos apartamentos e das obras públicas parece inevitável.
Além dos R$ 13,5 bilhões em gastos diretos previstos para os empresários do ramo, há o risco de uma retração nos novos lançamentos imobiliários. Portanto, o estudo conclui que qualquer alteração na escala 6×1 exige uma análise profunda sobre como manter a sustentabilidade da indústria.
Sem ganhos de eficiência ou medidas compensatórias, os impactos financeiros podem frear o crescimento de um dos setores que mais gera empregos no país, transformando uma mudança na jornada de trabalho em um desafio logístico e inflacionário sem precedentes para a década.
Fonte: Notícias r7 e CBIC

Que comédia! E se passar para 48 horas semanal a casa sai de graça. Aposto que não baixaria um centavo. Só querem escravidão.
No Município do Rio de Janeiro, segundo ajustado nas normas da Convenção Coletiva de Trabslho, a construção civil não trabalha aos sábados há mais de 30 anos. Nem tem alojamento na obra.
Ou seja, fazem 30 anos que a escala de trabalho da construção civil no RJ é 5×2.
Pergunta não ofende..Quanto jornalista recebeu que fez esta matéria recentemente dos empresários? Notadamente tendenciosa e maldosa..Será? ? W