SUV híbrido plug-in com três motores e 320 cv marca a estreia da Jetour no Brasil com proposta eletrificada, visual inspirado em modelos off-road clássicos e autonomia elétrica de até 75 km, ampliando a disputa no segmento de utilitários médios.
A Jetour, marca do grupo chinês Chery, iniciou sua operação no Brasil com a proposta de vender SUVs eletrificados e abriu a ofensiva com o T2, híbrido plug-in de 320 cv e 62,2 kgfm, tabelado a partir de R$ 289.900.
No pacote, o modelo combina três motores, traz até 75 km de autonomia no modo elétrico e aparece com dimensões de 4,78 m de comprimento, enquanto o Inmetro divulga consumo de 27,6 km/l na cidade e 23,4 km/l na estrada.
Estreia da Jetour no Brasil com foco em SUVs eletrificados
A estreia da Jetour no mercado brasileiro foi confirmada no fim de 2025, com a promessa de uma gama formada por SUVs híbridos plug-in, operação própria e estratégia separada de outras frentes do grupo no país.
-
Mitsubishi Pajero Dakar diesel de 2012 aparece com 314 mil km e ainda chama atenção pela fama de resistente; SUV 4×4 de sete lugares encara trilhas, mas sinais de uso severo podem esconder prejuízo para compradores de usados
-
A Peugeot reconheceu publicamente os erros do motor PureTech, que causou falhas graves em centenas de milhares de carros, e apresentou o novo Turbo 100 como solução definitiva, um 1,2 turbo testado por mais de 3 milhões de quilômetros que substitui a correia defeituosa por uma corrente mais durável
-
Carros automáticos ficam ‘baratos’ no Brasil e modelos da Toyota, Hyundai, Nissan e Honda surgem por R$ 65 mil com até 120 cv, câmbio CVT, 482 litros de porta-malas, chave presencial e seis airbags para enfrentar o trânsito sem embreagem
-
Honda revive clássico das ruas brasileiras com novo nome, painel TFT e motor reprogramado na linha 2027; veja as primeiras impressões da CB500 Hornet que chega com 49,6 cv, torque de 4,5 kgf.m, câmbio de 6 marchas, 175 kg e suspensão Showa nas ruas brasileiras
Dentro desse plano, os modelos T1 e T2 chegam com proposta visual de fora-de-estrada e foco em eficiência energética, mas sem tração integral, ponto que coloca a eletrificação como principal argumento técnico do lançamento.

Ao levar o tema para o quadro Carona, o programa desta semana reúne três estreias relevantes do segmento, embora o texto disponibilizado detalhe apenas os dois utilitários da Jetour, sem informações do terceiro modelo citado.
Jetour T2: motorização híbrida, consumo e versões
Com porte maior e desenho que remete a SUVs clássicos, o Jetour T2 desembarca com 4,78 m de comprimento e 2,8 m de entre-eixos, adotando a mesma distância entre eixos do T1 e uma proposta de cabine ampla.
Sob o capô, o T2 usa motor 1.5 turbo a gasolina combinado a duas máquinas elétricas, soma que leva a potência a 320 cv e o torque a 62,2 kgfm, com tração sempre 4×2 dianteira.
Por ser um híbrido plug-in, o modelo roda até 75 km em modo elétrico, segundo a ficha divulgada para o mercado nacional, e depende do motor a combustão com mais frequência em rodovias, onde o auxílio elétrico diminui.
No consumo certificado, o Inmetro aponta médias de 27,6 km/l no uso urbano e 23,4 km/l na estrada, números apresentados como equivalentes e que refletem a participação do sistema elétrico sobretudo em trajetos de menor velocidade.
A linha do T2 começa na versão Advance, por R$ 289.900, e sobe para a configuração Premium, por R$ 299.900, mantendo a mesma lógica de equipamentos em duas etapas e sem menção, no texto-base, a opcionais.
Design com inspiração off-road e proposta urbana

Na aparência, o T2 aposta em linhas retas e proporções marcantes, com uma silhueta que lembra o Land Rover Defender atual, referência citada recorrentemente em análises do lançamento e reforçada pela proposta aventureira.
Mesmo com essa inspiração, a Jetour posiciona o modelo como SUV eletrificado para o uso cotidiano, já que a tração é dianteira em toda a gama, combinação que prioriza eficiência e simplicidade mecânica no lugar de aptidão extrema.
Jetour T1: autonomia elétrica maior e preços mais baixos
O Jetour T1 chega como alternativa um pouco menor, com 4,7 m de comprimento e 2,8 m de entre-eixos, e adota o estilo “quadradão” que busca remeter a utilitários clássicos do universo off-road.
Apesar da identidade visual semelhante, o T1 traz uma solução híbrida plug-in com motor 1.5 turbo a gasolina e uma máquina elétrica, entregando 315 cv de potência total e 52 kgfm de torque combinado, sempre com tração dianteira.

Na autonomia elétrica, o ciclo do Inmetro indica alcance de 88 km, enquanto a marca informa que a combinação de tanque cheio e bateria carregada pode levar o conjunto a até 1.200 km, dado apresentado como referência de uso.
Em preços, o T1 aparece abaixo do T2 e parte de R$ 249.900 na versão Advance, chegando a R$ 264.900 na configuração Premium, mantendo a mesma nomenclatura e a estratégia de duas opções principais para a rede.
Plataforma compartilhada e posicionamento no segmento
Ainda que a Jetour não detalhe a arquitetura no texto-base, a novidade é descrita como compartilhando plataforma com o Caoa Chery Tiggo 7, o que ajuda a explicar o entre-eixos de 2,8 m e o foco em espaço interno.
Com esse desenho de gama, a marca passa a disputar atenção num mercado que concentra vendas em SUVs médios e médios-grandes, oferecendo potência elevada e autonomia elétrica relevante, em vez de apostar apenas em preço de entrada.

Estratégia da marca e impacto no mercado brasileiro
Ao iniciar a operação com híbridos plug-in, a Jetour tenta se diferenciar num cenário em que marcas chinesas ampliam presença no país e onde a eletrificação tem avançado, sobretudo com modelos que prometem rodar no dia a dia sem gasolina.
No entanto, como o material disponibilizado não informa cronograma de entregas, rede de concessionárias, garantias ou detalhes de equipamentos, esses pontos ficam fora desta reescrita para evitar qualquer dado não confirmado com segurança.
Com T1 e T2 chegando em faixas de preço próximas de SUVs já consolidados, a pergunta que fica para o consumidor é se potência alta e boa autonomia elétrica serão suficientes para compensar a ausência de tração 4×4 em carros de visual off-road?

-
-
-
-
11 pessoas reagiram a isso.