Brody, um Cão da Montanha dos Pirenéus de 66 kg e quase 1,8 m em pé, está em busca de um novo lar em abrigo na Inglaterra e virou símbolo dos desafios de adotar cães gigantes. Caso chama atenção para os cuidados, custos e preparo exigidos por raças de grande porte.
Um cão descrito como do tamanho de um “pequeno urso polar” está à procura de um novo tutor no norte da Inglaterra. Trata-se de Brody, um Cão da Montanha dos Pirenéus de seis anos, atualmente sob os cuidados da organização Animal Concern Cumbria, na região de Keswick. O caso ganhou repercussão na mídia britânica no começo de dezembro de 2025.
Segundo o abrigo, quando se apoia nas patas traseiras, Brody chega a cerca de 1,83 metro de altura, pesa 66 kg e consome aproximadamente 1 kg de biscoitos por dia, além da ração normal.
O porte impressiona, mas os voluntários ressaltam que ele é mais calmaria do que força bruta. O cão foi entregue pelos antigos tutores, que disseram não ter mais condições de mantê lo de forma adequada.
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Relatos da equipe indicam que Brody gosta de carinho na cabeça, tenta sentar no colo de quem lhe dá atenção e adora uma bola de tênis. Apesar da aparência gigante, é descrito como “calmo, tranquilo, amigável e gentil”, perfil típico da raça, conhecida internacionalmente como Great Pyrenees.
A história do cão gigante abre espaço para um debate importante também no Brasil. Adoção de raças gigantes costuma ser decidida pelo impacto visual do animal, mas envolve espaço físico, rotina, custos elevados e compromisso de longo prazo.
Especialistas lembram que um cão desse porte pode viver 10 a 12 anos e precisa de tutor experiente, emocionalmente e financeiramente preparado.
Cão gigante de abrigo inglês chama atenção do mundo
Brody foi apresentado oficialmente pelo abrigo Animal Concern Cumbria em publicações nas redes sociais e em entrevistas à imprensa local. Nas fotos, o cão aparece ao lado de voluntários, ocupando praticamente todo o sofá e chamando atenção pela pelagem branca e farta, típica de animais de montanha.

Em comunicado, a organização informou que ele ainda está em fase de avaliação de comportamento antes de ser liberado para adoção.
De acordo com reportagens do tabloide The Sun e de portais britânicos, o abrigo busca um tutor com experiência em cães de grande porte, que tenha um amplo quintal e um sofá generoso para acomodar o “pequeno urso polar” que acredita ser cão de colo. A previsão é que Brody esteja pronto para ir para um novo lar nas próximas semanas, depois de concluir os testes de sociabilização.
Enquanto isso, a equipe trabalha a adaptação do animal em diferentes ambientes, com outros cães e com crianças, para reduzir o risco de devolução futura.
Esse tipo de protocolo é considerado boa prática em medicina de abrigos, ajudando a combinar o perfil do animal com o estilo de vida da família.
Quem é o Cão da Montanha dos Pirenéus, gigante calmo e protetor
O Cão da Montanha dos Pirenéus, conhecido também como Great Pyrenees, é uma raça tradicional dos Pireneus, região de montanha entre França e Espanha. Segundo o The Royal Kennel Club, esses cães foram historicamente usados para proteger rebanhos em áreas frias e acidentadas, o que explica o porte grande, a pelagem densa e o temperamento vigilante.
Guias de raça descrevem os Pirenéus como cães em geral calmos, gentis e muito ligados à família, mas também independentes e protetores.
São frequentemente classificados como “gigantes gentis”, bons com crianças quando bem socializados, porém com tendência a latir para alertar qualquer movimento suspeito, algo que pode gerar conflitos em áreas urbanas e condomínios.
Adoção de cães gigantes exige espaço, tempo e bolso preparados
Embora Brody seja visto descansando no sofá, sua rotina ideal envolve caminhadas diárias e estímulos mentais. Guias de cuidados com a raça indicam que cães do tipo Great Pyrenees precisam em média de 30 a 60 minutos de exercício moderado por dia, divididos em passeios e brincadeiras, mais acesso a um quintal seguro para circulação livre.
Outro ponto sensível é o custo. Um cão de 66 kg consome grande volume de ração de boa qualidade, além de petiscos, vermífugos, antipulgas e tratamentos eventuais. Clínicas veterinárias e entidades de proteção lembram que procedimentos como cirurgias, exames de imagem e internações tendem a ser mais caros em animais de grande porte, justamente pelo peso e pelos materiais utilizados.
A pelagem densa da raça também exige rotina de escovação e tosa higiênica para evitar nós e problemas de pele. No caso de Brody, o abrigo destacou que ele passou por um processo completo de desembaraço para revelar a “gloriosa pelagem de montanha”, algo que deve ser mantido com banhos regulares e cuidados específicos. Para muitos tutores, esse nível de manutenção é bem diferente do de cães menores.
Especialistas em comportamento e entidades de adoção responsável recomendam que interessados em cães gigantes avaliem não só o espaço da casa, mas também a logística da vida diária. É preciso considerar como o animal viajará em caso de mudança, se haverá condições de subir escadas, se o condomínio aceita cães acima de determinado peso e se todos os moradores concordam com a presença de um gigante peludo.
Para além do encanto das fotos, a mensagem é clara. Adotar um cão desse porte é uma decisão de longo prazo, que envolve planejamento financeiro, organização da rotina e disposição para lidar com um animal que ocupa muito espaço físico, emocional e simbólico na casa. O caso de Brody, portanto, serve como alerta para escolhas mais conscientes.
Adotar um cão do tamanho de um “pequeno urso polar” seria um sonho ou um problemão na sua casa? Você acredita que brasileiros estão preparados para receber cães gigantes em apartamentos e condomínios, ou esse tipo de adoção deveria ser restrita a quem tem muito espaço e estrutura? Conte nos comentários se você toparia dividir o sofá e a rotina com um Brody brasileiro e por quê.
