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Ciência com sotaque brasileiro: polilaminina da UFRJ devolve movimentos e pode virar marco mundial no combate à paralisia

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 11/09/2025 às 22:22
Assista o vídeoMão de paciente em cadeira de rodas simboliza avanço da polilaminina no combate à paralisia
Paciente em cadeira de rodas representa a esperança trazida pela polilaminina no tratamento de lesões medulares
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Proteína obtida da placenta humana devolve movimentos a pacientes e já apresenta resultados em humanos e animais

Um avanço científico inédito surgiu no Brasil e chamou atenção da comunidade médica internacional.

Em 2015, pesquisadores aplicaram pela primeira vez em humanos a polilaminina, uma proteína derivada da placenta humana. Esse composto estimula a regeneração de neurônios e reverte paralisias. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu o estudo em parceria com o laboratório Cristália. O medicamento trouxe resultados positivos tanto em pacientes quanto em animais.

Assim, a descoberta se transformou em um marco sem precedentes na medicina moderna, já que a reversão de danos na medula espinhal era considerada impossível até então.

Descoberta conduzida pela ciência brasileira

A polilaminina passou a ser estudada de forma contínua sob a liderança da pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, professora da UFRJ.

De acordo com os especialistas, a proteína age diretamente sobre a medula espinhal. Além disso, ela estimula o rejuvenescimento neuronal e a formação de axônios, fibras que transmitem impulsos elétricos pelo corpo.

Por isso, o composto se consolidou como o caminho mais promissor para devolver movimentos a pessoas paralisadas, contrariando previsões anteriores da medicina.

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Paciente recuperado após acidente grave

Um dos casos mais marcantes ocorreu em 2015, quando Bruno Drummond de Freitas, com 31 anos, sofreu um acidente que o deixou tetraplégico.

Ele recebeu a aplicação da polilaminina 24 horas após o trauma. Em entrevista à Folha de S.Paulo, relatou: “Em cinco meses, mais ou menos, eu já estava completamente recuperado. Tenho uma rotina normal, faço esportes e não passo mais por nenhum tipo de tratamento”.

Além disso, em depoimento ao G1, acrescentou: “Hoje em dia, consigo me movimentar inteiro, claro que com certas limitações… consigo levantar, andar, dançar, voar. Isso me garantiu minha independência”.

O resultado surpreendeu especialistas e abriu espaço para novos protocolos clínicos.

Testes em animais confirmam potencial

Além dos estudos em humanos, a polilaminina foi aplicada em roedores e cães com lesões graves na medula espinhal.

Em 2021, seis cachorros tetraplégicos receberam o medicamento. Como resultado, quatro deles recuperaram movimentos importantes, voltaram a andar e demonstraram melhora significativa na qualidade de vida.

Esses avanços foram posteriormente publicados em revistas científicas internacionais, o que reforçou a relevância da descoberta e ampliou sua repercussão global.

Impactos médicos e sociais da descoberta

O desenvolvimento da polilaminina abre perspectivas de uma revolução nos tratamentos neurológicos. Segundo especialistas, o medicamento brasileiro tem potencial para transformar a vida de milhares de pessoas em todo o mundo.

Além da recuperação física, os resultados alcançados devolveram aos pacientes independência, autoestima e dignidade, fatores fundamentais para a reintegração social.

No entanto, estudiosos alertam que o avanço exige protocolos rigorosos, ensaios clínicos ampliados e regulamentações éticas, de modo a garantir a segurança e a eficácia em larga escala.

Caminho para novas aplicações

Com base nos resultados já alcançados, cresce a expectativa de que a polilaminina entre em ensaios clínicos multicêntricos e testes internacionais.

De acordo com especialistas da área médica, a cooperação entre universidades, centros de pesquisa e indústria farmacêutica será essencial para expandir o alcance da terapia e consolidar sua aplicação no tratamento de lesões medulares.

Além disso, o fato de o desenvolvimento ter ocorrido no Brasil reforça a importância da ciência nacional em gerar soluções inovadoras com impacto global.

A descoberta em contexto internacional

A criação da polilaminina acompanha outros avanços médicos que vêm transformando a neurociência.

Enquanto muitos tratamentos ainda permanecem restritos a laboratórios, o medicamento brasileiro se destaca por apresentar resultados concretos em humanos em um período relativamente curto.

Assim, a polilaminina consolidou sua posição como uma descoberta relevante em escala mundial, já que as evidências clínicas foram publicadas em veículos de grande credibilidade.

O que o futuro reserva para a medicina?

Especialistas acreditam que a polilaminina poderá mudar os rumos da neurologia mundial, inaugurando uma nova era de tratamentos regenerativos.

Entretanto, o desafio consiste em garantir acesso amplo, regulamentação responsável e acompanhamento científico rigoroso, para que a descoberta se torne uma solução duradoura.

O medicamento, fruto de pesquisas em universidades públicas brasileiras, confirma que a ciência nacional pode ocupar a linha de frente das grandes revoluções médicas.

E você, acredita que esse avanço conseguirá transformar definitivamente o tratamento de lesões medulares no mundo?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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