MAX 1.2 AC amplia a capacidade antitanque do Exército com tecnologia nacional, guiagem a laser, alcance de até 3,2 km e 92% de precisão.
O Exército Brasileiro incorporou em julho de 2025 o míssil antitanque MAX 1.2 AC, sistema nacional de médio alcance desenvolvido para ampliar a capacidade da Infantaria contra alvos blindados. Segundo publicação oficial do Exército em 7 de novembro de 2025, o armamento foi testado e avaliado pelo Centro de Avaliações do Exército (CAEx), homologado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) e passou a ser tratado como o principal sistema de armas nacional de emprego contra blindados.
A incorporação ganhou peso após declaração do comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, durante solenidade do Dia da Infantaria, em 18 de maio, no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília. Segundo a declaração do comandante, a capacidade anticarro agregada à Infantaria, com o míssil MAX, eleva o patamar de letalidade da Força.
MAX 1.2 AC amplia a capacidade antitanque da Infantaria brasileira
O MAX 1.2 AC é um sistema antitanque superfície-superfície de médio alcance. De acordo com o Exército, ele é composto por um míssil encapsulado em tubo de lançamento e uma unidade de disparo portátil, com concepção voltada ao emprego contra alvos blindados.
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A importância estratégica do sistema está no fato de ser um produto de defesa de concepção e fabricação nacional. O Exército afirma que o míssil fortalece a Base Industrial de Defesa, amplia a autonomia tecnológica e aumenta a capacidade dissuasória da Força Terrestre.
Na prática, a chegada do MAX atende a uma lacuna sensível para tropas de Infantaria e formações mecanizadas. Blindados continuam sendo elementos centrais em conflitos modernos, e sistemas anticarro portáteis ou instaláveis em viaturas se tornaram essenciais para dar às forças terrestres meios de reação contra veículos protegidos.
Comandante do Exército cita salto de letalidade com o míssil MAX
A fala do general Tomás Paiva coloca o MAX dentro de um processo maior de modernização da Infantaria.
Segundo o Exército Brasileiro, o comandante citou a criação das brigadas de Infantaria Mecanizada, o uso das viaturas Guarani e a incorporação de mísseis anticarro como exemplos de evolução na proteção da tropa e no poder de combate.

A frase mais forte está na avaliação de que o míssil MAX representa “uma nova capacidade” e eleva o patamar de letalidade da Arma de Infantaria. O termo é relevante porque indica mudança doutrinária e operacional, não apenas compra pontual de equipamento.
Esse tipo de sistema permite que unidades terrestres tenham uma camada adicional de dissuasão diante de ameaças blindadas. Não se trata apenas de alcance ou precisão, mas da capacidade de criar risco real para veículos protegidos em cenários de defesa territorial.
Ficha técnica do míssil antitanque MAX 1.2 AC
| Item | MAX 1.2 AC |
|---|---|
| Tipo | Míssil antitanque superfície-superfície |
| Classe | Sistema de médio alcance |
| Origem | Brasil |
| Fabricante | SIATT |
| Órgãos envolvidos | CTEx, CAEx, DCT e Exército Brasileiro |
| Guiagem | Laser, segundo fontes especializadas |
| Emprego | Contra alvos blindados |
| Configuração | Míssil encapsulado em tubo de lançamento e unidade portátil |
| Alcance citado por fonte especializada | Até 3,2 km |
| Velocidade citada por fonte especializada | 240 m/s |
| Precisão citada por fonte especializada | Superior a 92% |
| Penetração citada por fonte especializada | Superior a 700 mm |
| Teste recente confirmado | Alvo a 2.500 metros, com 100% de acerto no ensaio |
| Status no Exército | Adotado em julho de 2025 |
| Relevância industrial | Produto de defesa nacional |
Os dados de composição, adoção, homologação e relevância estratégica constam em publicação oficial do Exército.
Os números de velocidade, alcance, penetração e probabilidade de acerto foram publicados pelo Exército Brasileiro em 29 de Maio de 2026. O teste a 2.500 metros foi reportado pela Defesa Aérea & Naval em 29 de maio de 2026, citando fonte do Exército.
Teste do míssil MAX 1.2 AC atingiu alvo a 2.500 metros
Em 29 de maio de 2026, a Defesa Aérea & Naval informou que o Centro de Avaliações do Exército apoiou o Centro Tecnológico do Exército em novo teste do míssil MAX 1.2 AC no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro. O ensaio teve como objetivo verificar o desempenho do sistema em alcances superiores a dois mil metros.
Segundo a publicação, o míssil usado no teste estava equipado com cabeça de guerra ativa e obteve 100% de acerto em alvo posicionado a 2.500 metros. O resultado teria confirmado parâmetros operacionais previstos após ajustes realizados no receptor laser.

O Exército já havia informado, em novembro de 2025, que uma atividade de tiro com o MAX ocorreu entre 21 e 24 de outubro no CAEx, envolvendo o CTEx e a SIATT, fabricante do míssil. A atividade teve como objetivo qualificar fornecedores de componentes e subsistemas, garantindo conformidade, confiabilidade e rastreabilidade da cadeia produtiva.
Míssil anticarro nacional fortalece a Base Industrial de Defesa
O MAX 1.2 AC não é importante apenas como armamento. Ele também representa uma tentativa de reduzir dependência externa em uma área sensível da defesa terrestre.
Segundo o Exército, o sistema contribui para a autonomia tecnológica nacional e para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa. Esse ponto é central porque sistemas antitanque modernos são produtos estratégicos, sujeitos a restrições de exportação, embargos, prazos longos e disputas geopolíticas.
A SIATT aparece como empresa responsável pela fabricação do míssil nos comunicados e reportagens sobre o programa.
O envolvimento do CTEx, CAEx, DCT e COLOG mostra que o sistema passou por uma estrutura institucional de avaliação, homologação, ensaio e aquisição dentro do Exército.
Precisão de 92% coloca o MAX no centro da modernização anticarro
A informação de probabilidade de acerto superior a 92% foi publicada pelo Exército Brasileiro, junto com outros dados técnicos do sistema, como velocidade de 240 metros por segundo, alcance de até 3,2 km e poder de penetração superior a 700 mm.
Esses dados ajudam a explicar por que a incorporação do MAX ganhou destaque no discurso do comando.
Um sistema anticarro nacional com alcance na casa dos quilômetros amplia o raio de atuação de pequenas frações de Infantaria e aumenta o custo de qualquer avanço blindado inimigo.

Ainda assim, é importante separar dado confirmado oficialmente de dado publicado por fonte especializada.
O Exército confirmou a adoção, a homologação, a natureza antitanque, a fabricação nacional, os testes e a relevância estratégica do sistema. Já os números de precisão, velocidade, penetração e alcance de 3,2 km aparecem na publicação especializada consultada.
Adoção do MAX 1.2 AC marca nova fase da defesa antiblindado no Brasil
A adoção do MAX ocorre em um momento em que conflitos recentes voltaram a mostrar a importância dos sistemas anticarro no campo de batalha. Veículos blindados continuam relevantes, mas passaram a enfrentar ameaças cada vez mais distribuídas, portáteis e conectadas a sensores.
Para o Exército Brasileiro, a incorporação do MAX 1.2 AC representa uma camada nacional dentro desse cenário. O sistema pode ser integrado ao processo de modernização de unidades mecanizadas e de Infantaria, reforçando a capacidade de dissuasão contra ameaças blindadas.
Novo míssil antitanque nacional abre debate sobre autonomia, indústria e defesa terrestre
A chegada do MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro levanta uma discussão maior sobre o futuro da defesa nacional.
O Brasil historicamente enfrenta dificuldades para manter programas militares de longo prazo, especialmente quando envolvem tecnologia sensível, orçamento contínuo e produção em escala.
Nesse contexto, um míssil anticarro nacional homologado e adotado pelo Exército tem peso político, industrial e militar. Ele reforça a capacidade de combate da Infantaria, dá visibilidade à indústria nacional de defesa e reduz parte da dependência de fornecedores estrangeiros em uma área crítica.

