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Com altura maior que a Torre Eiffel quando entra em operação, o navio Voltaire ergue turbinas gigantes no Mar do Norte usando guindaste de 3.200 toneladas para transformar Dogger Bank na maior usina eólica offshore do mundo

Escrito por Carla Teles
Publicado em 20/05/2026 às 20:02
Atualizado em 20/05/2026 às 20:04
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Navio Voltaire instala turbinas no Dogger Bank e impulsiona energia eólica offshore no Mar do Norte com engenharia marítima pesada.
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O navio Voltaire, do Grupo Jan De Nul, chegou ao Reino Unido para instalar 277 turbinas Haliade-X no parque eólico Dogger Bank, usando capacidade de içamento superior a 3.000 toneladas e tecnologia de baixíssima emissão em obra decisiva para energia eólica offshore no Mar do Norte em campanha industrial histórica.

O navio Voltaire chegou ao porto britânico de Able Seaton em junho de 2023 para iniciar sua primeira grande missão: instalar turbinas eólicas offshore no parque Dogger Bank, no Mar do Norte. A embarcação pertence ao Grupo Jan De Nul e foi preparada para atuar nas três fases do projeto.

Segundo o Dogger Bank Wind Farm, a operação envolve 277 turbinas Haliade-X da GE Renewable Energy, previstas para as fases A, B e C do Dogger Bank. O parque eólico, desenvolvido no Reino Unido, é tratado como o maior do mundo em sua categoria e depende de embarcações de instalação capazes de lidar com componentes cada vez maiores.

Navio Voltaire foi criado para instalar turbinas gigantes no mar

Navio Voltaire instala turbinas no Dogger Bank e impulsiona energia eólica offshore no Mar do Norte com engenharia marítima pesada.
Imagem: Jan De Nul / Divulgação / Dogger Bank Wind Farm.

O Voltaire é descrito como a maior plataforma autoelevatória offshore já construída para instalação no mar. Esse tipo de navio usa pernas de elevação para se apoiar no fundo marinho e criar uma base estável durante operações de içamento pesado.

Quando entra em operação, a estrutura elevada supera a altura da Torre Eiffel, um detalhe que ajuda a dimensionar o porte da embarcação. No caso do Dogger Bank, essa escala é necessária porque as turbinas offshore modernas cresceram em potência, altura e complexidade.

Dogger Bank terá 277 turbinas Haliade-X no Mar do Norte

O parque eólico Dogger Bank será atendido pelo Voltaire nas três fases do empreendimento: Dogger Bank A, B e C. Ao todo, o navio deve instalar 277 turbinas Haliade-X, modelo desenvolvido pela GE Renewable Energy para geração eólica offshore de grande porte.

As turbinas previstas para o projeto incluem unidades de mais de 13 MW e 14 MW. Essa potência mostra como a energia eólica offshore passou a exigir uma nova geração de embarcações, já que componentes maiores pedem guindastes mais fortes, bases mais estáveis e logística marítima mais sofisticada.

Guindaste tem capacidade superior a 3.000 toneladas

Um dos principais diferenciais do Voltaire é seu guindaste com capacidade de elevação superior a 3.000 toneladas. Essa força permite lidar com estruturas enormes usadas em parques eólicos offshore, incluindo partes de turbinas e outros componentes industriais pesados.

A capacidade de içamento é essencial porque o trabalho ocorre em ambiente marítimo, onde vento, ondas, correnteza e precisão operacional tornam cada etapa mais sensível. Não basta erguer a carga: é preciso posicioná-la com controle em uma área exposta e tecnicamente desafiadora.

Embarcação chegou ao Reino Unido antes da primeira campanha

O navio Voltaire foi entregue no fim de 2022 e passou por preparativos antes de sua missão no Dogger Bank. Em junho de 2023, chegou ao porto de Able Seaton, no Reino Unido, para iniciar a campanha de instalação prevista para começar no início de julho daquele ano.

Esse deslocamento marcou a entrada prática da embarcação em um dos projetos mais observados da energia eólica offshore. Para o setor, o início da operação era uma forma de testar, em escala real, a capacidade de um navio projetado para a próxima geração de turbinas no mar.

Baixíssima emissão virou parte do diferencial técnico

Além do porte, o Voltaire foi apresentado como o primeiro navio de instalação navegável a receber classificação de baixíssima emissão. A embarcação conta com sistema avançado de filtragem de gases de escape, redução catalítica seletiva e filtro de partículas diesel.

Essa característica é relevante porque o setor eólico também enfrenta cobrança sobre a pegada ambiental da própria cadeia de construção. Mesmo em projetos de energia limpa, a instalação depende de navios, portos, aço, logística pesada e equipamentos de grande consumo energético.

Dogger Bank exige embarcações mais robustas

A chegada do Voltaire ao Reino Unido mostra uma mudança no padrão da indústria eólica offshore. À medida que as turbinas aumentam em escala e potência, os projetos precisam de navios capazes de alcançar alturas maiores, erguer peças mais pesadas e trabalhar em condições marítimas complexas.

Segundo representantes do projeto, esse crescimento tecnológico exige embarcações mais robustas para acompanhar os desafios de engenharia. O Dogger Bank se encaixa exatamente nesse cenário, pois reúne turbinas de grande potência, instalação em mar aberto e ambição de geração em escala global.

Projeto reúne Jan De Nul, GE Renewable Energy e desenvolvedores do Dogger Bank

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O Voltaire pertence ao Grupo Jan De Nul, empresa responsável pela embarcação de instalação. As turbinas Haliade-X são da GE Renewable Energy, enquanto o projeto Dogger Bank envolve grandes nomes do setor, como SSE Renewables, Equinor e Vårgrønn.

Essa combinação mostra que parques eólicos offshore dependem de uma cadeia internacional. A construção de uma usina no mar não envolve apenas turbinas, mas também fabricantes, instaladores, portos, embarcações, engenharia marítima e planejamento de longo prazo.

Maior usina eólica offshore depende de logística extrema

O Dogger Bank é tratado como o maior parque eólico offshore do mundo, e sua escala ajuda a explicar a chegada de um navio como o Voltaire. Para instalar centenas de turbinas no Mar do Norte, a operação precisa combinar capacidade de içamento, estabilidade, precisão e repetição.

Cada turbina instalada representa uma etapa dentro de uma campanha prolongada. Por isso, a eficiência do navio influencia prazos, custos, segurança e ritmo de avanço da obra. Em megaprojetos offshore, a embarcação vira uma peça tão estratégica quanto a própria turbina.

Navio Voltaire mostra o tamanho real da transição energética

A imagem de um navio maior que a Torre Eiffel em operação, erguendo turbinas gigantes no Mar do Norte, mostra que a transição energética também depende de engenharia pesada. A energia eólica offshore pode parecer simples quando vista da costa, mas sua construção exige máquinas colossais e operações de alta precisão.

Agora fica a pergunta: megaprojetos como Dogger Bank mostram o futuro da energia limpa ou revelam que a transição energética ainda depende de estruturas enormes e caras para avançar? Você acha que navios como o Voltaire serão cada vez mais comuns na construção de parques eólicos offshore? Comente sua opinião.

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Carla Teles

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