Potência elevada, autonomia estendida e versão híbrida inédita surgem como trunfos para reposicionar o SUV compacto no mercado brasileiro em 2026.
O BYD Yuan Pro ganhará uma versão híbrida plug-in (DM-i) que tem potencial para inaugurar o segmento de SUV compacto PHEV flex no Brasil.
Com potência combinada de 212 cv, até 90 km de alcance em modo elétrico e promessa de cerca de 1.000 km de autonomia total com tanque cheio e bateria carregada, o modelo deve chegar ao país em 2026, posicionado próximo dos R$ 170 mil e mirando diretamente os híbridos já vendidos por aqui, como o Toyota Yaris Cross HEV.
Design e plataforma do Yuan Pro híbrido
Hoje vendido no Brasil apenas como elétrico, o Yuan Pro passará a integrar a família de “super híbridos” DM-i da BYD, a mesma arquitetura usada no Song Pro e no Song Plus DM-i.
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Na Europa, o SUV é comercializado como BYD Atto 2 DM-i e já teve dados oficiais divulgados, incluindo autonomia elétrica de até 90 km e alcance total próximo de 1.000 km no ciclo WLTP.
A configuração que interessa ao mercado brasileiro é a Boost, mais potente.

Segundo informações divulgadas na Europa e replicadas pela imprensa automotiva brasileira, o conjunto combina um motor 1.5 aspirado a gasolina com 98 cv a um motor elétrico de 197 cv, resultando em 212 cv e 30,6 kgfm de torque máximo combinado.
No Brasil, a BYD já anunciou investimentos pesados em tecnologia híbrida plug-in flex na fábrica de Camaçari (BA), onde o Song Pro DM-i flex foi exibido com motor 1.5 adaptado para gasolina e etanol em qualquer proporção.
A expectativa do setor é que o Yuan Pro DM-i siga o mesmo caminho e passe a ser montado ali a partir do segundo semestre de 2026, já com motor a combustão flex integrado ao sistema DM-i.
Se isso se confirmar, o modelo poderá assumir o posto de primeiro SUV compacto plug-in flex do país, em um movimento alinhado à estratégia global da BYD de ampliar a oferta de PHEVs em mercados onde a eletrificação total avança mais lentamente.
Visual externo e dimensões do SUV
Por fora, as diferenças para o Yuan Pro elétrico são discretas.
A BYD praticamente mantém o mesmo conjunto de faróis em LED e grade frontal, alterando apenas o para-choque, que fica mais aberto e com elementos horizontais para favorecer a refrigeração do motor a combustão.

A traseira preserva o conjunto de lanternas interligadas, com desenho semelhante ao do Dolphin, e adiciona o emblema DM-i para identificar a versão híbrida.
De perfil, o porte continua o de um SUV compacto, com 4,33 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,68 m de altura e 2,62 m de entre-eixos.
Interior do Yuan Pro DM-i e mudanças de ergonomia
A cabine é o ponto em que a BYD promove mudanças mais visíveis em relação ao Yuan Pro elétrico nacional.
A alavanca de câmbio tipo joystick no console central dá lugar a um comando na coluna de direção, liberando espaço entre os bancos dianteiros e aproximando o layout do que já se vê em outros modelos recentes da marca.
O painel adota proposta mais minimalista, com poucos botões físicos.
A central multimídia passa a ter 12,8 polegadas, mantém espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto e concentra a maior parte dos comandos.
O quadro de instrumentos segue digital, com 8,8 polegadas, e o carregador por indução é reposicionado, abrindo espaço para um nicho dedicado ao celular.
As portas usam plástico rígido em boa parte da área, compensado por superfícies macias no painel.

Os bancos trazem revestimento que imita couro, com acabamento superior ao observado em vários concorrentes diretos.
Motores, versões e desempenho do Yuan Pro híbrido
A gama do Yuan Pro DM-i na Europa inclui as versões Active e Boost.
Ambas utilizam o mesmo conjunto básico, mas variam na bateria e na entrega de potência.
Na Active, a potência total é de 166 cv, com bateria de 7,8 kWh e autonomia elétrica de cerca de 40 km.
Na Boost, variante mais cotada para o Brasil, a bateria Blade tem 18,3 kWh, garantindo 212 cv e até 90 km de autonomia elétrica.
Mesmo com bateria menor que a do Yuan Pro elétrico vendido no Brasil, o conjunto híbrido da versão Boost fica cerca de 50 kg mais pesado, por conta da inclusão do motor a combustão e do tanque.
O desempenho se destaca.
Segundo a marca, o Yuan Pro DM-i acelera de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, superando SUVs compactos esportivados como o Fiat Pulse Abarth e o Fastback Abarth.

A autonomia total combinada pode chegar a 1.000 km, considerando tanque e bateria cheios.
Impressões ao dirigir e comportamento dinâmico
Os primeiros testes internacionais do Atto 2 DM-i ocorreram em áreas controladas.
Ainda assim, relatos indicam que a suspensão, semelhante à do Yuan Pro elétrico brasileiro, privilegia o conforto e absorve bem irregularidades.
O pedal de freio é mais sensível do que em modelos a combustão, característica comum em híbridos plug-in devido à regeneração de energia.
O modelo usa freios a disco nas quatro rodas.
Espaço, conforto e limitações do porta-malas
O Yuan Pro DM-i oferece bom espaço para passageiros, especialmente na segunda fileira.
Embora o entre-eixos seja de 2,62 m, menor que o do Volkswagen T-Cross, o aproveitamento interno é eficiente e acomoda bem ocupantes de até 1,80 m.
O assoalho traseiro quase plano melhora o conforto para quem vai no centro.

A BYD adicionou saídas de ar-condicionado traseiras, corrigindo um ponto criticado nas versões anteriores.
O porta-malas permanece modesto, com 265 litros, número inferior ao de vários hatches compactos.
Itens de série e tecnologias de assistência
A lista de equipamentos acompanha a estratégia recente da BYD de ampliar a tecnologia embarcada.
O SUV traz controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência e câmeras 360 graus.
O pacote deve incluir ainda ar-condicionado digital, chave presencial, carregador por indução, faróis full-LED e multimídia conectada.
Preço estimado e posicionamento no mercado brasileiro
Na Europa, o Atto 2 DM-i parte de cerca de 28.200 euros na versão Active e 31.200 euros na Boost.
Especialistas projetam que o Yuan Pro DM-i chegue ao Brasil em torno de R$ 170 mil, faixa que pode colocá-lo como híbrido mais acessível do país, oferecendo desempenho superior ao de muitos SUVs a combustão.
O modelo pode ganhar relevância no ranking da BYD no Brasil, superando o desempenho comercial ainda tímido do Yuan Pro elétrico atual.
Quando finalmente estiver nas concessionárias brasileiras, será que a combinação de preço competitivo, eficiência do sistema híbrido e desempenho de 7,5 s será suficiente para ele realmente “virar o jogo” entre os SUVs compactos?


PESSOAL NAO SE EMPOLGUEM ANTES DE OLHAR O PREÇO DAS REVISOES ABSURDOOO
Brasileiro só acorda quando o sonho vira pesade, e as vezes briga para não acordar. Aiai.