Com 99,75% de energia limpa, o Piauí dispara na transição energética, gera excedente bilionário e passa a mirar indústrias verdes, empregos e novos investimentos.
O Piauí passou a chamar atenção em todo o Brasil por um motivo poderoso: energia limpa. O estado alcançou um índice impressionante de 99,75% de sua matriz elétrica formada por fontes renováveis.
Isso significa que quase toda a eletricidade consumida vem do sol e do vento. Ao mesmo tempo, o volume produzido é muito maior do que o necessário para abastecer a população local.
Atualmente, o território piauiense soma 208 empreendimentos de geração solar e eólica em operação.
-
Brasil quer virar um exportador mundial de hidrogênio verde, o combustível limpo que promete movimentar bilhões
-
Brasil prepara o seu primeiro leilão de energia eólica no mar, aposta para se tornar a nova hidrelétrica do país
-
Brasil vai realizar o seu primeiro leilão de baterias para guardar a energia solar e eólica do Nordeste
-
Cientistas brasileiros avançam simultaneamente em duas pesquisas sobre hidrogênio limpo e impulsionam soluções que podem transformar a matriz energética, ampliar a competitividade industrial e acelerar metas de redução de emissões em larga escala
Os dados foram compilados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), pela ABSOLAR e pela ABEEólica. Com isso, o estado se tornou o líder nacional quando o assunto é energia limpa.
Gigantes solares e eólicos transformam o mapa do estado
Enquanto muitos estados ainda dependem de fontes poluentes, o Piauí avança em ritmo acelerado.
Hoje, sua potência instalada chega a quase 9 gigawatts (GW). Esse volume é suficiente para atender cerca de 4 milhões de residências. No entanto, o consumo local gira em torno de apenas 1 GW.
Por causa disso, o estado se consolidou como exportador de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Ou seja, o excesso de energia limpa produzido no Piauí abastece outras regiões do país.
Entre os grandes destaques está o Complexo Eólico Lagoa dos Ventos, da Enel Green Power. Com mais de 1 GW de capacidade, ele é o maior da América Latina.
Além disso, o Parque Solar São Gonçalo, localizado em São Gonçalo do Gurguéia, figura entre os maiores da América do Sul.
Excedente de energia limpa vira arma para atrair indústrias
Diante desse cenário, o governo estadual decidiu mudar de estratégia. Em vez de apenas exportar eletricidade, o plano agora é usar o excedente para atrair empresas e gerar empregos.
O governador Rafael Fonteles deixou isso claro:
“Desses 9 GW de potência, consumimos apenas 1 GW. A ideia é industrializar, de forma verde, esse excedente de energia com data centers, hidrogênio verde e aço verde, transformando a capacidade energética em desenvolvimento econômico e geração de empregos.”
Assim, a energia limpa passa a ser vista como um ativo econômico. Além disso, ela reduz custos e aumenta o interesse de empresas que buscam operar com menor impacto ambiental.
Cidades do interior viram polos de energia limpa
Ao mesmo tempo, os investimentos não ficaram concentrados em um único ponto. Pelo contrário, 21 municípios do Piauí já abrigam projetos de energia limpa. Cidades como Lagoa do Barro do Piauí, Simões e São João do Piauí se tornaram referências no setor.

Enquanto isso, novas áreas entram no radar, como Cristino Castro e Sebastião Leal. Isso ajuda a espalhar desenvolvimento, renda e infraestrutura.
A diretora de Gestão Estratégica da Investe Piauí, Kárita Allen, explica:
“A expansão dos parques solares e eólicos tem gerado empregos, ampliado a arrecadação e fortalecido a infraestrutura energética, além de posicionar o estado como destino competitivo para novos investimentos industriais que demandam energia limpa.”
Na sua opinião, o governo do Piauí está lidando adequadamente com a mina de ouro que tem em mãos ou esse dinheiro todo pode acabar sendo desperdiçado por uma gestão incompetente?

