Recursos estratégicos ganham destaque na indústria de energia limpa, tecnologia e segurança
Minerais críticos, como lítio, cobalto, níquel e terras raras, tornaram-se protagonistas no cenário econômico global.
Eles são essenciais para a fabricação de baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.
Com o avanço da transição energética e o aumento da digitalização mundial, a demanda por esses elementos cresce de forma constante.
Isso acende alertas sobre a dependência de poucos fornecedores e os riscos de escassez.
Países e blocos econômicos vêm adotando medidas desde 2020 para reduzir a vulnerabilidade na cadeia de suprimentos desses insumos estratégicos.
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Oferta limitada coloca segurança econômica em alerta
Embora o mercado de minerais críticos tenha apresentado forte expansão, a oferta ainda é concentrada em poucos países.
A China domina a produção de terras raras, com mais de 60% do total mundial, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), em relatório de 2023.
Isso aumenta a vulnerabilidade de outras economias, principalmente nos setores de defesa e alta tecnologia, onde esses minerais são insubstituíveis.
Além disso, a extração e o refino envolvem processos ambientalmente delicados, o que impõe desafios adicionais.
Diversificar a produção global com sustentabilidade tornou-se um dos maiores objetivos de grandes economias nos últimos anos.
Crescimento da demanda impulsiona políticas globais
A corrida por fontes renováveis, como solar e eólica, e pela eletrificação da mobilidade urbana, fez a demanda por lítio e cobalto quadruplicar desde 2015.
O Banco Mundial alertou em 2022 que, para atingir as metas climáticas globais até 2050, será necessário multiplicar por seis a produção atual desses insumos.
Diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e membros da União Europeia, estruturaram planos nacionais para explorar e refinar minerais críticos.
Essas ações fortalecem cadeias produtivas locais e reduzem a dependência externa.
Sustentabilidade e geopolítica influenciam decisões estratégicas
Além da importância econômica, os minerais críticos ocupam papel central nas estratégias geopolíticas.
A segurança energética e o domínio sobre cadeias de produção tecnológica tornaram-se prioridades para diversas nações.
Governos, como o dos EUA, classificaram esses minerais como ativos de segurança nacional em 2021.
Simultaneamente, cresce a exigência por processos de extração com menor impacto ambiental, o que impulsiona investimentos em mineração limpa.
Também há incentivos para economia circular, que permite o reaproveitamento dos materiais ao longo da cadeia de valor.
Inovação tecnológica depende da estabilidade na cadeia
O avanço da inteligência artificial, dos semicondutores e da internet das coisas depende diretamente desses recursos. Além disso, o níquel e as terras raras são cruciais para componentes eletrônicos e motores elétricos de alta performance.
No entanto, a escassez ou interrupções no fornecimento desses minerais podem comprometer o desenvolvimento de setores inteiros. Por essa razão, empresas e governos vêm acelerando parcerias bilaterais e acordos multilaterais desde 2023.
Com isso, essas ações buscam garantir um fornecimento estável, sustentável e ético desses elementos, que são essenciais para a economia do futuro.

