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Comprar celular, notebook e até TVs pode ficar muito mais caro até 2027 com crise global de memória RAM impulsionada por data centers de IA que pressiona toda a cadeia de eletrônicos

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 01/05/2026 às 13:19
Atualizado em 01/05/2026 às 13:28
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Crise global de memória RAM deve piorar até 2027 com avanço da IA e pode encarecer celulares, notebooks e eletrônicos
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Crise global de memória RAM deve piorar até 2027 com avanço da IA e pode encarecer celulares, notebooks e eletrônicos.

Em abril de 2026, relatórios do setor de semicondutores e alertas de gigantes como a Samsung indicaram que a escassez global de memória RAM não apenas continua, como deve se intensificar nos próximos anos, com impactos diretos no preço de eletrônicos. A raiz do problema está no crescimento explosivo dos data centers de inteligência artificial, que passaram a consumir grande parte da produção mundial de chips de memória.

O efeito já começou a aparecer no bolso do consumidor. Dados recentes mostram que preços de memórias subiram fortemente desde 2025, com projeções de novas altas ao longo de 2026 e continuidade da pressão até pelo menos 2027.

Explosão da inteligência artificial está consumindo grande parte da memória produzida no mundo

O principal fator por trás da crise é a demanda por inteligência artificial. Sistemas de IA generativa, como modelos avançados de linguagem e imagem, exigem enormes quantidades de memória para operar. Isso levou empresas de tecnologia a construir data centers em escala sem precedentes.

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Hoje, esses centros já consomem uma fatia crescente da produção global de memória, com estimativas indicando que mais de 70% da DRAM de alto desempenho está sendo direcionada para IA e nuvem.

Isso cria um desequilíbrio estrutural: a indústria passou a priorizar clientes corporativos de grande escala, reduzindo a oferta disponível para produtos de consumo.

Produção de memória está sendo redirecionada para chips mais lucrativos usados em IA

Outro fator crítico é a mudança na estratégia das fabricantes. Empresas como Samsung, SK Hynix e Micron passaram a focar na produção de memórias mais avançadas, como HBM (High Bandwidth Memory), usadas em servidores de IA.

Esse tipo de chip tem maior valor agregado e margens mais altas, o que faz com que as fabricantes priorizem esses contratos.

Como consequência, a produção de memórias tradicionais, como DDR4 e DDR5 usadas em PCs e celulares, foi reduzida. O resultado é direto: menos oferta para o consumidor comum e preços mais altos.

Preços da RAM já dispararam e podem subir ainda mais nos próximos anos

Os impactos já são concretos. Relatórios indicam que:

  • preços de memória subiram até 50% em 2025 e continuam em alta em 2026
  • alguns módulos chegaram a registrar aumentos superiores a 100% em períodos recentes
  • projeções indicam novas altas de até 40% ao longo de 2026

Como a RAM é um componente essencial, esse aumento se espalha por toda a cadeia de eletrônicos.

Celulares, notebooks, consoles e até carros já estão sendo impactados

A memória RAM não está apenas em computadores.

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Ela está presente em praticamente todos os dispositivos eletrônicos modernos, incluindo:

  • smartphones,
  • notebooks,
  • consoles,
  • televisores inteligentes,
  • carros conectados.

Quando o custo da RAM sobe, o preço final desses produtos também sobe. Relatórios indicam que o custo de memória pode representar até 30% do valor de um dispositivo, o que amplifica o impacto no consumidor final. Isso explica por que fabricantes já começaram a reajustar preços globalmente.

Escassez deve durar até 2027 e pode se estender ainda mais

A previsão do mercado não é de solução rápida. Especialistas e executivos do setor indicam que o desequilíbrio entre oferta e demanda deve continuar por vários anos.

Estimativas apontam que:

  • a escassez deve persistir até pelo menos 2027
  • em cenários mais pessimistas, pode se estender até 2028 ou até 2030

Isso ocorre porque a construção de novas fábricas de chips leva anos e exige investimentos bilionários.

Empresas já estão tomando medidas para lidar com a falta de memória

A escassez já começa a mudar o comportamento de grandes empresas. Relatórios indicam que companhias estão:

  • prolongando a vida útil de servidores
  • reduzindo upgrades de hardware
  • buscando fornecedores alternativos

A empresa Meta, por exemplo, decidiu estender o uso de servidores por mais tempo devido à falta de componentes.

Esse tipo de medida mostra que o problema não está restrito ao consumidor final, mas afeta toda a infraestrutura digital.

Mercado de eletrônicos pode sofrer desaceleração por causa da alta de custos

O impacto vai além do preço. A escassez de memória também pode reduzir a produção de dispositivos, atrasar lançamentos e diminuir a demanda.

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Crise global de memória RAM deve piorar até 2027 com avanço da IA e pode encarecer celulares, notebooks e eletrônicos

Relatórios indicam que o mercado de smartphones pode sofrer retração justamente por causa do aumento de custos de componentes. Isso cria um efeito em cadeia que atinge fabricantes, varejo e consumidores.

Crise revela mudança estrutural na indústria de tecnologia

O cenário atual não é apenas um problema momentâneo. Ele representa uma mudança estrutural na forma como recursos tecnológicos são distribuídos.

A inteligência artificial passou a competir diretamente com o consumidor comum pelos mesmos componentes.

Isso cria um novo equilíbrio no mercado, onde grandes empresas de tecnologia têm prioridade sobre a produção global de chips.

Consumidor comum passa a disputar recursos com gigantes da tecnologia

Talvez o ponto mais relevante seja esse: pela primeira vez, o consumidor final está competindo diretamente com gigantes globais por componentes essenciais.

Empresas como Google, Microsoft e Amazon compram volumes gigantescos de memória antecipadamente, garantindo prioridade na produção.

Isso deixa menos disponibilidade para fabricantes de eletrônicos e, consequentemente, para o consumidor.

Agora a questão que surge é direta: com a inteligência artificial avançando cada vez mais rápido, o custo dos eletrônicos vai continuar subindo nos próximos anos ou a indústria conseguirá equilibrar essa disputa por memória antes que ela saia ainda mais do controle?

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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